The Rookie (filme de 1990)

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The Rookie
Rookie - Um Profissional de Perigo (PT)
Rookie - Um Profissional do Perigo (BR)
Pôster de divulgação.
 Estados Unidos
1990 •  cor •  121 min 
Direção Clint Eastwood
Roteiro Scott Spiegel
Boaz Yakin
Elenco Clint Eastwood
Charlie Sheen
Raul Julia
Sonia Braga
Género Ação/Policial
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Rookie (br: Rookie - Um profissional do perigo, pt: Rookie - Um profissional de perigo) é um filme estadunidense de 1990 dos gêneros ação e policial, dirigido e estrelado por Clint Eastwood e distribuído pela Warner Bros.. O filme ficou conhecido por uma cena não usual de um estupro masculino, interpretada por Eastwood e Sonia Braga. Outras características são as muitas cenas com efeitos especiais e grande uso de dublês, principalmente as que se referem a perseguições automobilisticas. As locações foram na Califórnia [1].

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O sargento Nick Pulovski e seu parceiro, Powell, investigam os crimes do bandido germânico Strom, que comanda o roubo e contrabando de automóveis importados e de luxo. Durante uma perseguição automobilística, Powell é morto e os bandidos fogem. O tenente Raymond Garcia retira Pulovski do caso e lhe apresenta um novo parceiro, o jovem David Ackerman. O sargento continua a investigar as operações de Strom, sem contar os detalhes ao novo parceiro e sem o superior saber.

Produção[editar | editar código-fonte]

  • Muitas cenas de destruição envolveram modelos de carros importados de alto preço, tais como uma Ferrari Daytona, um Porsche 928, um Jaguar XJ bem como uma rápida aparição de um Cadillac Allante[2] e um Rolls-Royce Silver Spirit.[2] Uma Mercedes-Benz 300SL é o carro dirigido pela atriz Sonia Braga em sua primeira cena.[2] O personagem de Eastwood patrulha a cidade dirigindo um Mercedes-Benz 500SL (modelo 1990) e mostra seu desgosto com a pintura verde-limão de um Lotus Esprit. Em outra cena ele próprio dirige esse carro.[2] O personagem de Charlie Sheen, filho de milionário, pilota uma rara e antiga Harley-Davidson.[2]
  • Na fase inicial da produção, havia relatos na imprensa do envolvimento de Sheen com ácool e drogas e Eastwood assumiu o papel de uma figura paterna para o jovem ator, procurando-o mantê-lo disciplinado e responsável.[3]
  • O autor e crítico Daniel O'Brien achou que Eastwood falhou ao usar atores latinos (Raul Juliá e Sonia Braga) para interpretarem bandidos germânicos. Confuso, ele perguntou (trecho em tradução livre) "Por que Eastwood indicou o portorriquenho Juliá e a brasileira Braga achando que seriam convicentes para interpretarem schweinehund (uma provável alusão em alemão para "bandidos") germânicos...?"[4]
  • Em entrevista a revista Orange Coast, Sônia Braga admitiu que nunca fizera cenas de ação antes: (em tradução livre) "Eu tive que aprender a correr e chutar e bater.". Em uma nota separada, o autor Marc Eliot avalia que a cena do estupro simulado que recebia muita publicidade (em tradução livre) era "uma sequência explosiva e única cena no filme que as pessoas comentavam. Mesmo obviamente provocativa e explorativa, ars gratia artis, a cena chama a atenção ao mostrar Clint buscando exprimir sentimento de "vítima", que está nas mãos de uma bela mas maligna mulher."[5] O escritor John H. Foote disse que "Braga se mostra constrangida durante a sequência de estupro, fazendo-nos perguntar por que o diretor Eastwood não filmou a cena de uma outra maneira. Será que ele esperava dar ao público algo novo?"[6] O autor Douglas Thompson classifica sem rodeios a cena como "sadomasoquista"[7] e Braga como uma "ninfomaníaca pervertida" e adicionalmente descreve que "antes dela violentá-lo, raspa o peito de Eastwood com uma lâmina de barbear numa ação tórrida."[7] O autor Howard Hughes especula essa ter sido uma das mais desagradáveis cenas da carreira de Eastwood.[8]
  • Na música-tema foram incluidas influências de jazz com muito uso do trompete. Originalmente a música foi criada pelo saxofonista americano Lennie Niehaus.[2] Robert Fernandez fez a mixagem e a edição é de Donald Harris. A trilha sonora inclui "All The Things You Are" escrita por Jerome Kern e Oscar Hammerstein II e também "Red Zone", de Kyle Eastwood e Michael Stevens.[2]
  • Em janeiro de 1991 foi lançada a novelização baseada no roteiro do filme, de autoria de Tom Philbin.[8]

Referências

  1. Hughes, Howard (1 de setembro de 2009). Aim for the Heart. I.B. Tauris. p. 78. ISBN 978-1-845-11902-7.
  2. a b c d e f g «The Rookie DVD». Warner Bros. September 2, 2003. Consultado em 19 de fevereiro de 2010  Verifique data em: |date= (ajuda)
  3. Smith, Paul (maio de 1993). Clint Eastwood A Cultural Production. University of Minnesota Press. p. 259. ISBN 978-0-8166-1958-0.
  4. O'Brien, Daniel (fevereiro de 1997). Clint Eastwood Film-Maker. Trafalgar Square Publishing. p. 176. ISBN 978-0-7134-7839-6.
  5. Eliot, Marc (6 de outubro de 2009). American Rebel The Life of Clint Eastwood. Harmony. p. 255. ISBN 978-0-307-33688-0.
  6. Foote, John H. (30 de dezembro de 2008). Clint Eastwood: Evolution of a Filmmaker. Praeger. p. 82. ISBN 978-0-313-35247-8.
  7. a b Thompson, Douglas (1 de junho de 2005). Clint Eastwood: Billion Dollar Man, John Blake Publisher. pp. 166–189. ISBN 978-1-85782-572-5.
  8. a b Hughes, Howard (1 de setembro de 2009). Aim for the Heart. I.B. Tauris. p. 79. ISBN 978-1-845-11902-7.
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