The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution

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The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution
O Espectáculo da Vida: A Prova da Evolução (PT)
O Maior Espetáculo da Terra: As Evidências da Evolução[1] (BR)
Capa da primeira edição
Autor(es) Richard Dawkins
Idioma inglês
País  Reino Unido
Assunto Evolução, Criacionismo
Gênero Não ficção
Editora Transworld
Formato Brochura
Lançamento 3 de setembro de 2009
Páginas 470
ISBN 978-0-593-06173-2
Edição portuguesa
Tradução Isabel Mafra
João Quina Edições
Editora Casa das Letras
Lançamento 2009
Páginas 421
ISBN 978-972-46-1935-4
Edição brasileira
Tradução Laura Teixeira Motta
Arte de capa Fabio Uehara
Editora Companhia das Letras[2]
Lançamento 27 de novembro de 2009
Páginas 472
ISBN 9788535915723
Cronologia
Deus, um Delírio
A Magia da Realidade: Como sabemos o que é verdade

O Maior Espetáculo da Terra: As Evidências da Evolução (pt-BR) ou O Espetáculo da Vida: A Prova da Evolução (pt) (The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution)[3] é um livro do biólogo Richard Dawkins, lançado em setembro de 2009 no qual o autor expõe as evidências da evolução biológica. Foi o décimo livro de Dawkins, continuando o sucesso de The God Delusion (2006) e The Ancestor's Tale (2004), que traça a ascendência da humanidade até o início da vida. A sua série de documentários recentes The Genius of Charles Darwin cobre alguns dos temas do livro.

Foi publicado nos Estados Unidos pela Free Press[4] e no Reino Unido e países da Commonwealth pela Transworld.[5] Também está previsto o lançamento de um áudio-livro, lido por Dawkins e por sua mulher Lalla Ward.[6]

Serviu de inspiração para o título da faixa The Greatest Show on Earth, do álbum Endless Forms Most Beautiful da banda finlandesa de metal sinfônico Nightwish, que conta com a participação de Dawkins.[7][8]

Capítulos[editar | editar código-fonte]

O livro possui argumentação simples, porém concreta e de grande poder persuasivo. É composto por 13 capítulos, além do prefácio, um apêndice sobre Negacionismo, notas, uma bibliografia com leituras adicionais e índice remissivo. No miolo do livro há 32 páginas com ilustrações coloridas de alta qualidade que são mencionadas ao longo do texto.[carece de fontes?]

Prefácio[editar | editar código-fonte]

Este livro é um resumo pessoal das evidências de que a “teoria” da evolução é um fato incontestável como qualquer outro da ciência. É considerado o elo perdido. Difere de outros livros do autor por apresentar comprovações de que a evolução é um fato, desta forma preenche a grande lacuna deixada em suas publicações anteriores, além de apresentar enfoques diferentes. Por exemplo, em O Gene Egoísta Richard Dawkins explicou como a evolução ocorreu do ponto de vista genético, apresentando assim, uma visão incomum da bem conhecida teoria da seleção natural. Fez viagens ao passado em busca de nossos ancestrais mais primitivos, descrevendo o trajeto percorrido pela história da vida no livro A grande história da evolução. Porém, não havia produzido nada onde se discutia as evidências da evolução, até produzir o livro “O maior espetáculo da terra: evidências da evolução”. Título esse inspirado por um simpatizante anônimo que o mandou uma camiseta com essa frase inspiradora: “Evolução: única na vida. O maior espetáculo da Terra”. O autor recebeu ajuda de diversas pessoas. Em três ocasiões, durante etapas finais do texto, novas informações foram relatadas em publicações científicas, com esforço editorial, foram inseridas ao texto. O livro só foi concluído quando o autor já estava aposentado.[9]

Apenas uma teoria?[editar | editar código-fonte]

Evidências incontestáveis têm comprovado que a evolução é um fato. E o livro tem a finalidade de provar que a evolução ocorre e as evidências são fortes. "Apenas uma teoria?" é o primeiro e um dos principais capítulos do livro, pois o autor visa explicar e mostrar ao leitor que a evolução não é apenas uma teoria, ela é de fato uma verdade mostrada por evidências irrefutáveis. Através de histórias pessoais, conceitos e evidências, demonstra o que vai ser explicitado no livro ao longo dos capítulos e como a evolução está dentro, em volta e entre todos. E toda a sua história está presa em eras passadas e há descrença nessa teoria, uma vez que as pessoas são ensinadas a não questioná-la e seguir a maioria ou opinião dos outros. Já no início do capítulo, Dawkins dá exemplos do quão difícil e desafiador é, expor ideias verídicas e elas serem contestadas por pessoas, mas que as evidências da evolução são indubitavelmente verdadeiras, tanto quanto as comprovações históricas da existência do Império Romano. Neste capítulo ele denomina as pessoas que não acreditam nas evidências da evolução em "negadores da história" tendo como referência aos negadores do holocausto, e como 40% da população em média das pessoas negam a existência da evolução, sob a alusão de que a terra foi criada a pouco mais de milhares de anos e não a milhares de milhões de anos . O autor enfatiza as ideias incontestáveis sobre a evolução e contesta a resistência ideológica e religiosa a cerca do tema. Ele traz a discussão pertinente e importante do que é teoria. De acordo com a visão evolucionista (onde ele intitula como “teorema”) e a visão criacionista (meramente uma hipótese). Primeiro, a definição do que é teoria no ramo das Ciências: “conjunto ou sistema de ideias ou afirmações”; “grupo de fatos ou fenômenos”; “hipótese que foi confirmada ou estabelecida por observação ou experimentação” (exemplificado com a teoria da evolução de Darwin), e no segundo caso, como é utilizada na linguagem cotidiana, ou seja, “mera hipótese, especulação, conjectura”. Apresenta como um grande problema para recusa na aceitação da evolução, o fato de que nem sempre as pessoas vivem o suficiente para ver a evolução, morrem antes.[10]

O cão, a vaca e a couve[editar | editar código-fonte]

