Tereza Batista Cansada de Guerra

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Tereza Batista Cansada de Guerra
Autor(es) Jorge Amado
Idioma português
País  Brasil
Género Romance
Localização espacial Aracaju
Ilustrador Calasans Neto
Arte de capa Carybé
Editora Martins
Formato 21 cm.
Lançamento 1972
Páginas 462
Cronologia
Tenda dos milagres
O gato Malhado e a andorinha Sinhá

Tereza Batista Cansada de Guerra é o vigésimo primeiro livro, um romance, escrito por Jorge Amado e publicado em 1972. O livro conta a história de uma jovem obrigada a se prostituir.

Já foi traduzida para alemão, árabe, coreano, eslovaco, esloveno, espanhol, francês, grego, hebraico, holandês, inglês, italiano, norueguês, polonês, turco e vietnamita.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Órfã de pai e mãe, Tereza é criada por sua tia Filipa, que a vende para o Capitão Justiniano Duarte da Rosa, dito Capitão Justo, que tinha predileção por adolescentes virgens. O capitão a estupra e a trata com crueldade, fazendo-a escrava sexual.

Tereza apaixona-se por Daniel e mata o capitão. Na prisão, Tereza é atendida pelo advogado Lulu dos Santos, por ordem do dr. Emiliano. Resgatada por ele, Tereza passa por um breve período de felicidade no Sergipe, até que o doutor morre, deixando-a sem guarida. A partir daí ela passa a se prostituir e conhece um pescador com quem vive um lindo e breve romance. Ela vai para Salvador da Bahia e passa a cantar num cabaré. Conhece outro homem e decide se casar com ele, mas o seu grande amor, o pescador, retorna.

A novela mostrou as religiões afro-brasileiras, mais precisamente a umbanda e os terreiros que Tereza frequentava. Tereza é filha de Iansã com Omolu, sendo uma moça alegre, extrovertida, brigona e namoradeira como filha de Iansã, e séria, calada, responsável e misteriosa como filha de Omolu.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O livro está dividido em cinco partes inter-relacionadas, mas que não seguem uma ordem cronológica[2]:

  • Parte 1 - Estreia de Tereza Batista num cabaré de Aracaju
  • Parte 2 intitulada "A Menina que sangrou o capitão com a faca de cortar carne seca"
  • Parte 3 intitulada "ABC da Peleja entre Tereza Batista e a Bexiga Negra"
  • Parte 4 intitulada "A noite em que Tereza Batista dormiu com a Morte"
  • Parte 5 intitulada "A festa do casamento de Tereza Batista"

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Dorival Caymmi compôs uma canção para Tereza Batista e o pintor Carybé ilustrou a obra, tornando-a essencialmente um produto do talento brasileiro[3].

Referências

  1. Casa de Jorge Amado
  2. Revista COLÓQUIO/Letras n.º 20 (Julho de 1974), pág. 95.
  3. Revista COLÓQUIO/Letras n.º 20 (Julho de 1974), pág. 95.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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