The Invisibles

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The Invisibles é uma série de histórias em quadrinhos publicada sob o selo Vertigo da DC Comics, de 1994 a 2000. Foi criada pelo autor escocês Grant Morrison e desenhada por vários artistas.[1]

Os Invisíveis pode ser considerada uma das obras de história em quadrinhos mais importantes dos anos 90 e considerada por seu autor, Grant Morrison, como "semi auto-biográfica".

Os Invisíveis relata a história de uma "célula" integrante de um grupo anarquista e terrorista que tem como objetivo libertar a humanidade do domínio de seres transdimensionais, os Arcontes, que influenciam o destino da humanidade através de agentes plantados por eles em nossa realidade, que somente aguardam o momento certo de rasgarem as paredes da realidade humana e dominarem nosso universo. A concepção principal é de universos paralelos e das relações que estes podem estabelecer.

  • King Mob (literalmente, "Rei Multidão"), o líder (num primeiro momento[2]), especialista em artes marciais e no uso de poderes psíquicos. Possui uma série de contatos, desde espíritos vodun, milionários que foram abduzidos, magos e demais entidades. Representa o Autor, Grant Morrison;
  • Lord Fanny, uma travesti do Rio de Janeiro, descendente de mexicanos, com poderes xamãnicos e uma aparência "glamourosa". Sua ação no grupo é enquanto feiticeira, realizando encantamentos com máquinas fotográficas Polaroid, milho e esperma, ou com lenços suados e a fixação da imagem de uma pessoa. Seu ritual de iniciação é descrito simultaneamente no passado, no presente e no futuro;[3]
  • Ragged Robin, uma mulher que afirma ter oito anos de idade, mas que aparenta muito mais. Joga tarot constantemente e possui um alto nível de desenvolvimento de poderes psíquicos (principalmente premonitórios);
  • Jack Frost, codinome de Dane McGowan, um estudante inglês que abandona a escola após atear fogo na biblioteca utilizando um coquetel molotov. Rouba carros e comete outros delitos com seus colegas. É preso, e enviado para a "Casa da Harmonia" (um lar de recuperação de jovens problemáticos que utiliza métodos muito pouco ortodoxos), de onde é resgatado por King Mob e convidado a entrar para o grupo. Passa a ser acompanhado por Tom O´Bledam (chamado de "Tom Maluco" na versão da Editora Magnum de agosto de 1998, revista # 2 de Os Invisiveis), um mago e mendigo que realiza a iniciação de Dane em Jack Frost.

As referências realizadas na obra são as mais diversas. Destacam-se: Teoria do Caos, Mitologia Asteca, sociedades secretas, metafísica, literatura medieval, viagem no tempo, cultura pop, literatura e várias outras. Por exemplo, no segundo "arco de história", Arcádia, os Invisíveis fazem uma viagem no tempo atá a França da Revolução, visando resgatar o Marquês de Sade para que ele os ajude a planejar o futuro da humanidade.

Teoria da conspiração, magia, viagens no tempo, meditação e violência pesada são alguns dos assuntos constantes da história. O experimentalismo em Os Invisíveis é regra, e a complexidade da trama era tanta que as vendas da série nos primeiros 10 números foram baixíssimas, situação surpreendentemente contornada por Morrison que ao final de uma das edições da revista publicou um símbolo com um texto abaixo, dizendo para que todos os fãs dele e da série se masturbassem num determinado dia e horário olhando para o símbolo, feito que magicamente melhoraria as vendas. Curiosamente, elas aumentaram de fato e a série não foi cancelada. Entre outras declarações relativas a Os Invisíveis, o autor disse numa conferência em 1999 que tudo o que estava escrito na série lhe tinha sido dito por alienígenas que o teriam abduzido em Kathmandu e pedido que espalhasse tais informações ao mundo através dos quadrinhos. Polêmicas à parte, o mérito da série reside na utilização das mais diversas referências, trabalhando com Beatles, Marquês de Sade, a família real da Inglaterra, psicodelia, a Revolução Francesa, telecinesia, vudu, mitologia asteca e diversos outros elementos culturais, todos interagindo de maneira natural. Em 1999, os últimos 12 números de Os Invisíveis foram publicados em contagem regressiva do 12 ao 1, para marcar a chegada do ano 2000.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

A série continua em um ritmo vertiginoso, até que ocupou a posição de principal revista do selo Vertigo da época, superando até Preacher, de Garth Ennis.

O álbum alcançou ainda mais polêmica quando seu autor acusou Matrix, mais precisamente as irmãs Wachowski, de plagiarem a sua obra. O processo acabou encerrado pelo fato de a obra ser publicada pela DC Comics, que pertence à Warner, produtora de Matrix.

Outras obras[editar | editar código-fonte]

Os invisíveis inserem-se em um conjunto de obras de Grant Morrison. Suas ideias e seus escritos obtiveram expressão em quadrinhos e em livros que não possuem tradução para o português. Mesmo Os invisíveis não receberam tradução integral para o português, permancendo incompleta o primeiro arco de histórias (são três arcos, sendo que o segundo e terceiro somente são encontrados em inglês). No Brasil, as primeiras histórias foram publicadas em revista própria pela Editora Magnum Ltda., a partir de julho de 1998. "Infernos Unidos da América" (Bloody Hell in America) foi publicada como minissérie em duas partes pela Tudo em Quadrinhos Editora a partir de fevereiro de 1999.

Existe ainda a relação de Os invisíveis com um sistema de magia criado por Grant Morrison e batizado Pop Magic.

Referências

  1. Irvine, Alex (2008), «The Invisibles», in: Dougall, Alastair, The Vertigo Encyclopedia, ISBN 0-7566-4122-5, New York: Dorling Kindersley, pp. 92–97, OCLC 213309015 
  2. Uma vez que o grupo é anarquista, a tendência é da liderança alternar conforme as missões que realizam. Esta alternância é feita através de sorteios utilizando simbolismo elemental (terra, fogo, água, ar e espírito, onde cada membro assumiria uma dessas "posições" conforme a missão).
  3. Tratando-se de uma iniciação, ou seja, de uma ação que insere o indivíduo em um outro estatuto do continuum espaço-tempo, retirando-o do universo profano e inserindo-o no universo sagrado, esta mesma iniciação não ocorreria em uma data específica e, a partir desta data, o indivíduo estaria iniciado; esta iniciação ocorreria todos os dias, em ambos os universos, simultaneamente no tempo profano (tempo linear e histórico) e simultaneamente no tempo sagrado (atemporal, tempo descontínuo e mitológico). Consultar: ELIADE, Mircea. O xamãnismo e as técnicas arcaica do êxtase. São Paulo:Martins Fontes, 2002 e ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

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