O capitulo inicia-se com uma pergunta intrigante, “Por que demorou tanto para aparecer um Darwin?”. Dawkins em concordância com Ernst Mayr, diz que o fator principal da demora se deu pela existência do Essencialismo tão impregnado na sociedade. Para Platão, a realidade que vemos são formas imperfeitas dos objetos, pois neles há variações do que é considerado ideal. Isso é uma ideia muito frequente no Cristianismo em que há um mundo ideal criado por Deus, onde as coisas são imutáveis e se há variações são consideradas como impuras ou imperfeitas. Darwin, ao trazer a ideia da seleção natural, fez com que houvesse uma revolução ao que se conhecia sobre a diversidade dos seres vivos. O que acontece de fato, é que as espécies mudam gradualmente, de forma sutil, ao longo do tempo, e transmitem essas novas alterações às gerações posteriores, até que em um determinado momento esse acúmulo de novas características, origina novas e variadas espécies.[11]Neste capítulo, o autor demonstra a interferência do homem na manipulação de características almejadas em plantas e animais, de acordo com seus interesses. O título deste capítulo trata dos vários exemplos que o autor utiliza para corroborar a seleção natural como um dos mecanismos por meio do qual a evolução ocorre, valendo-se da exemplificação com seleção artificial. Através da comparação entre espécies, de como uma espécie pode modificar-se ao longo de milhares de gerações e propondo um experimento mental, ele nos leva a fazer um caminho de volta na linha do tempo, chegando ao ponto em que duas espécies distintas colocam-se lado a lado na linha do tempo evolutivo, compartilhando ali um ancestral comum, a qual ele denomina de curva de 180° graus.[carece de fontes?]

O autor ao falar de “como esculpir um reservatório gênico”, mostra como a domesticação faz com que espécies de diferentes reinos sejam moldadas para a sua melhor utilização pelo homem e que Darwin já havia observado isto mesmo sem o conhecimento de genética, pois ele sabia que os indivíduos de uma espécie sempre teriam características semelhantes aos seus pais e irmãos.[carece de fontes?]

Ele ressalta em “neodarwinismo” afirmando não na modelagem do ser e sim na ideia do reservatório gênico e que cada animal que vemos é uma amostra, desse reservatório, do seu tempo. Ele afirma, que cada ser pode ser comparado com uma peça de jogo, em que seus genes podem ser organizados, seguindo estratégias do interesse do seu jogador. Um bom exemplo que o autor indica são as couves selvagens que deu origem a várias outras que são denominadas couves e a tantas hortaliças como os brócolis, couve-flor entre outras moldadas por técnicas de reprodução seletivas.[carece de fontes?]

Sedução para apresentar a macroevolução[editar | editar código-fonte]

Neste capítulo, Richard Dawkins, através de diferentes exemplos, trata de desenvolver ideias e conceitos a respeito de: Seleção artificial, seleção sexual, e seleção natural. Curiosamente, ainda traz trecho de uma carta de Wallace para Darwin (mencionando ainda um autor francês) sugerindo que a expressão “Seleção Natural” não fosse tão eficaz, e a expressão “Sobrevivência dos Mais Aptos” fosse mais condizente.[carece de fontes?]

Explicando os termos seleção artificial; seleção sexual e seleção natural. Dawkins exemplifica respectivamente,  com o caso dos humanos que podem  manipular as espigas de milho deixando-as maior; o caso das pavoas que preferem os machos mais vistosos e assim a descendência torna-se mais bonita e o caso dos peixes pescadores, que parte de seu corpo parece ser de outro peixe que um terceiro preda, e assim o peixe pescador se alimente desse terceiro. Um outro exemplo é o de algumas plantas, onde a seleção ocorre junto com seus polinizadores, a seleção convergente, onde os indivíduos se especializam em uma determinada espécie sendo este o único capaz de polinizá-la. Um bom exemplo é a orquídea Angraecum sesquipedalei que possui um nectário longo o que dificulta sua visitação por outra espécie, exceto a mariposa Xanthopan morgani praedicta, esta seleção é uma mão dupla que traz benefícios a ambas espécies envolvidas, pois um apenas polinizará as plantas de sua espécie e a outra será a única espécie que utilizará aquela fonte de alimento eliminando a competição interespecífica.[carece de fontes?]

Relógios[editar | editar código-fonte]

Para saber ao certo quanto as coisas acontecem, dependemos de vestígios deixados por processos que, por sua vez, dependem do tempo- relógios, em um sentido abrangente. Umas das primeiras coisas que um detetives faz ao investigar um assassinato é pedir a um médico ou patologista estimativas da hora em que ocorreu a morte. A partir dessas informações o detetive pode deduzir muitas coisa, e nas histórias de detetive a estimativa do patologista recebe uma reverência quase mística. A " hora da morte" é um fato básico um eixo infalível em torno do qual giram as especulações mais ou menos plausíveis do detetive. No entanto, toda estimativa é passível de erros e os mesmos podem ser possível medir e também ser muito grande. Um patologista pode estimar a hora da morte através de vários processos dependentes do tempo tais como: hora da morte , que pode ser caracterizado como o esfriamento do corpo que acontece em uma velocidade característica, o rigor mortis, etc. Os relógios disponíveis aos cientistas evolucionários são mais acurados em proporção a escala de tempo envolvida, é claro, e não mais acurados em termos absolutos.[12]

A evolução pode ser evidenciada por relógios naturais encontrados em seres vivos ou em rochas, que determinam o tempo que o evento ocorreu, seu tempo de vida e, como consequência, permite estimar a idade da Terra e a sequência da evolução dos seres vivos em diferentes escalas de tempos geológicos. Esses relógios podem ser anéis de árvores e de crescimento anual em corais; varves em lagos glaciais; por decaimento radioativo de elementos químicos, como carbono-14, que é usado para determinar a idade de objetos de 50 mil anos, e urânio; ou por outros tipos de datação.[13]

Anéis de árvores[editar | editar código-fonte]

