The Happening

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The Happening
Cartaz original de lançamento.
No Brasil Fim dos Tempos
Em Portugal O Acontecimento
 Estados Unidos Índia[1]
2008 •  cor •  90[2] min 
Direção M. Night Shyamalan
Produção M. Night Shyamalan
Barry Mendel
Sam Mercer
Roteiro M. Night Shyamalan
Elenco Mark Wahlberg
Zooey Deschanel
John Leguizamo
Betty Buckley
Ashlyn Sanchez
Género suspense apocalíptico
Cinematografia Tak Fujimoto
Edição Conrad Buff
Companhia(s) produtora(s) 20th Century Fox[3]
Spyglass Entertainment
Distribuição mundo 20th Century Fox[4]
Índia UTV Motion Pictures[4]
Lançamento Estados Unidos 10 de junho de 2008 (premiere em Nova Iorque)
mundo 13 de junho de 2008[5]
Idioma inglês
francês
Orçamento US$ 48 milhões[6]
Receita US$ 163.403.799[6]
Página no IMDb (em inglês)

The Happening (Brasil: Fim dos Tempos /Portugal: O Acontecimento) é um filme americo-indiano do gênero suspense apocalíptico de 2008[7] escrito, co-produzido e dirigido por M. Night Shyamalan e estrelado por Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Betty Buckley e Ashlyn Sanchez. O filme segue um grupo de pessoas que tenta escapar de um desastre natural inexplicável.

É o primeiro e até agora o único filme de Shyamalan a receber uma censura "R" da MPAA. The Happening estreou na cidade de Nova York em 10 de junho de 2008 e foi lançado mundialmente três dias depois. Foi recebido com críticas geralmente negativas dos críticos,[8] embora tenha se tornado um sucesso comercial ao faturar mais de US$ 163,4 milhões mundialmente contra um orçamento de US$ 48 milhões.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Em meio ao Central Park, na cidade de Nova Iorque, as pessoas começam a morrer por meio de suicídio em massa. Inicialmente considerado um ataque bio-terrorista com suspeita de uso de uma neurotoxina no ar, os suicidas se espalham rapidamente pelo nordeste dos Estados Unidos. O professor de ciências do ensino médio Elliot Moore e sua esposa Alma estão convencidos pelo colega de Elliot e professor de matemática, Julian, a acompanhá-lo juntamente com sua filha Jess em um trem rumo à Filadélfia. Durante a viagem, o grupo descobre que Boston e Filadélfia também foram afetadas pelos estranhos comportamentos suicidas da população. O trem perde todos os contatos de rádio e para em uma cidade pequena. Quando Julian descobre que sua esposa deixou Boston para ir a Princeton, ele decide procurá-la e confia-lhe sua filha Jess aos Moores. No entanto, ao chegar em Princeton, Julian descobre que a cidade também foi afetada pelos suicídios em massa e, assim como fizeram os mortos, também tira a própria vida.[5]

Elliot, Alma e Jess pegam carona com um cuidador de plantas e sua esposa. O cuidador teoriza que a vida vegetal desenvolveu um mecanismo de defesa contra seres humanos que consiste em uma toxina transportada pelo ar que estimula neurotransmissores dos humanos e faz com que as vítimas se matem. Sua hipótese é confirmada quando o grupo se junta a outros sobreviventes, que sugerem evitar estradas e áreas povoadas. Quando a maior parte do grupo é afetada pela toxina, Elliot percebe que as plantas estão visando apenas grandes grupos de pessoas. Ele divide o grupo em bandos menores e passam a caminhar junto com Alma, Jess e mais dois jovens amigos chamados Josh e Jared, mas esses dois últimos são posteriormente mortos quando Elliot tenta, sem sucesso, conversar com moradores locais amedrontados e armados para lhes fornecerem água e comida.[5]

Novamente sozinhos, Elliot, Alma e Jess vagam pelo campo e encontram a casa da sra. Jones, um anciã excêntrica e paranoica. Jones inicialmente concorda em abrigar o trio durante a noite, mas está "convencida de suas más intenções" e decide expulsá-los na manhã seguinte. Furiosa, ela sai de casa sozinha e é afetada pela toxina. Elliot, abalado, percebe que as plantas agora estão atacando pessoas sozinhas e escolhe morrer com Alma e Jess, caminhando no meio das plantas com elas; os três se abraçam no quintal e ficam surpresos ao não serem afetados pela toxina uma vez que o surto desapareceu tão rapidamente quanto começou.[5]

