As Bruxas de Salém (filme)

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The Crucible
As Bruxas de Salém (PT/BR)
 Estados Unidos
1996 •  cor •  124 min 
Direção Nicholas Hytner
Roteiro Arthur Miller
Elenco Daniel Day-Lewis
Winona Ryder
Paul Scofield
Joan Allen
Bruce Davison
Rob Campbell
Frances Conroy
Género drama
histórico
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Crucible (As Bruxas de Salém (título no Brasil e em Portugal)) é um filme norte-americano de 1996, do gênero drama, dirigido por Nicholas Hytner. É baseado na peça de mesmo nome de Arthur Miller sobre os fatos históricos envolvendo o julgamento das Bruxas de Salém.[1] Miller também escreveu o roteiro do filme que traz no elenco Daniel Day-Lewis, Winona Ryder, Joan Allen e Paul Scofield.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Numa manhã de 1692 em Salém, Massachusetts as jovens da vila se reúnem na floresta com uma escrava africana chamada Tituba. A escrava inicia um ritual de magia branca com as garotas, orientando-as a evocarem os nomes dos homens com quem desejam se casar. Uma jovem chamada Abigail, entretanto, inicia um ritual de magia negra, matando uma galinha e bebendo seu sangue enquanto pede pela morte da mulher de John Proctor, o homem que ama. As jovens dançam e correm pela floresta quando são surpreendidas pelo Reverendo Parris, o tio de Abigail. As garotas fogem assustadas e, no meio da correria, Betty, a filha de Parris, acaba caindo inconsciente no chão.

Betty e outra garota que também estava dançando - Ruth, filha de Thomas e Ann Putnam - , são levadas para a casa de Parris, mas não despertam. Isso aflige Ann, que teve sete filhos mortos no parto antes de dar à luz Ruth. Tanto a residência dos Putnam quanto a dos Parris é visitada por Giles Corey, que está preocupado com a quantidade de livros que a esposa lê, por Rebecca Nurse, que acha que as garotas estão fingindo estar doentes, e por John Proctor. Abigail assedia Proctor, mas este afirma que foi um erro ter mantido relações com a jovem.

Tanto os Putnam quanto Parris acreditam que Ruth e Betty estão possuídas pelo demônio e decidem chamar o Reverendo Hale para examinar as jovens. Hale reúne todas as jovens que participaram do ritual e, para escapar do castigo, Abigail afirma que Tituba praticou magia negra o tempo todo. Tituba insiste em sua inocência, mas após ser espancada e ameaçada de morte, acaba confessando. Ela e as outras garotas começam a falar os nomes de quem "viram" junto com o demônio. Logo, velhos bêbados, pessoas que xingam e outras figuras do povoado são acusadas de bruxaria. Dentre eles estão Rebecca Nurse (acusada de assassinar os filhos de Ann), Martha Corey (acusada de amaldiçoar os porcos de um fazendeiro) e Elizabeth Proctor, a mulher de John (acusada por Abigail de praticar vudu contra ela).

John, determinado a não sucumbir às pressões de Abigail, insiste para que sua criada Mary Warren, que participou do ritual com Tituba, testemunhe no tribunal contra as acusações de sua ex-amante. Apesar do medo que tem de Abigail, Mary acaba concordando. No tribunal, Francis Nurse dispõe uma lista com o nome das pessoas que atestam pela inocência de Martha, Rebecca e Elizabeth. A Justiça manda prender cada um deles sob a justificativa de que é para que possam dar seu depoimento. Giles Corey insiste que quando Ruth Putnam acusou Rebecca Nurse, Thomas teria dito à filha que ela acabou de lhe ganhar um "belo pedaço de terra" (a propriedade dos Nurse era cobiçada pela família Putnam). Corey se recusa a dar os nomes daqueles que ouviram o incidente, pois ele sabe que seriam todos presos acusados de bruxaria. A Justiça então manda prender Corey. Enquanto isso, Mary insiste que ela apenas imaginou ter visto espíritos, razão pela qual desmaiou no tribunal. John descobre que Elizabeth está grávida e será poupada da morte até o nascimento do bebê, mas ele insiste que as jovens sejam indiciadas por falso testemunho.

