Terminal Garagem Menezes Côrtes

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Terminal Garagem Menezes Côrtes
Castelo
Uso atual Terminal rodoviário
Administração TGMC S.A./CODERTE
Linhas Rodoviárias:
Região Serrana
Nova Friburgo
Araruama
Cabo Frio
Saquarema
exceto sábados e domingos. (recorrer aos terminais Roberto Silveira e Novo Rio - feriados, favor consutar as empresas)
Serviços Ônibus Táxi Restaurante Estacionamento Elevador Farmácia Biblioteca ou banca de livros
Informações históricas
Inauguração abril de 1973 (43 anos)
Localização
Localização Rua São José, 35, Centro - Rio de Janeiro, RJ

O Terminal Garagem Menezes Côrtes, ou simplesmente Terminal Castelo é um dos cinco principais do Rio de Janeiro, sendo especializado em linhas de ônibus seletivos (com poltronas estofadas e reclináveis e/ou ar-condicionado) com destino a vários pontos da Região Metropolitana, com isso, recebeu o apelido de Terminal dos Frescões (apelido criado pela população carioca pelos ônibus do tipo). Durante os dias úteis, são fornecidas linhas rodoviárias com destino a area central do estado e duas linha para o litoral. Localizado no Centro da Cidade, o terminal fica próximo a uma estação de metrô (Estação Carioca) e a uma estação de barca (Estação Praça XV).

A inauguração do então chamado Edifício Garagem Menezes Côrtes ocorreu em 1973, substituindo o antigo Terminal Rodoviário Erasmo Braga, com o objetivo de retirar os automóveis nas ruas para organizar o trânsito nas imediações. Desde então, por sua fácil acessibilidade por todas as regiões da cidade (através do metrô no Largo da Carioca e da barca) e por estar situado na região central (mais próximo, assim, da Perimetral e do Aeroporto Santos Dumont), o terminal mantém a tradição de realizar apenas viagens curtas para alguns pontos do estado. A viagem mais longa atualmente é a com destino à Nova Friburgo, em um trajeto de 159 km. O terminal não atende a nenhum outro estado brasileiro assim como não faz viagens ao interior.

A origem dos Frescões[editar | editar código-fonte]

O Rio de Janeiro é uma das poucas cidades brasileiras com um sistema de ônibus seletivos. Popularmente conhecidos como frescões, os ônibus especiais começaram a rodar na cidade em 1974, após concorrência pública feita pela Guanabara. Alguns anos antes, em 1973, a Redentor já operava a "Castelo x Taquara via Zona Sul" (atual 2113). De forma geral, as linhas especiais seguiam as áreas operacionais das empresas, com algumas exceções. Por exemplo, Caprichosa e Três Amigos passaram a operar no Centro, enquanto a Matias e a Viação Acari rodaram a Castelo x Campo dos Afonsos.

A conjuntura econômica tem especial influência sobre os serviços seletivos. Cabe comentar que as linhas foram criadas sob o impacto do primeiro choque do petróleo, exigindo soluções que desestimulem o uso do automóvel particular pela classe média, à época com alto poder aquisitivo para bancar viagens mais sofisticadas. Concomitantemente, a EBTU planejou o transporte carioca a partir da dupla metrô, como transporte de massa, e o frescão, para as classes médias e altas que usariam o carro no percurso casa x trabalho. Complementando o planejamento, a EBTU sugeria a criação de pistas exclusivas para ônibus e as garagens subterrâneas próximas às estações de metrô. As empresas vendiam pacotes semanais e mensais de passagens, fidelizando o passageiro e reforçando a boa imagem dos frescões. O sucesso da primeira geração dos frescões durou até 1981, ano que abre a "década perdida". A crise econômica reduziu consideravelmente o poder aquisitivo dos usuários dos ônibus especiais, necessariamente mais caros. Boa parte dos seletivos foi extinta entre 1982 e 1984, restando apenas os mais tradicionais, operados pela Redentor, Real e Expresso Pégaso.

Um capítulo especial foi escrito pelos executivos, em realidade os ônibus rodoviários sem ar. Iniciadas em 1990-91, as linhas executivas são a base do atual sistema: 1045, 1051, 1094 e 1095, entre várias outras rotas, nasceram nesta época. A conturbada conjuntura do Governo Collor, com o bloqueio dos cruzados novos e a escassez de álcool, forçou uma alternativa barata para os usuários de veículos particulares. A estabilização da economia causada pelo Plano Real, na segunda metade dos anos 90, faz surgir um novo mercado para serviços especiais. As renovações das linhas indicam esta tendência: se antes o padrão era franciscano, agora os novos ônibus têm ar-condicionado e poltronas mais confortáveis. O consumidor, com mais dinheiro para escolher o serviço que melhor lhe atende, também tem mais opções, como as vans importadas. Muitas empresas reduzem as tarifas, lançam novas linhas ou lançam mão de micros para reduzir os intervalos e segurar o passageiro.

Atualmente, os serviços especiais sofrem a sólida concorrência do transporte alternativo, além da queda no padrão dos ônibus utilizados. Em muitos casos a demanda potencial existe, mas há problemas com a tarifa aplicada e a operação: este é o caso da 1051 (Castelo x Engenho de Dentro). Em outros, como na Zona Sul, o excesso de linhas dispersa a demanda e dificulta a prestação do serviço. Por fim, há a substituição dos ônibus convencionais pelos frescões, como faz a Oeste.

Privatização[editar | editar código-fonte]

O Governo do Estado realizou uma parceria público-privada em 1998, com isso, a CODERTE ficará responsável apenas por um dos andares do estacionamento destinado aos servidores estaduais e na pavimentação no primeiro andar do terminal.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O Prédio contêm cerca de 50 estabelecimentos comerciais, entre eles um campus da Universidade Estácio de Sá ocupando todo o 15º andar, e várias lojas na "sobreloja" e lanchonetes no subsolo.

Localidades atendidas[editar | editar código-fonte]

O Terminal Castelo atende a Região Serrana, Nova Friburgo, Araruama, Cabo Frio, e Saquarema.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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