Três meses depois, Elliot e Alma se adaptaram à nova vida com Jess agora sendo sua filha adotiva. Na televisão, um especialista, comparando o evento com as marés vermelhas, alerta que a epidemia pode ter sido apenas uma precursora de um desastre global iminente, mas sua teoria é vista com descrença, com o entrevistador lembrando que apenas o nordeste dos Estados Unidos foi afetado. Enquanto isso, outra onda de suicídios é iniciada nos Jardins das Tulherias, em Paris, na França.[9]

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Mark Wahlberg como Elliot Moore, professor de ciências do ensino médio;
  • Zooey Deschanel como Alma Moore, esposa de Elliot;
  • John Leguizamo como Julian, professor de matemática do ensino médio e melhor amigo de Elliot;
  • Ashlyn Sanchez como Jess, a jovem filha de Julian;
  • Betty Buckley como Sra. Jones, uma mulher que mora sozinha em uma casa isolada na zona rural da Pensilvânia;
  • Frank Collison como o cuidador de plantas;
  • Victoria Clark como a esposa do cuidador;
  • Jeremy Strong como Cabo Auster;
  • Brian O'Halloran como motorista do Jeep a qual Julian vai de carona até Princeton;
  • Alan Ruck como diretor da escola onde Elliot e Julian trabalham;
  • Joel de la Fuente como o corretor de imóveis sobrevivente;
  • Spencer Breslin como Josh;
  • Robert Bailey Jr. como Jared;
  • Charlie Saxton como Dylan;

Produção[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2007, M. Night Shyamalan enviou um roteiro específico intitulado "The Green Effect" para vários estúdios, mas nenhum manifestou interesse suficiente para comprá-lo. Shyamalan coletou ideias e notas das reuniões, voltando para casa na Filadélfia para "reescrevê-la" até finalmente a 20th Century Fox aceitar o projeto.[10] Agora intitulado The Happening, o filme foi produzido por Shyamalan e Barry Mendel e foi o primeiro projeto de Shymalan a receber a classificação "R" da MPAA.[11] Em 15 de março de 2007, Shyamalan descreveu o filme como "um filme de paranoia inspirado no roteiro de Os Pássaros e Invasion of the Body Snatchers".[12] Uma empresa sediada na Índia, a UTV, co-financiou 50% do orçamento do filme e o distribuiu na Índia, enquanto a Fox cuidava da distribuição em outros territórios.

No final de março, Wahlberg, com quem Shyamalan estava negociando ao mesmo tempo que seu acordo com a Fox, foi escalado para o papel principal. Shyamalan já havia escalado Donnie, irmão de Wahlberg, em O Sexto Sentido.

A produção começou em agosto de 2007 na Filadélfia, com filmagens na Walnut Street, no Rittenhouse Square Park, na Masterman High School, na South Smedley Street,[13] e no 'G' Lodge em Phoenixville.[14] A data de lançamento foi programada para 13 de junho de 2008, intencionalmente marcada para a sexta-Feira 13.[13]

Lançamento e recepção[editar | editar código-fonte]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Em seu dia de abertura, The Happening arrecadou US$ 13 milhões. No seu primeiro final de semana, o total bruto foi de US$ 30.517.109 em 2.986 cinemas nos Estados Unidos e no Canadá, com média de cerca de US$ 10.220 por sala ficando em terceiro lugar nas bilheterias, atrás de O Incrível Hulk e Kung Fu Panda.[15] As bilheterias estrangeiras brutas para o fim de semana de abertura foram estimadas em US$ 32,1 milhões.[16]

Resposta da crítica[editar | editar código-fonte]

The Happening teve recepção geralmente desfavorável por parte da crítica especializada. Com classificação de 17%, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: "The Happening começa com promessa, mas infelizmente, se torna um pouco incoerente e pouco convincente".[17] No Metacritic, o filme obteve a pontuação 34/100, com base em 38 resenhas dos principais críticos, indicando "críticas geralmente desfavoráveis".[8]