Um pedaço de madeira pode ser datado usando um relógio de árvores. Vejamos como funciona. É, possível calcular a idade de uma árvore recém-cortada contando-se os anéis em seu tronco, com a suposição de que o anel externo representa o presente. Os anéis retratam o crescimento diferencial nas diversas estações do ano, —inverno ou verão, estação seca ou chuvosa— e são especialmente pronunciados por grandes latitudes, onde as estações são bem marcadas. Se o desejo for datar exatamente um pedaço de madeira antigo, morto há muito tempo, a avaliação tem que ser mais sutil: não apenas contar os anéis, mas analisar o padrão de anéis grossos e finos. [14]

Assim como a existência de anéis indica os ciclos sazonais de crescimento intenso e fraco, também existem anos melhores e anos piores, pois as manifestações climáticas variam de ano para ano, ocorrem secas que retardam o crescimento e anos excelentes que o aceleram; alguns anos são frios, outros quentes , e há anos que ocorrem catástrofes anormais como EL-Niño. Os anos bons , do ponto de vista da árvore produzem anéis mais largos do que os ruins. E o padrão de anéis largos e estreitos em uma dada região, causado por uma sequência específica de bons e maus anos que se tornam uma marca registrada, é suficiente característico —uma impressão digital que rotula os anos exatos em que os anéis se formaram — para ser reconhecível de uma árvore para outra.[15]

Existem algumas árvores como certas espécies de pinheiro , algumas sequoias gigantes que vivem por milênios, mas a maioria das árvores usadas em construções é cortada com menos de um século de vida. Como, montar uma série de referências de anéis para tempos antigos? A resposta seria pelas coincidências. Para usar o princípio de coincidências em dendrocronologia usamos os padrões característicos de referência cuja data é conhecida pela análise de árvores modernas. Em seguida, identificamos um padrão característico nos anéis antigos das árvores modernas e procuramos essa mesma "impressão digital" nos anéis mais jovens de árvores mortas há muito tempo. Depois é observado as impressões digitais nos anéis mais velhos e assim por diante. Na prática, a dendrocronologia nos permite voltar ao passado por cerca de 11500 anos.[16]

Relógios radioativos[editar | editar código-fonte]

Para entender como funciona os relógios radioativos faz-se necessário compreender o que é um isótopo radioativo. Toda matéria é composta de elementos, os quais em geral se combinam quimicamente com outros elementos. Exemplo de elementos: carbono, ferro, nitrogênio, cloro, sódio, etc. A teoria atômica que suponho todos aceitam, inclusive os criacionistas nos diz que cada elemento tem seu átomo característico, que é a menor partícula em que se pode dividir um elemento sem que ele deixe de ser elemento. Já ouviu falar em Modelo de Bohr? Hoje bem ultrapassado é um sistema solar em miniaturas que ajudarão a visualizar um átomo.[17]

No papel do sol está o núcleo, em torno do qual orbitam os elétrons no papel dos planetas. como no sistema solar quase toda a massa do átomo está contida no núcleo ( sol), e quase todo o volume está contido no espaço vazio que separa os elétrons ( planetas) do núcleo. Um elétron é minúsculo em comparação com o núcleo, e o espaço entre os elétrons e o núcleo é imenso em relação ao tamanho das suas partículas. Os elétrons já temos conhecimento as outras duas, muito maiores que os elétrons , mas ainda minúscula se comparadas a qualquer coisa que possamos imaginar ou perceber pelos sentidos, chamam-se prótons e nêutrons. O número de prótons é fixo para cada elemento e igual ao número de elétrons .È chamado de número atômico. Cada elemento tem seu número atômico exclusivo, e não há lacunas na lista dos números atômicos, a famosa tabela periódica.[18]

Prótons e elétrons têm carga cargas elétricas de sinais opostos — o que chamamos por convenção arbitrária sendo uma delas de positiva e negativa. Essas cargas são de suma importância quando os elementos formam compostos químicos uns com os outros, o mais das vezes mediados por elétrons Os nêutrons de um átomo são ligados só núcleo juntamente com os prótons, ao contrário deles, eles não desempenham papel nas reações químicas pois não possuem cargas elétricas. Os elétrons têm massa insignificante, por isso, a massa total de um átomo, seu "Número de Massa", é igual ao número de prótons e nêutrons somados. Normalmente ele é bem mais do que o dobro do número atômico, porque em geral, há alguns nêutrons a mais do que prótons em um núcleo.[19]

Alguns elementos como o flúor, têm apenas um isótopo encontrado naturalmente. O numero atômico do flúor é 9 e seu número de massa é 19, o que permite deduzir que ele tem 9 prótons e 10 nêutrons. O carbono tem três isótopos que ocorrem naturalmente, o carbono-12 é o comum, com o mesmo número de nêutrons e prótons: seis. Alguns isótopos são estáveis outros não. Exemplo temos o chumbo-202 que é um isótopo instável, isso significa que os átomos espontaneamente decaem para alguma outra coisa, a uma taxa previsível, embora não em momentos previsíveis. A previsibilidade da taxa de desintregação é a chave de todos os relógios radiométricos e há vários tipos de desintregação radioativa, o que possibilita assim o uso de vários relógios. [20]

Como existe vários tipos de desintregação existe um tipo mais complexo no qual um átomo ejeta uma partícula chamada alfa. A partícula alfa consiste em dois prótons e dois nêutrons ligados uns aos outros, isso significa que o número de massa diminui em quatro unidades, e o número atômico em duas. O átomo transforma-se no elemento que estiver duas casas antes dele na tabela periódica. Um exemplo de desintregação alfa é a mudança do isótopo urânio-238, altamente radioativo ( com 92 prótons e 146 nêutrons) para o tório-234 ( com 90 prótons e 144 nêutrons).[21]

Cada isótopo instável decai a uma taxa própria, característica, a qual é conhecida com precisão. Em todos os casos, a desintregação é exponencial o que significa que se com 100 gramas de um isótopo radioativo, uma quantidade fixa por exemplo, 10 gramas, não se transformará em outro elemento em um dado tempo. A medida favorita da taxa de desintregação é a "meia vida", que significa o tempo necessário para que metade dos seus átomos se desintregue. A "meia vida"sempre é a mesma, não importa quantos átomos já tenham se desintregado — isso que significa desintregação exponencial.[22]

