Teresa de Saldanha

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Madre Teresa de Saldanha

Madre Teresa de Saldanha (4 de setembro de 18378 de janeiro de 1916), de seu nome completo Teresa Rosa Fernanda de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, foi uma religiosa dominicana, fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Lisboa, no Palácio da Anunciada, na Rua das Portas de Santo Antão, sendo filha de João de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 3.º Conde de Rio Maior, e de Isabel Maria dos Prazeres de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos.

Teresa de Saldanha em auto-retrato com a sua família.

Em 1856 toma a decisão de se dedicar inteiramente a Deus. Em 1862 passa a dirigir o Colégio de Santa Marta para Meninas Pobres, auxiliada pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Nesse mesmo ano, estas vêem-se forçadas a abandonar o país, por entre a agitação da opinião pública, vivendo-se momentos conturbadíssimos, dada a politização da religião. Mais tarde, funda a Associação Protectora de Meninas Pobres para subsidiar outras escolas femininas nessas condições.

Dá a conhecer a sua intenção de entrar numa ordem religiosa de freiras dominicanas inglesas, na cidade de Stone, na Inglaterra, para futuramente regressar a Portugal e fundar uma congregação religiosa. Em 1866, sob a sua direcção e iniciativa, duas suas amigas vão para Inglaterra e tornam-se religiosas, regressando em 1868 e nessa mesma data Teresa de Saldanha dá início à Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

Em 1877, com o seu próprio património comprou a Quinta e o Palácio de São Domingos de Benfica, em Lisboa, para Casa-Mãe da Congregação. Ingressa e toma o hábito de religiosa na congregação que, entretanto, fundou em 1887. No mesmo período, promoveu a abertura de Dispensários, Asilos e Colégios, para protecção dos menos favorecidos.

Com a implantação da República Portuguesa foram confiscados os bens da Congregação, as Irmãs dispersaram-se pela Bélgica, pelo Brasil e pela América do Norte, onde implantaram novas comunidades para continuarem o seu apostolado. As que ficaram em Portugal, acolhidas pela família ou pelos amigos, tentaram continuar a sua missão apesar de perseguidas. Discretamente presentes nas obras anteriormente assumidas ou arriscando novas fundações, não deixaram nunca perecer o espírito da sua Madre Fundadora.

Madre Teresa de Saldanha, completamente despojada dos seus bens, vê-se forçada a alugar uma pequena casa na Rua Gomes Freire, em Lisboa, vindo ali a falecer a 8 de janeiro de 1916.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AA.VV., Evocação de Teresa de Saldanha - 150 anos do seu nascimento, 1987-1988, Lisboa, 1988;
  • AA.VV. Conferências na Fundação C. Gulbenkian nos 150 anos do Nascimento de Teresa de Saldanha, 1987;
  • Rita Maria do Nascimento NICOLAU, Teresa de Saldanha, uma vivência cristã no feminino, Lisboa 1996.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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