Vexilologia

Vexilologia (do latim vexillum, "bandeira", e do grego λόγος, logos, "conhecimento")[1][2] é o estudo científico da história, simbologias e utilização das bandeiras ou, por extensão, qualquer interesse por bandeiras em geral.[3]
História
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O americano Whitney Smith é reconhecido por conceber a vexilologia em 1957. Ele escreveu: "Embora o uso de bandeiras remonte aos primeiros dias da civilização humana, o estudo de tal utilização, de forma séria, é tão recente que o termo para o mesmo não apareceu impresso até 1959."[5][6] O nome do termo provém de vexilo, que são os estandartes utilizados pelos antigos exércitos romanos.[2] Antes dessa época, o estudo de bandeiras era geralmente considerado parte da heráldica, o estudo dos brasões.[7]
Smith formalizou o termo em 1961, quando publicou o The Flag Bulletin.[8] Ao longo de sua vida, ele coordenou dversas organizações e encontros relacionados a bandeiras, incluindo o primeiro Congresso Internacional de Vexilologia (ICV), a Associação Vexilológica Norte-Americana e a Federação Internacional de Associações Vexilológicas (FIAV),[9] que coordena várias associações de entusiastas desta área do conhecimento e, a cada dois anos, promove congressos de vexilologia.[carece de fontes]
A vexilologia envolve trabalhos acadêmicos em sociologia, história e design. Também inclui contribuições da indústria de bandeiras e o interesse de apaixonados por bandeiras. O Congresso Internacional de Vexilologia e os encontros locais frequentemente abrangem uma ampla gama de interesses em bandeiras.[8]
Termos derivados
[editar | editar código]Os seguintes termos derivam da palavra vexilologia:
- Vexilófilo: pessoa que gosta de bandeiras, as estuda, ou as coleciona e exibe.[10][11]
- Vexilógrafo: um designer profissional de bandeiras.[10]
- Vexilografia: a arte do design de bandeiras.[10]
- Vexilologista: pessoa que estuda bandeiras.[10]
Desenho de bandeiras
[editar | editar código]Princípios
[editar | editar código]Os desenhos das bandeiras apresentam um certo número de condicionantes que abrangem preocupações práticas, circunstâncias históricas e perspectivas culturais.
A primeira das preocupações práticas de vexilógrafo é a necessidade do seu desenho ser fabricado (muitas vezes em massa), transformando-se numa peça de tecido que irá ser hasteada em locais exteriores para representar aquilo que identifica.
O projecto de uma bandeira também pode ser um processo histórico, no qual o desenho actual, muitas vezes, baseia-se num antecedente histórico. Existem, actualmente, famílias de bandeiras com origem num antepassado único, como são o caso das bandeiras escandinavas, baseadas na Bandeira da Dinamarca e das bandeiras africanas, baseadas na Bandeira da Etiópia.
Também, certas culturas, condicionam o desenho das bandeiras, através da imposição de regras específicas, como é o caso da heráldica.
Com as condicionantes acima descritas, consideram-se cinco princípios base para um bom desenho de uma bandeira:
- Simplicidade: a bandeira deverá ser tão simples que permita a uma criança desenhá-la de memória;
- Simbolismo: as imagens, cores e padrões da bandeira deverão relacionar-se directamente com aquilo que ela simboliza;
- Limitar o número de cores: utilizar 2 ou 3 cores no máximo, escolhendo cores básicas e contrastantes entre si;
- Evitar legendas ou emblemas: evitar colocar na bandeira legendas ou emblemas complexos;
- Distintividade: criar um desenho distintivo, que não se confunda com o de outras bandeiras.
Proporções
[editar | editar código]Proporções de bandeira são indicadas por uma relação. A primeira figura corresponde à largura da bandeira, que normalmente está definido como o lado prendido ao poste ou pessoal. A segunda figura corresponde para o comprimento da bandeira. Uma bandeira com uma largura de 3 unidades e um comprimento de 5 unidades ou é escrita 3:5 ou 3x5:
Bandeiras oficiais dos 195 países e suas proporções:
- A bandeira mais "curta" é a do Nepal, a única que não tem formato Quadrilátero (são dois triângulos retângulos sobrepostos no mastro). A sua proporção é 5:4
- A seguir temos as bandeiras quadradas da Suíça, do Vaticano, cuja proporção é 1:1
- A da Dinamarca possui proporção de 41:50
- A mais "longa" é a do Catar - proporção 11:28
- A proporção mais frequente é 2:3, presente nas bandeiras de 88 países
- São 52 os países com bandeira de proporção 1:2
- 10 países tem bandeiras "curtas" com proporção entre 0,7 e 0,75
- 33 países têm bandeiras "mais longas" com proporções entre 0,53 e 0,64
Cores
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As abreviações seguintes indicam cores de bandeira: R (vermelho) ; O (laranja); Y (amarelo); V (verde); B (azul); P (roxo); N (preto); W (branco); G (cinzento); M (castanho); Au (ouro); Ag (prata). Cores diferente dessas citadas não são abreviadas.
Os símbolos seguintes indicam sombras de cor aproximadas:
- - (claro);
- - - (muito claro);
- + (escuro);
- ++ (muito escuro) ;
O uso de uma descrição de cor sem um símbolo indica uma sombra da cor média, normal, ou desconhecida.
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Burgers, A. P. (2008). The South African Flag Book: The History of South African Flags from Dias to Mandela (em inglês). [S.l.]: Protea Book House. p. 33. Consultado em 16 de setembro de 2025
- ↑ a b Vile, John R. (5 de outubro de 2018). The American Flag: An Encyclopedia of the Stars and Stripes in U.S. History, Culture, and Law (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing USA. p. 371. Consultado em 16 de setembro de 2025
- ↑ Smith, Whitney (1975). Flags through the ages and across the world. Internet Archive. [S.l.]: New York :. p. 30. Consultado em 16 de setembro de 2025
- ↑ «Lei nº 5.700: Dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, e dá outras providências». Presidência da República | Casa Civil | Subchefia para Assuntos Jurídicos. 1 de setembro de 1971. Consultado em 16 de setembro de 2025
- ↑ Sache, Ivan (14 de abril de 2002). «Vexillology: Origins». CRW Flags. Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2016
- ↑ «Vexillology». The Merriam-Webster Dictionary (em inglês). Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2020
- ↑ Fox-Davies, Arthur Charles (1909). A complete guide to heraldry. University of California Libraries. [S.l.]: London, Edinburgh, T.C. & E.C. Jack. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ a b «Consider Vexillology». SemiotiX (em inglês). Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 1 de abril de 2018
- ↑ Vulliamy, Elsa (16 de dezembro de 2015). «Can you recognise these flags?». The Independent (em inglês). Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de agosto de 2022
- ↑ a b c d Sen, Susanto (10 de julho de 2025). Sanskrit Origins of English: Etymologies of English Words (em inglês). [S.l.]: uṣā vijña. p. 513. ISBN 9789334306316. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ Planet, Lonely (1 de setembro de 2015). You Rule!: A Practical Guide to Creating Your Own Kingdom (em inglês). [S.l.]: Lonely Planet. p. 31. Consultado em 17 de setembro de 2025