A "meia vida" do carbono-14 situa-se entre 5 mil e 6 mil anos, a do rubídio-87 é 49 bilhões de anos, a do férmio-244 é 3,3 milissegundos. A meia vida de 2,4 segundos do carbono-15 seja curta demais para resolver questões evolucionárias, a meia vida do carbono-14 é de 5730 anos, e perfeita para datar na escala de tempo arqueológico, um isótopo muito usado também nessa escala de tempo e o potássio-40 com sua meia vida de 1,26 bilhões de anos. Se começar com uma determinada quantidade de potássio-40, após 1,26 bilhões de anos metade do potássio-40 terá decaído para argônio-40. O relógio radioativo de potássio-argônio só funcionam para rochas ígneas. As rochas ígneas são aquelas que solidificam de rochas derretidas ou seja, formadas pelo magma subterrâneo no caso do granito, lava de vulcões no caso do basalto.[23]

rochas ígneas possibilitam relógios radioativos, mas quase nunca são encontrados fósseis em rochas desse tipo. Os fósseis são formados em rochas sedimentares como o calcário e o arenito, que não são lava solidificada. infelizmente não é possível datar rochas sedimentares pela radioatividade. Para datar um fóssil não é preciso encontra-lo no meio de duas lâminas de rochas ígneas, embora seja um modo de ilustrar o princípio com total clareza.[24]

Assim, muito antes de sabermos a idade dos fósseis, conhecíamos a ordem em que eles se depositaram, ou pelo menos a ordem em que os sedimentos nomeados se depositaram. Os fósseis cambrianos, no mundo todo, eram mais antigos que os ordovicianos, que por sua vez eram mais antigos que os silurianos; depois vinham os devonianos, os carboníferos, os perminianos, triássicos, jurássico, cretáceos e assim por diante. E dentro dessas principais camadas nomeadas, os geólogos também distinguem sub-regiões: jurássica superior, meso-jurássica e jurássica inferior etc. A ordenação dos fósseis são utilizados como evidências da evolução. Muito antes de ser descoberta a datação radioativa, essas camadas haviam sido identificadas e batizadas, e assim, podíamos classifica-los em ordem porque sedimentos mais antigos tendem a jazer sob sedimentos mais recentes.[25]

O livro apresenta uma tabela de decaimento radioativo que mostra a variação das meias vidas de alguns elementos químicos.[26]

Isótopo instável Decai para Meia vida (anos)
Rubídio-87 Estrôncio 49000000000
Rênio-187 Ósmio-187 41600000000
Tório-223 Chumbo-208 14000000000
Urânio-238 Chumbo-206 4500000000
Potássio -40 Argônio-40 1260000000
Samário-147 Neodímio-143 108000000
Iodo-129 Xenônio-129 17000000
Alumínio-26 Magnésio-26 740000
Carbono-14 Nitrogênio-14 5730

Carbono[editar | editar código-fonte]

O carbono é o que mais parece indispensável à vida, aquela sem o qual é mais difícil imaginar vida em qualquer planeta, isso é devido à notável capacidade do carbono para formar cadeias, anéis e outras arquiteturas moleculares complexas. O carbono está presente no processo da fotossíntese que é onde as plantas verdes absorvem moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e usam a energia da luz solar para combinar os átomos de carbono com água para produzir glicose (açúcares). O carbono é continuamente reciclável e mandado de volta a atmosfera: através da excreção, e quando morremos. [27]

A maior parte do carbono na forma de dióxido de carbono da atmosfera é o carbono-12, que não é radioativo. Mas aproximadamente um átomo em cada trilhão é de carbono-14, e esse é radioativo e decai muito rapidamente com meia-vida e 5730 anos. As plantas absorvem carbono-14 junto com o carbono-12 e incorporam os dois tipos de átomos de carbono em açúcares, na mesma proporção em que eles existem na atmosfera. Todos os seres vivos, animais e vegetais têm aproximadamente idêntica razão entre carbono-14 e carbono-12, a qual é a mesma encontrada na atmosfera.[28]

Um relógio é zerado quando um ser vivo, animal ou vegetal morre e nesse momento ele é retirado da cadeia alimentar e isolado da entrada, por vias das plantas, e de novo carbono-14 proveniente da atmosfera. O carbono-14 com o passar dos anos, séculos assim como, pedaço de madeira, pedaços de tecidos decai constantemente para nitrogênio-14.[29]

A razão entre o carbono-14 e o carbono-12 pode ser usada para calcular o tempo que decorreu desde a morte do ser vivo seja ele, animal ou vegetal removida da cadeia alimentar e de seu intercâmbio com a atmosfera, mas isso só funciona porque existe na atmosfera um suprimento de carbono-14 que é constantemente reposto. Sem a reposição do carbono-14 com sua meia vida curta já teria desaparecido juntamente com outros elementos com meia vida curta. O carbono-14 é produzido de forma natural por raios cósmicos que bom bombardeiam atómos de nitrogênio na atmosfera superior e como sabemos o nitrogênio é o gás mais comum da atmosfera e seu número de massa é 14 o mesmo do carbono-14. O carbono-14 tem 6 prótons e 8 nêutrons e o nitrogênio-14 tem 7 prótons e 7 nêutrons.[30]

A datação do carbono é comparativamente recente iniciada nos anos 1940, no início os procedimentos da datação requeriam quantidades de substâncias de material orgânico, e em 1970 uma técnica chamada espectrometria de massa foi adaptada para datação por carbono e a necessidade de uma minúscula quantidade de material orgânico para essa técnica e com isso revolucionou a datação arqueológic.[31]

Como sabemos que existem vários tipos de relógios e que eles funcionam melhor em escalas de tempo diferentes e que podem ser sobrepostos. Eles podem fornecer estimativas independente da idade de um pedaço de rocha tendo em mente que todos os relógios foram zerados simultaneamente no momento que o pedação da mesma se solidificou. Quando os relógios são comparados uns com os outros há concordâncias entre eles dentro das esperadas margens de erros, e isso dar confiança quando a correção dos relógios. E com isso, é possível resolver problemas de datação como a idade da terra que atualmente é aceita 4,6 bilhões de anos devido a calibragem recíproca e comprovação baseado nas rochas conhecidas.[32]

