Teste de Coombs

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O Teste de Coombs é uma comprovação altamente sensível na qual demonstra a presença de de anticorpos em pequena quantidade, realizado de duas maneiras, uma direta e outra indireta. O teste de Coombs Direto é realizado para pesquisa de anticorpos colados nas hemácias fetais durante a gestação. O teste de Coombs Indireto é realizado com a amostra de sangue da criança que herdou de sua mãe.

Teste de Coombs direto[editar | editar código-fonte]

Para laboratórios de pequeno e médio porte, esta é a melhor reação disposta atualmente para diagnosticar a eritroblastose fetal e raramente anemias hemolíticas adquiridas. É necessário o soro de Coombs para realização dos testes, estando disponíveis no mercado soros de Coombs ativos para componentes anti gama e anti não gama.

Teste de Coombs indireto[editar | editar código-fonte]

Durante o pré-natal as mães RH negativo realizam o exame de Coombs indireto através do seu sangue, devendo ser feito antes de transfusões sanguíneas. O teste age detectando anticorpos atuantes contra as hemácias que se apresentam livre no plasmo sanguíneo.

História[editar | editar código-fonte]

O teste de Coombs foi descrito pela primeira vez em 1945 pelos imunologistas de Cambridge Robin Coombs (que deu o nome ao teste), Arthur Mourant

Material necessário para o teste de Coombs direto:

Sangue do paciente

Soro de Coombs ƒ Micropipeta de 50μl  

Tubos de ensaio 75x70mm

 Solução de NaCl a 0,85% ƒ

 Centrífuga clínica de até 3000 rpm

 Pipetas de 1,0 ml graduada em décimos

Procedimentos

1. Coletar sangue do paciente com anticoagulante, lava-lo 3 vezes com salina e fazer uma suspensão a 5% com a salina.

2. Tomar dois tubos, os numerando como 1 e 2, colocar neles 50μl de suspensão de hemácias a 5%.

3. Adicionar 2 gotas do soro de Coombs no tubo 1 e homogeneizar os tubos.

4. Centrifugar a 1000 rpm por 2 minutos.

 5. Ler a reação rodando o tubo entre os dedos para ressuspender o botão de hemácias.

Como resultado ocorre a presença de aglutinação no tubo 1 e ausência de aglutinação no tubo 2 – Prova positiva. Caso a hemaglutinação não seja macroscopicamente visível, coloca-se uma gota da amostra sobre uma lâmina de vidro e examina-se ao microscópio. O resultado é dado conforme a intensidade da aglutinação em: Aglutinação forte; Grandes grupos aglutinados; pequenos grupos aglutinados; raros grupos aglutinados Traços – grupos de 4 a 5 hemácias aglutinadas. Observação: O tubo 2 é o controle, ele não deve apresentar aglutinação nunca.

Material necessário para o teste de Coombs indireto:

Esta reação é usada para a detecção de anticorpos no soro do paciente.

Materiais:

Soro de Coombs.

Tubos de ensaio 75x70mm.

Micropipeta de 50μl.

Solução salina de 0,85%. 

Suspensão de glóbulos vermelhos normais O Rh positivo lavados e suspensos a 5% em salina.

Albumina bovina a 20% em salina.

Procedimentos

1. Separar o soro do sangue antes de completar 24 horas de colhido e colocar 50μl em cada um de dois tubos de ensaio, numerando-os como 1 e 2.

 2. Acrescentar 50μl de suspensão de hemácias em cada tubo e homogeneizar.

3. Adicionar 50μl de albumina bovina 20% no tubo 2 e incubar a 37°C por 15a 20 minutos.

4. Lavar 3 vezes com salina, desprezando o sobrenadante completamente após a última centrifugação.

 5. Acrescentar 50μl do soro de Coombs sobre os glóbulos lavados e misturar.

 6. Esperar cerca de 10 minutos e centrifugar a 1000 rpm por 1 minuto.

7. Ressuspender, delicadamente, os glóbulos vermelhos observando a hemaglutinação.

Como resultado ocorre a ausência de aglutinação que indica a prova negativa ou ausência de anticorpos circulantes para o antígeno (hemácias).  Se houver aglutinação em qualquer um dos tubos, a prova de Coombs é positiva. Deve-se usar o maior número de hemácias com antigenicidade diferente para se identificar a especificidade do anticorpo.  Pode-se também determinar o título de anticorpos, procedendo-se diluições sucessivas tais como 1:2, 1:4, ... 1:128. Repete-se o teste com cada diluição. Considera-se o título como a maior diluição do soro, onde se verifica a hemaglutinação.

Pode ocorrer reações falso positivas quando:

1 soro estiver contaminado com bactérias.

2 A centrifugação for excessiva.

 3Os reticulócitos ultrapassam a 15%.

 4. A siderofilina que acompanha os reticulócitos pode reagir com a anti-siderofilina, que pode ser encontrada no soro de Coombs.

Pode ocorrer reações falso negativas quando:

1. Usamos tubos sujos.

2. Lavagem insuficiente das hemácias.

4. Usamos antissoros inativos.

5. Usamos antisoro contaminado com soro humano.

6. Incubamos em temperatura diferente de 37°C por tempo inferior a 15 minutos. [1]