Em 8 de junho de 2008, dias antes das primeiras resenhas do filme serem publicadas, Shyamalan disse ao New York Daily News: "Estamos fazendo um excelente filme B, esse é o nosso objetivo".[18] Alguns críticos aprovaram essa declaração; Glenn Whipp disse: "Reduzindo a auto-seriedade em favor de uma tolice horrível, The Happening de M. Night Shyamalan é um filme B genuinamente agradável para qualquer um que se disponha (ou seja capaz) de vê-lo dessa maneira".[19]

Kirk Honeycutt, do The Hollywood Reporter, disse que o filme carece de "intrigas cinematográficas e tensão de roer unhas" e que "a ameaça central... Não se concretiza como qualquer tipo de entretenimento noturno numa sexta-feira".[20] Mick LaSalle escreveu em seu artigo para o San Francisco Chronicle que ele considerou o filme divertido, mas não assustador; ele também comentou o roteiro de Shyamalan, opinando que "em vez de deixar sua ideia respirar, se desenvolver e ver para onde ela poderia ir, ele pulou sobre ela e a transformou prematuramente em uma história".[21] James Berardinelli disse que o filme não tinha "um senso de atmosfera" nem "forte desenvolvimento de caráter"; ele chamou sua mensagem ambiental de "muito óbvia e estridente", deu a ele uma estrela e meia de quatro possíveis e concluiu sua resenha dizendo: "The Happening é um filme para assistir, dormir ou, principalmente, para não se preocupar com nada do que ele retrata".[22] Richard Corliss, da revista Time, viu o filme como uma "indicação desanimadora de que o escritor e diretor M. Night Shyamalan perdeu o ritmo".[23] Joe Morgenstern, do jornal The Wall Street Journal, disse que o filme era um "lamento desagradável de um suspense paranoico" e destacava suas "infelicidades desconcertantes, banalidades insistentes, ritmo trêmulo e ineptidão generalizada".[24]

O crítico Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, premiando o filme com três estrelas, achou "estranhamente emocionante".[25] Manohla Dargis, do The New York Times, elogiou a atuação de Wahlberg, acrescentando que o filme "acaba sendo um thriller divertidamente pateta, com uma inclinação animística, momentos de suspense e tremor de suspense".[26]

The Happening também atraiu atenção acadêmica. Joseph J. Foy, professor de política e cultura popular, descreve o filme de Shyamalan como uma expressão do "pós-ambientalismo", no qual a política paradigmática tradicional é substituída por um apelo ao mundo para "abraçar uma reavaliação revolucionária da riqueza e da prosperidade, não em termos de patrimônio líquido monetário ou bens materiais, mas em termos de bem-estar geral"; Foy elogia a narrativa altamente complexa na qual Shyamalan tece os desafios ambientais contemporâneos com ciência e teoria social duras para criar um "futuro de pesadelo que pode avançar no tipo de diálogo que pode realmente mudar a conversa cultural".[27]

O filme foi indicado a quatro prêmios Framboesa de Ouro: pior filme, pior ator pela atuação de Mark Wahlberg (que também recebeu uma indicação dupla por sua atuação em Max Payne), pior diretor e pior roteiro.[28] The Happening foi posteriormente listado em oitavo lugar numa pesquisa de 2010 da revista Empire que mostrava os "50 Piores Filmes de Todos os Tempos",[29] além de alcançar o primeiro lugar em uma pesquisa de 2012 da revista SFX que indicava os "50 Piores Filmes de Ficção Científica e de Fantasia que não tinham nenhum fundamento ou lógica".[30]

Lançamento em mídia doméstica[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2009, foram vendidas 1.094.000 unidades do DVD do filme, gerando mais de US$ 21 milhões em receita.[31]