No presente todos os isótopos concordam uns com os outros em situar a origem da terra entre 4 e 5 bilhões de anos atrás e isso faz-se com base na suposição de que suas meias vidas sempre foram iguais às medidas atualmente.[33]

Bem diante dos nossos olhos[editar | editar código-fonte]

Este capítulo é ao mesmo tempo um passo necessário para cobrir a gama de argumentos a favor da evolução e a etapa que menos impressionar criacionistas. Dawkins faz um bom trabalho de explicar algumas experiências engenhosas que demonstram o quão rapidamente a mudança evolutiva pode ocorrer. Ele descreve uma experiência de décadas (e ainda em curso), envolvendo bactérias E. coli, e outra envolvendo guppies selvagens na América do Sul. Ambos os experimentos mostram conclusivamente que a seleção natural exerce forte influência sobre o desenvolvimento das espécies.[carece de fontes?]

Aqui está o problema: os mais inteligentes criacionistas já adotaram o chamado "micro-evolução", isto é, a mudança dentro de uma espécie, ou alteração em espécies ainda muito estreitamente relacionados. Os criacionistas bastante um grande negócio para fora de rápida evolução em discutir os tentilhões de Darwin no recente documentário A Viagem que abalou o mundo . Seu argumento, em suma, era que a incrível variedade de aves que vemos hoje poderia ser o resultado da expansão evolutiva rápida de apenas algumas espécies que sobraram após o dilúvio de Noé. (Sim, é um argumento estúpido, mas que tem, pelo menos, um sopro de plausibilidade). Snarky criacionistas só seria calar a boca (e talvez nem assim) com um experimento que demonstrou a emergência de novas funcionalidades radicais, como, por exemplo ratos alados, ou gafanhotos com espinhos.[carece de fontes?]

Dawkins adverte o leitor não uma, mas duas vezes neste capítulo, não lê-lo quando estiver cansado ou com sono.[carece de fontes?]

Ainda é apresentada a leitura de Dawkins e sua reclamação com um panfleto na sala de espera de um médico que alerta que as bactérias eram "inteligentes" e poderiam "aprender" a lidar com antibióticos. No Capítulo 3 há a descrição sobre plantas que oferecem "subornos de alimentos" para as abelhas e de flores com estratégias para atrair insetos. Nesse sentido, destaca-se o pouco espaço para criticar algum escritor médico falando sobre bactérias inteligentes.[34]

Elo perdido? Como assim, "perdido"?[editar | editar código-fonte]

O autor do livro relata sobre registros fósseis de seres vivos encontrados, que seguem uma sequência no tempo e são evidências da evolução. O que é, frequentemente, criticado pelos Criacionistas que defendem a existência de lacunas nesses registros e afirmam que as espécies não têm antecedentes e nem sofrem evolução ao longo do tempo. Dawkins defende a visão evolucionista, afirmando que os "elos perdidos" não estão perdidos e podem ser encontrados em museus.[35]

Nesse capítulo o autor busca criticar a visão e argumentos utilizados por criacionistas a respeito das evidências da evolução através dos fósseis. Dawkins apresenta as maiores evidências por meio dos fósseis até então encontrados, mostrando claramente aquilo que se costuma chamar "elo perdido". Um dos principais focos do capítulo é mostrar que esses na verdade já foram achados. E para o autor os fósseis se apresentam, apenas na forma de "um benefício adicional para ser explorado", pois de acordo com ele, "as evidências da evolução estariam totalmente garantidas mesmo se nenhum corpo jamais houvesse se fossilizado".[36]

A maior evidência contra a evolução seria a descoberta de um fóssil em um estrato errado ou se fosse encontrado " fósseis de coelho no Pré-cambriano". Todavia, os fósseis encontrados até então, ocorrem em extratos correspondentes, na sequencia temporal correta, além do que, nenhum deles foi achado sem que o seu espécime pudesse já ter evoluído.[carece de fontes?]

A explosão cambriana é um dos trunfos argumentativos usados pelos criacionistas, pois nesse período existiu um "bum" no surgimento de vida, e estão retratados nos registros fósseis. Palavras de Dawkins: "é como se houvessem simplesmente sido colocados ali, sem nenhuma história evolutiva". Essa afirmação do escritor deixou uma brecha para a ideia de que a vida foi "posta", "criada" em um momento da história. Esta frase foi amplamente utilizada pelos criacionistas, ao que Dawkins chama de, "Índice de Deturpação de Citações". Porém existe o fato de que, é só a partir desse período que surgem os organismos com melhor capacidade de fossilização, deixando registros que os animais de corpo mole, como os cnidários, não deixavam.[carece de fontes?]

Uma restauração do Tiktaalik roseae, antepassado de todos os tetrápodes

O autor traz diversas indagações de criacionistas, nas quais são utilizadas frases bastante "sem sentido", que mostram a falta de conhecimento sobre evolução, fato que o autor faz questão de enfatizar. Uma vez que, muitos dos criacionistas não fazem a mínima questão de estudar ou entender o processo evolutivo das espécies. Dawkins reitera sempre a Teoria da Evolução, não como "meramente mais de uma teoria", mas sim um fato; todos os grupos de seres vivos possuem um ancestral comum.[carece de fontes?]

Um longo caminho evolutivo é discutido pelo autor, e nesse contexto ele trata da evolução das espécies que saíram da água para habitar a terra, ou seja, o surgimento dos primeiros tetrápodes. O Eusthenopteron (ainda um peixe), Panderichthys, Ichthyostega (já um tetrápode), Acanthostega e por fim o Tiktaalik, são fósseis que contam a história da evolução dos tetrápodes, desde a sua saída do mar, até a conquista do ambiente terrestre. Assim, o autor pretende mostrar uma série de fósseis que seriam os "elos perdidos" da evolução.[carece de fontes?]

Também é discutido no capítulo a evolução dos cetáceos, desde o Pakicetus até o Odontoceti, além dos 8 intermediários entre eles, demonstrando o retorno dos tetrápodes ao ambiente aquático.[carece de fontes?]

