Terceira Guerra Sacra
A Terceira Guerra Sacra (356 a.C. - 346 a.C.), de um ponto de vista meramente politico, nasce como expressão da tentativa da cidade-estado de Tebas de continuar sua política hegemônica, afetada consideravelmente pela Batalha de Mantineia (362 a.C.).
Início[editar | editar código-fonte]
O prefácio da guerra é resultado de um desejo de revance pelos beócios contra os foceus e espartanos, seus dois tradicionais rivais: multas altas que seriam em nome e direcionadas ao santuário de Delfos são determinadas a ambos, aos espartanos pela ocupação da Cadméia no ano 382 a.C. e aos foceus pelo cultivo da terra sagrada de Cirra.
Pelo fato de a multa ser de um valor muito elevado em comparação com a dimensão pequena da terra, como afirmavam os foceus, Filomelo comanda os exércitos da Fócida e ocupa Delfos, se limitando a recolher as contribuiçãoes dos citadinos da cidade e abstendo-se das riquezas do santuário.
Após uma batalha contra os lócrios perto de Delfos, os próprios foceus realizam uma incursão em direção à Lócrida enquanto Tebas move apenas protestos formais. Filomelo também, em um primeiro momento, persegue a política de legitimação enviando embaixadores a Atenas, Esparta e até mesmo a Tebas. No entando, os beócios não deixaram que lhes subtraíssem a função de tutores do santuário, que os classificava como integrantes oficiais da Liga Anfictiônica: enviam, por sua vez, embaixadores à Tessália e à Anfictiônia convidando-os a juntar os exércitos contra os foceus. Os dois lados opostos condensam-se: de um lado beócios, lócrios, tessálios e seus periecos; do outro foceus, atenienses, espartanos e alguns outros peloponésios.
A Guerra[editar | editar código-fonte]
Em 354 a.C. os tessálios irrompem na Lócrida e são derrotados pelos foceus na colina de Argola. Sucessivamente a ação de tropas beócias endireita a situação vencendo Filomelo na batalha de Neon. Como consequencia, o comando é assumido por Onomarco, que passa a utilizar os recursos do santuário tanto por motivos militares quanto em missões diplomáticas. Com isso, Onomarco consegue corromper os tessálios fazendo com que se retirem da luta e conquista posições na Lócrida (Troino) e na Beócia (Orcomenos).
No mesmo ano, os tessálicos pedem a intervenção de Filipe II da Macedônia contra a ameaça do tirano Licofrones de Fere, ao qual se ligam posteriormente os foceus. Já no ano 353 a.C. Filipe II, acompanhado de tropas tessálicas, é derrotado duas vezes pelas tropas de Onomarco. Porém, em 352 a.C., O rei da Macedônia mais uma vez investe contra Licofrones com a ajuda dos tessálicos, formando um exército de mais de 20000 infantes e 3000 cavaleiros que lutaria contra 20000 infantes e 500 cavaleiros foceus. Na batalha dos Campos de Açafrão (Pagase), no Golfo de Volos, Filipe II conqusita uma vitória extraordinária sobre Onomarco: morrem mais de 6000 foceus e mercenários, dentre eles o general, e são aprisionados outros 3000 homens.
Fontes modernas[editar | editar código-fonte]
- Buckler, John (1989). Philip II and the Sacred War Brill Archive [S.l.] ISBN 90-04-09095-9.
- Buckley, Terry (1996). Aspects of Greek history, 750-323 BC: a source-based approach Routledge [S.l.] ISBN 0-415-09957-9.
- Cawkwell, George (1978). Philip II of Macedon Faber & Faber [S.l.] ISBN 0-571-10958-6.
- Green, Peter (2008). Alexander the Great and the Hellenistic Age Phoenix [S.l.] ISBN 978-0-7538-2413-9.
- Green, Peter (2006). Diodorus Siculus – Greek history 480–431 BC: the alternative version (translated by Peter Green) University of Texas Press [S.l.] ISBN 0-292-71277-4.
- Hornblower, Simon (2002). The Greek world, 479-323 BC Routledge [S.l.] ISBN 0-415-16326-9.
- Sealey, Raphael (1976). A history of the Greek city states, ca. 700-338 B.C. University of California Press [S.l.] ISBN 0-520-03177-6.
- Worthington, Ian (2008). Philip II of Macedonia Yale University Press [S.l.] ISBN 978-0-300-12079-0.