Terceiro Comando Puro

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Terceiro Comando Puro
Fundação 2002
Anos ativo 2002–presente
Território (s)  Rio de Janeiro
Atividades Assassinatos, assaltos, tráfico de drogas e extorsão
Aliados PCC,[1] Milícias (Rio das Pedras e Muzema),[2][3] FDN[4]
Rivais CV, ADA

Terceiro Comando Puro, conhecido também pela sigla TCP, é uma organização criminosa carioca, surgida no Rio de Janeiro, a partir de uma dissidência do Terceiro Comando, liderada pelos traficantes Facão e Robinho Pinga.[5][6]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1998, o Terceiro Comando (TC) aliou-se à facção Amigos dos Amigos (ADA), ampliando seus domínios.

Por volta de 2002, a facção surgiu uma dissidência do TC, chegando a coexistir com esta última e o ADA.[6][5]

Após 11 de setembro de 2002, quando Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, liderou uma revolta no presídio Bangu I, matando alguns rivais, entre eles , um dos líderes do TC. Celsinho da Vila Vintém, da facção Amigos dos Amigos (ADA), que não foi morto durante a rebelião, foi acusado de traição, o que gerou o rompimento definitivo da aliança com a ADA. Assim, os traficantes do então TC passaram de vez para o lado da ADA, ou para o Terceiro Comando Puro (TCP).[5][6]

Após a morte de Robinho no final de 2007, quem se tornou o primeiro homem na hierarquia de Senador Camará foi o traficante Marcio José Sabino, mais conhecido como Matemático, que assumiu o controle de seus postos de venda de droga até ser morto em uma emboscada policial em maio de 2012.[7]

Complexo de Israel[editar | editar código-fonte]

Parte das lideranças do TCP fundaram o Complexo de Israel, um conjunto de favelas formada pelas comunidades de Parada de Lucas, Cidade Alta, Vigário Geral, Pica-Pau e Cinco Bocas. Nas regiões comandadas pelo traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, vulgo Peixão, foram erguidas bandeiras de Israel e estampadas estrelas de Davi nos muros, símbolo maior do judaísmo, em diversos pontos.[8]

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

Atualmente a organização é liderada por Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, oriundo da favela do Muquiço, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. É conhecido como Coronel por participar de todas as guerras do TCP. Segundo a Polícia Civil, Bruno forneceria os pilotis das construções irregulares das milícias de Rio das Pedras e da Muzema. Ele estaria acima de Álvaro Malaquias, o Peixão, na hierarquia do tráfico.[2][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Allan de Abreu (14 de novembro de 2019). «Trégua iniciada atrás das grades». Piauí. Consultado em 8 de junho de 2021 
  2. a b Bruna Fantti (5 de julho de 2021). «'Coronel' do TCP: roubo de trilhos para a milícia». O Dia. Consultado em 4 de janeiro de 2022 
  3. a b Bruna Fantti (6 de julho de 2021). «Coronel do TCP estaria doente e foragido na Maré». O Dia. Consultado em 4 de janeiro de 2022 
  4. Gil Alessi (28 de abril de 2021). «Linha de frente na guerra entre facções no Amazonas, bairro da Compensa em Manaus vive dias sangrentos». El País. Consultado em 8 de junho de 2021 
  5. a b c «Terceiro Comando». procurados.org. Consultado em 10 de maio de 2018. Arquivado do original em 25 de novembro de 2011 
  6. a b c «Facção Terceiro Comando Puro». procurados.org. Consultado em 10 de maio de 2018. Cópia arquivada em 5 de março de 2016 
  7. Cirilo Junior (12 de maio de 2012). «Agressivo, Matemático comandava facção com mão de ferro». terra.com.br. Consultado em 10 de maio de 2018 
  8. Gil Alessi (27 de março de 2021). «A ascensão do 'narcopentecostalismo' no Rio de Janeiro». El País. Consultado em 8 de junho de 2021