Pessoas perdidas? Foram encontradas![editar | editar código-fonte]

Australopithecus afarensis. Crânio e mandíbula (reconstituições baseadas em fósseis de 3 milhões de anos). Etiópia, África. Museu Nacional/UFRJ - Rio de Janeiro, Brasil.

Neste capítulo, Dawkins aborda especificamente dos fósseis humanos. discorrendo sobre os registros fósseis intermediários existentes entre o ser humano (Homo sapiens) e o ancestral comum aos chimpanzés e humanos(Australopithecus afarensis). Isso nos remete a um intervalo de 6 milhões de anos, para observação de caracteres semelhantes e diferentes, entre humanos modernos e o ancestral comum com os chimpanzés.[carece de fontes?]

Para isso ele apresenta alguns atributos necessários aos possíveis elos perdidos, tais como, tamanho da caixa craniana e porte ao andar. Com isso, o autor afirma que os "elos perdidos" dessa linhagem foram encontrados e são mais uma evidência clara da evolução.[carece de fontes?]

São abordados conceitos de classificação taxonômica, como gênero e espécie.[37] Também como as regras de nomenclatura zoológica são rigorosas em seu direito de prioridade, e o quanto a nomeação tem precedência sobre o bom senso e a adequação. No decorrer deste capítulo, Dawkins discute como seria se tivessem a dispor em série contínua todos os fósseis dos ancestrais intermediários dos chimpanzés e dos humanos modernos, e como seria difícil a sua classificação, pois o comum é que os filhos sejam semelhantes aos pais, e como seria difícil achar intermediários entre eles. Dawkins compara esse dilema ao da maioridade, onde determina-se uma idade legal para o adulto, mesmo o este tendo ainda características infantis.[carece de fontes?]

Lançando mão da embriologia o autor nos mostra como o desenvolvimento embrionário traz muitas mudanças a cada espécie, muito mais drasticamente do que a forma adulta típica muda de geração a geração no decorrer das eras geológicas.[38]

Você fez isso em nove meses[editar | editar código-fonte]

Em mais um capítulo, Dawkins defende a visão evolucionista das críticas criacionistas, que insistem em afirmar que a evolução é um processo muito complexo para ter acontecido, mesmo que em milhões de anos. Criacionistas dizem ser impossível que a, espécie humana e os outros seres vivos existentes possam ter evoluído a partir de uma única célula. Entretanto, isso seria fechar os olhos para algo que ocorre cotidianamente. É possível constatar essa mudança, em uma gestação de 9 meses de uma mulher, quando a partir de uma única célula tem-se um organismo altamente complexo. [39] Neste capitulo o autor faz uma comparação do desenvolvimento embrionário com a dança dos estorninhos, e cita o quanto é difícil fazer analogias ao desenvolvimento embrionário visto a complexidade envolvida neste processo. " As células de um embrião em desenvolvimento dançam e volteiam em torno umas das outras como estorninhos em bandos gigantescos". Também relata que desde do início do desenvolvimento da história da embriologia havia duas doutrinas que eram o Preformismo e a Epigénese, sendo a primeira dividida em duas, os ovistas e os espermistas, que acreditavam que nestas células gaméticas haviam homúnculos que se desenvolviam durante a gestação, muito parecido com as bonecas russas em que há varias iguais umas dentro da outras até ficar do tamanho de um grão do tamanho de uma lentilha. Esta doutrina reforçava a teoria de criação pois sendo o primeiro homem ou mulher criado com todos os seus descendentes dentro de si e prontos para crescerem. Na epigênese é algo mais familiar pois ela fala parte do pensamento que a diferenciação progressiva de um todo indiferenciado, lembrando bem os primeiros passos da jornada dos seres vivos.[40]

A arca dos continentes[editar | editar código-fonte]

Entre 200 a 540 milhões de anos, todos os continentes atuais eram unidos, formando o supercontinente Pangeia. Com a deriva continental, teoria proposta por Alfred Wegener, os continentes separaram-se e, em cada um deles, distintas espécies permaneceram. Como os continentes foram posicionados em locais diferentes e alguns mais distantes que outros, cada um recebeu influências abióticas que caracterizaram seu clima e condições ambientais, o que também propiciou as mais diversas adaptações das espécies e os eventos de especiação. Isso pode ser observado em ilhas como Madagascar, Galápagos e Austrália, onde há espécies endêmicas.[41]

A árvore do parentesco[editar | editar código-fonte]

Neste capítulo, o autor faz uma explanação sobre a homologia existente entre os ossos dos mamíferos, começa o capítulo falando das diferenças e também das similaridades que existem no esqueleto do morcego, comparando-o com o esqueleto de um mamífero, diz-se pela forma como os ossos se encaixam uns aos outros. E no decorrer dele revela que esta se estende a todos os animais vertebrados. O autor cita também sobre os animais planadores, o que poderia ter dado origem então aos animais que voam. Utilizando vários exemplos de animais que tiveram seus ossos modificados, comparando inclusive os ossos que compõem as patas do cavalo que perderam a função e foram incorporados aos ossos do canhão. Dawkins utiliza de vários exemplos para demonstrar como os esqueletos revelam a analogia de espécies diferentes dentre os mamíferos como as girafas e os ocapi revelando seu parentesco. Além disso ele aponta que as características que certas espécies apresentam são semelhantes a outras de classes diferentes da sua como o nado veloz dos golfinhos que usam a proporção caudal como a utilizadas por peixe que possuem o formato do corpo parecido com os deles como o dourado. Elas não são tomados de empréstimo mas apresentam características próprias pois os golfinhos movimentam suas caudas para baixo e para cima ao contrário dos peixe que movimentam suas caudas de um lado para o outro, o que nos faz rejeitar a hipótese de empréstimo destas características. Ainda neste capítulo ele nos mostra que há entre as classes análogas entre as espécies, como exemplo os esquilos voadores e seu análogo marsupial falangerídeo voador, que mesmo sendo animais distintos em origem tem o mesmo comportamento desenvolvido, outro exemplo é o morcego e as aves.[42]

A história escrita em todo nosso corpo[editar | editar código-fonte]