Referências

  1. «The Happening». British Film Institute. Consultado em 10 de novembro de 2012 
  2. «THE HAPPENING (15)». British Board of Film Classification. 13 de maio de 2008. Consultado em 25 de abril de 2014 
  3. «The Happening». AFI Catalog of Feature Films. American Film Institute. Consultado em 25 de março de 2017 
  4. a b Bhushan, Nyay (15 de março de 2007). «Fox, UTV team for Shyamalan's 'Happening'». The Hollywood Reporter. Prometheus Global Media. Consultado em 23 de junho de 2017 
  5. a b c d Fim dos Tempos (em português) no AdoroCinema
  6. a b «The Happening». Box Office Mojo. IMDb. 18 de setembro de 2008. Consultado em 20 de setembro de 2011 
  7. Buchanan, Jason. «The Happening». AllMovie. RhythmOne. Consultado em 10 de novembro de 2012 
  8. a b «The Happening Reviews». Metacritic. CBS Interactive. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  9. «Ver "Sinopse" no site oficial». Consultado em 21 de maio de 2008. Arquivado do original em 24 de maio de 2008 
  10. Fleming, Michael (28 de janeiro de 2007). «Shyamalan re-working 'Green'». Variety. Penske Business Media. Consultado em 22 de março de 2007 
  11. Fleming, Michael (6 de março de 2007). «Fox lands Shyamalan movie». Variety. Penske Business Media. Consultado em 22 de março de 2007 
  12. Reuters Staff (15 de março de 2007). «Shyamalan to find form with new apocalyptic thriller». Reuters. Thomson Reuters. Consultado em 20 de agosto de 2009 
  13. a b Fleming, Michael (29 de março de 2007). «Wahlberg to star in Shyamalan film». Variety. Penske Business Media. Consultado em 29 de março de 2007 
  14. Wright, Dennis J. (22 de agosto de 2007). «Shyamalan filming at 'G' Lodge». The Phoenix Reporter & Item. Consultado em 30 de abril de 2017 
  15. «The Happening (2008): Weekend». Box Office Mojo. IMDb. Consultado em 16 de junho de 2008 
  16. McNary, Dave (15 de junho de 2008). «'Happening' hammers 'Hulk overseas  ». Variety. Penske Business Media. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  17. «The Happening». Rotten Tomatoes (em inglês). Consultado em 7 de abril de 2014 
  18. Sacks, Ethan (7 de junho de 2008). «Shyamalan back on terror firma». New York Daily News. Consultado em 20 de agosto de 2009 
  19. Orange County Register (12 de junho de 2008). «Shyamalan 'The Happening' offers horrific silliness, B-movie style». Orange County Register. Digital First Media. Consultado em 24 de dezembro de 2008 
  20. Honeycutt, Kirk (10 de junho de 2008). «Film Review: The Happening». The Hollywood Reporter. Prometheus Global Media. Consultado em 13 de junho de 2008 
  21. LaSalle, Mick (13 de junho de 2008). «Movie review: Urban flight in 'The Happening'». San Francisco Chronicle. Hearst Communications. Consultado em 14 de junho de 2008 
  22. Berardinelli, James (13 de junho de 2008). «Happening, The (United States, 2008)». ReelViews. Consultado em 4 de dezembro de 2014 
  23. Corliss, Richard (12 de junho de 2008). «Shyamalan's Lost Sense». Time. Consultado em 14 de junho de 2008 
  24. Morgenstern, Joe (13 de junho de 2008). «Efficient 'Hulk' Hits Limits Of Marvel Source». The Wall Street Journal. Dow Jones & Company. Consultado em 14 de junho de 2008 
  25. King, Stephen (11 de julho de 2008). «Horror Movies: Why Big Studio Releases Are Rare to Scare». Entertainment Weekly. Time. Consultado em 3 de janeiro de 2009 
  26. Dargis, Manohla (13 de junho de 2008). «Something Lethal Lurks in the Rustling Trees». The New York Times. The New York Times Company. Consultado em 2 de janeiro de 2014 
  27. Taylor, Rumsey (28 de agosto de 2013). «The Happening». Not Coming to a Theater Near You. Consultado em 6 de junho de 2017 
  28. «Paris' NOTTIE, Myers' GURU, Shyamalan's THE HAPPENING, DISASTER MOVIE and Uwe Boll Rank Among 2008 RAZZIE® Worsts». Razzie Awards. The Golden Raspberry Award Foundation. 24 de agosto de 2011. Consultado em 20 de agosto de 2018. Arquivado do original em 6 de março de 2012 
  29. «The 50 Worst Movies Ever: 8. The Happening». Empire. 5 de fevereiro de 2010. Consultado em 5 de maio de 2014 
  30. Golder, Dave (18 de junho de 2012). «50 Worst Sci-fi & Fantasy Movies». SFX. Future Publishing. Consultado em 27 de fevereiro de 2014 
  31. «The Happening (2008): Video `Sales». The Numbers. Nash Information Services. Consultado em 20 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]