As garotas são chamadas para depor e são questionadas se estavam mentindo sobre a bruxaria. Abigail finge que Mary está praticando bruxaria, lançando uma "brisa gelada" contra elas e reza para Deus. John se descontrola e começa a gritar que Abigail é uma prostituta, que queria se livrar de Elizabeth para poder se casar com ele. Elizabeth é chamada para depor e, desconhecendo da confissão do marido sobre o caso que teve com Abigail, mente para proteger o sobrenome da família. Hale, que agora acredita que as garotas estão mentindo, tenta convencer o tribunal da desonestidade de Abigail, mas as jovens começam a correr, dizendo que Mary está as atacando supernaturalmente na forma de um pássaro amarelo. Elas correm do tribunal e pulam em um lago para escapar do "pássaro".

Para se salvar da forca, Mary acaba acusando John de tê-la forçado a depor a favor de Elizabeth. John, decepcionado com a situação, grita "Deus está morto!" e é preso sob a acusação de feitiçaria. Hale sai furioso do tribunal. John, Elizabeth, Rebecca, Martha e os outros acusados de bruxaria são excomungados e dezessete são enforcados.

Um dia antes do enforcamento de John, Abigail tenta inultilmente convencer o tribunal de que a esposa de Hale é uma bruxa. Os juízes, entretanto, se recusam a acreditar nisso, argumentando que a esposa de um reverendo é pura demais para ser possuída pelo demônio. Abigail e suas amigas roubam o dinheiro do Reverendo Parris com o intuito de fugir para Barbados. Abigail pergunta a John se ele quer fugir com ela, dizendo a ele que ela nunca lhe desejou nenhum mal. John diz a Abigail que os dois se reencontrarão no Inferno.

Parris teme que a execução de John, Martha e Rebecca causará motins em Salém, uma vez que são três cidadãos muito respeitados. Os juízes se negam a adiar as execuções, mas permitem que John se encontre uma última vez com Elizabeth, para ver se ela consegue fazer o marido "confessar". Martha e Rebecca se recusam a amaldiçoar a si mesmas, mas John acaba "confessando". Ele, entretanto, volta atrás e rasga a confissão, determinado a manter seu nome limpo. John, Rebecca e Martha são levados a uma plataforma, enquanto Hale e Parris insistem que assinem a confissão. Lá, cordas são amarradas em seus pescoços enquanto a população assiste pacificamente. Antes de serem executados, recitam o Pai Nosso, com John, o último a ser enforcado, pronunciando os últimos versos. Seu pescoço se quebra antes que possa dizer amém.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

The Crucible tem recepção favorável por parte da crítica especializada. Possui tomatometer de 68% em base de 57 críticas no Rotten Tomatoes. Por parte da audiência do site tem 67% de aprovação.[3]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

BAFTA Film Awards
  • Melhor ator coadjuvante – Paul Scofield (vencedor)
  • Melhor roteiro adaptado – Arthur Miller (indicado)
Festival de Berlim
Globos de Ouro
  • Melhor ator coadjuvante – Paul Scofield (indicado)
  • Melhor atriz coadjuvante – Joan Allen (indicada)
Oscars
Satellite Awards
  • Melhor ator coadjuvante – Paul Scofield (indicado)
  • Melhor atriz coadjuvante – Joan Allen (indicada)
  • Melhor roteiro adaptado – Arthur Miller (indicado)[4]

Referências

  1. «The Crucible by Arthur Miller» (em inglês). law.umkc.edu. Consultado em 13 de fevereiro de 2014 
  2. «The Crucible». InterFilmes. Consultado em 13 de fevereiro de 2014 
  3. «The Crucible» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 13 de fevereiro de 2014 
  4. «The Crucible» (em inglês). Starpulse.com. Consultado em 13 de fevereiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]