O autor começa este capítulo indagando se de fato o Império Romano existiu. O autor faz uma comparação dos seres vivos e das histórias que os compõe e com compõe o seu DNA, as muralhas, monumentos e até as inscrições antigas romanas, é fato que o fenótipo também está ligado a evolução. A evolução é um processo constante, mas que não acontece de uma hora para outra, são necessário milhares de anos, Dawkins dá exemplo dos pêlos humanos, quando fazia frio os pêlos subiam para diminuir o frio, já quando sentiam calor o pêlo se abaixava, hoje os pêlos servem também para comunicação social, e consequentemente participam da expressão de emoções. O autor também cita as baleias e golfinhos e sua evolução ao longo dos anos, diz-se que as baleias compunham ossos em sua parte inferior que mais pareciam um cintura pélvica, embora não tenham pernas, fala também da placenta inconfundível dos mamíferos, como também o hábito de alimentar a sua cria com leite. Vale ressaltar que a espécie humana é a única espécie dentre os animais que continuam consumindo leite em sua dieta após a sua fase de amamentação, os outros mamíferos não ingerem mais leite depois do desmame. Em alguns trechos do seu livro, Dawkins menciona o Design Inteligente, argumento inconsistente utilizado pelos criacionistas, para justificar o surgimento da vida e suas complexas características vitais. Entretanto, ele confronta com argumentos plausíveis em relação a própria evolução e surgimento desses seres. O mesmo tenta justificar o aparecimento de mamíferos aquáticos com características ainda primordiais dos seus ancestrais e refuta a ideia de que se o Design Inteligente estivesse construído estes seres deveria vos dá atributos dos outros peixes.[carece de fontes?]

Corridas armamentistas e teodiceia evolucionária[editar | editar código-fonte]

Neste capítulo o autor fala da corrida que acontece durante o tempo evolucionário (diz-se que as imperfeições fazem total sentindo à luz da evolução), o autor faz menção mais uma vez do designer inteligente. E o que ocorre a milhões de anos na natureza entre as espécies, que ele nomeia de corrida armamentista entre as espécies caçadoras e as caçadas onde uma espécie corre para se equipar de maneira a superar a outra em velocidade ou outro atributo que a beneficie com o prolongamento de sua vida e propagação de seus genes, cabe a essa questão o sucesso evolutivo. Esta corrida pode ser vista não apenas entre os animais mas também entre as plantas quando uma cresce uns centímetros a mais para que possa ter mais fótons captados que a outra ao seu lado. Além disso, o autor retoma a ideia de o design inteligente que ele poderia pender para ser economista ao invés de dispendioso processo que ocorre na natureza ou em relação a não existência do mal em vez de um equilibro entre as espécies, sob a luz da evolução não existe a necessidade de um equilíbrio e todos os gastos são justificáveis para fazer com que a espécies permaneça a existir, isso fica claro quando olhamos os vírus eles existem sem finalidade nenhuma e infectam outras organismos com a única finalidade de se reproduzir, e a cada multiplicação acontece uma evolução, podemos tomar como exemplo aqueles que ficam resistentes a certos tipos de remédios e se faz necessário uma constante renovação na indústria farmacêutica, no fim toda corrida dos grandes felinos e suas prezas, a disputa silenciosa das árvores em uma floresta e a existência de um vírus tem uma única finalidade a de continuar a permear pela terra seu material genético.[43]

Há grandeza nessa visão da vida[editar | editar código-fonte]

O autor discute neste capítulo as evidências de Darwin em relação a evolução com as suas próprias percepções. O autor ainda confirma a ideia das origens independentes dos seres vivos. Ele coloca como exemplo a vespa que paralisa sua presa simplesmente para obter comida fresca para suas lavas. Explica também como forças maiores como o simples movimento de rotação do planeta pode exercer domínios e influências na evolução da vida e suas adaptações. E salienta que é assombroso que há pessoas ainda não entendem o raciocínio lógico da evolução.[carece de fontes?]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O livro recebeu críticas positivas desde seu lançamento. Escrevendo no The Times, Anjana Ahuja descreveu o relato de Dawkins sobre as evidências da evolução como "fino, lúcido e convincente". Embora ela tenha criticado-o por engrandecer o papel do Islã na disseminação do criacionismo e sugerido que o estilo que ele escreve é improvável de convencer os descrentes, Ahuja descreveu estes como apenas "trocadilhos" e recomendou o livro para todos leitores.[44] A revista The Economist também avaliou favoravelmente o livro, elogiando o estilo de Dawkins como persuasivo e enaltecendo seu valor educacional.[45] Mark Fisher no The List chamou Dawkins de "comunicador convincente", adicionando que o livro era "iluminado" e elogiou o uso do humor ao longo de todo o livro.[46] The Sunday Telegraph premiou-o como o "Livro da Semana", com uma revisão de Simon Ings descrevendo Dawkins como o "mestre da claridade e inteligência científica". Mesmo que Ings tenha sentido que a raiva interferiu na criatividade de Dawkins até certo ponto, ele também elogiou as seções do livro como "mágicas" e "viscerais", concluindo que havia um "mérito intemporal" para o tema geral.[47][48][49][50][51]

