The Pickwick Papers

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The Pickwick Papers (As aventuras do sr. Pickwik )
Capa original da edição de 1836
Autor (es) Inglaterra Charles Dickens ("Boz")
Idioma Inglês
País Inglaterra Inglaterra
Série Mensalmente, em 20 partes:
Abril de 1836 - Novembro de 1837
Ilustrador Robert Seymour
Robert William Buss
Hablot Knight Browne (Phiz)
Editora Chapman & Hall
Lançamento 1837
ISBN 0812967275
Cronologia
Último
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Oliver Twist
Próximo
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O livro The Posthumous Papers of the Pickwick Club (comumente conhecido como The Pickwick Papers) escrito pelo inglês Charles Dickens em 1836, apresenta nomes diversos tanto no Brasil quanto em Portugal, com variações como As Aventuras do Sr. Pickwik, Documentos de Pickwick, Papéis de Pickwick, e Documentos do Clube Pickwick. O título narra as aventuras do grupo de estudo do Clube Pickwick, composto pelo líder Sr. Pickwick e seus três pupilos: O Sr. Tupman, o Sr. Snograss e o Sr. Winkle, que têm como função financiada pelo clube viajar pela Inglaterra (com particular com enfoque no interior do país) observando descobertas científicas e analisando as diversas variedades do comportamento humano.

O título constitui um marco na carreira do escritor Charles Dickens, que embora tivesse anteriormente trabalhado sob o pseudônimo de Boz, conseguiu êxito literário e reconhecimento popular durante a publicação do livro, apresentado sob forma de folhetim (romance fatiado, distribuído em capítulos, que se tornou popular no séx XIX). Não obstante apresentação do escritor, o livro resume também grande parte dos elementos de sua posterior obra, sintetizando os caracteres da obra dickensiana.

Crítica Social[editar | editar código-fonte]

O título As Aventuras do Senhor Pickwik apresenta uma extensa variedade de críticas à sociedade inglesa vitoriana da época, embora sempre permeie o teor crítico com o que foi considerado uma refinada ironia e humor dickensiano. Os elementos criticados buscam abarcar classes sociais utilizando personagens estereotipadas que atuam como representantes destas classes, e abrangem:

  • A religião e os falsos pregadores, ou pregadores corrompidos.
  • A classe advocatícia e seu atravancamento na execução da justiça, distorção de leis, e possíveis processos de corrupção.
  • A magistratura corrente à época, que concede o poder a cidadãos voltados aos seus próprios interesses.
  • Os políticos e sua conduta desonesta, bem como o eleitorado irresponsável de seu dever cívico.
  • O jornalismo enquanto ferramenta mal conduzida, sem comprometimento com a verdade, o respeito, e imparcialidade.
  • A sociedade burguesa e sua conduta com relação de interesses e hipocrisias.
  • A corrupção do sistema carcerário de devedores, e sua falta de assistência ao cidadão mantido em regime fechado. (Muitos presos pobres morriam à míngua de fome e frio nas prisões, enquanto sistema jurídico permitia brechas que auxiliavam outros devedores).
  • Este próprio sistema de justiça que desfavorecia o devedor trabalhador.
  • O novo estado de relacionamento nas relações entre patrão x empregado, motivado pelo advento da burguesia e revolução industrial.

Ademais, há inúmeros elementos de crítica social no livro, além de claro, uma crítica ao espírito cientificista da época. Os personagens principais, embora abertos aos procedimentos racionais da ciência, demonstravam grande inabilidade para situações que exigiam praticidade e que alicerçam a maior parte dos episódios cômicos do livro.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Uma das personagens do livro, O gordo Joe, foi utilizado posteriormente para caracterizar uma patologia alcunhada como síndrome de pickiwick, posto que a figura descreve fielmente um quadro da doença: obesidade e sonolência excessiva, acompanhados de demais sintomas.
  • A personagem do criado do Sr. Pickwick, Samuel Weller, foi considerado um êxito instantâneo: sua inserção no quinto capítulo da narrativa alavancou as vendas de forma estrondosa: do quarto número foram tirados 400 exemplares, após o surgimento da figura, antes mesmo do vigésimo capítulo já eram impressos 400.000.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • MAUROIS, André. Dickens. Tradução por Rubens Mario Jobin. SP. Dominus. 1963, 130p.