O revisor do The New York Times, Nicholas Wade, elogiou o trabalho em geral, mas criticou a afirmação de Dawkins que a evolução pode ser tratada como um fato inegável e declarou que a insistência de Dawkins que é um fato o faz dogmático como seus oponentes. Além disso, caracterizando seus adversários como "negadores da história", "piores que ignorantes" e "iludidos a ponto de perversidades" Wade afirma que o livro "não é linguagem científica, ou civilizada". Wade vê erros tanto em Dawkins quanto em seus oponentes criacionistas.[52] A revisão de Wade foi subsequentemente criticada em muitas cartas de leitores ao The New York Times. Em uma delas, Daniel Dennett afirmou que o criacionismo merece tanto respeito quanto acreditar que o mundo é plano. A segunda carta, de Philip Kitcher, professor de filosofia da Columbia University, afirmou que a evolução e outras descobertas científicas "são tão bem suportadas que devem ser julgadas como fatos".[53][54]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dawkins, Richard (2009). O Maior Espetáculo da Terra: As Evidências da Evolução. São Paulo: Companhia das Letras. ISBN 978-85-359-1572-3 
  2. Companhia das Letras. «O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA - Richard Dawkins». Consultado em 6 de novembro de 2012 
  3. Chu, Henry (11 de janeiro de 2009). «Richard Dawkins on board with a pro-atheist message». Los Angeles Times. Consultado em 12 de janeiro de 2009 
  4. Neyfakh, Leon (7 de fevereiro de 2008). «Richard Dawkins' Follow-Up to God Delusion Sold to Free Press for $3.5 Million». The New York Observer. Consultado em 4 de março de 2008 
  5. «Transworld signs new book from Dawkins». The Bookseller. 15 de fevereiro de 2008. Consultado em 12 de janeiro de 2009 
  6. Ver página da Amazon The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution: Richard Dawkins, Lalla Ward
  7. «Richard Dawkins to be featured in upcoming Nightwish album | Richard Dawkins Foundation». www.richarddawkins.net (em inglês). 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2019 
  8. Blabbermouth (16 de outubro de 2014). «NIGHTWISH's Next Album To Feature Guest Appearance By British Professor RICHARD DAWKINS». BLABBERMOUTH.NET (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2019 
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  10. Dawkins, 2009, p.13-27
  11. Dawkins, 2009, p.28-49
  12. Dawkins, 2009, p.87-108
  13. Dawkins, 2009, p.87-108
  14. Dawkins, 2009, p.90-93
  15. Dawkins, 2009, p.90-93
  16. Dawkins, 2009, p.90-93
  17. Dawkins, 2009, p.93-104
  18. Dawkins, 2009, p.93-104
  19. Dawkins, 2009, p.93-104
  20. Dawkins, 2009, p.93-104
  21. Dawkins, 2009, p.93-104
  22. Dawkins, 2009, p.93-104
  23. Dawkins, 2009, p.93-104
  24. Dawkins, 2009, p.93-104
  25. Dawkins, 2009, p.93-104
  26. Dawkins, 2009, p.103
  27. Dawkins, 2009, p.104-108
  28. Dawkins, 2009, p.104-108
  29. Dawkins, 2009, p.104-108
  30. Dawkins, 2009, p.104-108
  31. Dawkins, 2009, p.104-108
  32. Dawkins, 2009, p.104-108
  33. Dawkins, 2009, p.104-108
  34. Dawkins, 2009, p.109-138
  35. Dawkins, 2009, p.139-174
  36. Dawkins, 2009, p.139
  37. Dawkins, 2009, p.175-198
  38. Dawkins, 2009, p.255-294
  39. Dawkins, 2009, p.199-237
  40. Dawkins, 2009, p.293-378
  41. Dawkins, 2009, p.379 a 420
  42. Dawkins, 2009, p.423 a 492
  43. Dawkins, 2009, p.541 a 572
  44. «Anjana Ahuja reviews 'The Greatest Show on Earth' by Richard Dawkins». London: The Times. 28 de agosto de 2009. Consultado em 3 de setembro de 2009 
  45. «The Evidence for Evolution: It's all there». The Economist. 3 de setembro de 2009. Consultado em 3 de setembro de 2009 
  46. «Richard Dawkins – The Greatest Show on Earth». The List. 3 de setembro de 2009. Consultado em 4 de setembro de 2009 
  47. «The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution» (PDF). The Sunday Telegraph. 7 de setembro de 2009. Consultado em 8 de setembro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 7 de outubro de 2009 
  48. Review and Summary for the Reports of the National Center for Science Education by Douglas Theobald Arquivado em 14 de setembro de 2009, no Wayback Machine. 2009
  49. WbqOnline.com[ligação inativa] October 2009
  50. Video: Richard Dawkins on The Greatest Show on Earth: Richard Dawkins talks about why it's time for a book setting out the evidence for evolution, when calling someone ignorant isn't an insult, and how the media have made him into a militant atheist 21 September 2009
  51. Audio: Science Weekly Extra: Richard Dawkins: Evolutionary biologist Richard Dawkins discusses the science in his new book The Greatest Show on Earth 21 September 2009
  52. Wade, Nicholas (8 de outubro de 2009). «Evolution All Around». New York Times. Consultado em 10 de outubro de 2009 
  53. «Letters - The Fact of Evolution - NY Times.com». New York Times. 23 de outubro de 2009. Consultado em 3 de novembro de 2009 
  54. «Letters: Scientists Respond to Our Review of Richard Dawkins's 'Greatest Show on Earth'». New York Times. 23 de outubro de 2009. Consultado em 24 de abril de 2011 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Flood, Alison (23 de outubro de 2009). «Richard Dawkins targets teenagers with myth-busting illustrated book». The Guardian 
  • «Comment: Richard Dawkins' Missing Link – A Book on the Evolution of Sex» 
  • The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution (Hardcover). [S.l.]: Amazon.com. 25 de agosto de 2009 
  • «Transworld signs new book from Dawkins». 15 de fevereiro de 2008 
  • Neyfakh, Leon (7 de fevereiro de 2008). «Richard Dawkins' Follow-Up to God Delusion Sold to Free Press for $3.5 Million» 
  • «'The Greatest Show on Earth' debuts at No. 1 on the Sunday Times Bestseller List!». 13 de setembro de 2009 
  • «Transworld signs new book from Dawkins». 15 de fevereiro de 2008 
  • 'Heat the Hornet' by Richard Dawkins. [S.l.: s.n.] 
  • Satellite interview with Richard Dawkins – Royal Society of New Zealand. [S.l.]: RichardDawkins.net Official YouTube Channel. 25 de junho de 2009 
  • «Anjana Ahuja reviews 'The Greatest Show on Earth' by Richard Dawkins». 28 de agosto de 2009 
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  • Wade, Nicholas (8 de outubro de 2009). «Evolution All Around» 
  • «Letters - The Fact of Evolution - NY Times.com». 23 de outubro de 2009 
  • «Letters: Scientists Respond to Our Review of Richard Dawkins's 'Greatest Show on Earth'». New York Times. 23 de outubro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]