Thiago Motta

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Thiago Motta
Thiago Motta
Thiago Motta em 2013
Informações pessoais
Nome completo Thiago Motta Santon Olivares
Data de nasc. 28 de agosto de 1982 (37 anos)
Local de nasc. São Bernardo do Campo (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Italiano
Altura 1,87 m
canhoto
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Posição Volante
Clubes de juventude
1997–1999 Juventus
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos)
1999-2002
2001–2007
2007–2008
2008–2009
2009–2012
2012–2018
Barcelona B
Barcelona
Atlético de Madrid
Genoa
Internazionale
Paris Saint-Germain
0084 000(11)
0139 0000(9)
0010 0000(0)
0027 0000(6)
0083 000(12)
0231 000(12)
Seleção nacional3
1999
2003
2011–2018
Brasil Sub-17
Brasil
Itália
0003 0000(1)
0002 0000(0)
0030 0000(1)
Times/Equipas que treinou3
2018–2019 Paris Saint-Germain Sub-19 0007

Thiago Motta Santon Olivares, mais conhecido apenas como Thiago Motta (São Bernardo do Campo, 28 de agosto de 1982), é um ex-futebolista ítalo-brasileiro que atuava como volante.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Thiago Motta iniciou sua carreira de futebolista no Clube Atlético Ypiranga (o CAY). Saiu do CAY e ingressou no CA Juventus, tradicional time da colônia italiana de São Paulo, com sede no bairro da Mooca.[1] Além de iniciar sua carreira no time da colônia, Thiago Motta também faz parte da colônia italiana. É bisneto do imigrante italiano Fortunato Fogagnolo, que imigrou de Polesella (Itália) para São Paulo (Brasil).

Foi no Juventus-SP que Thiago obteve a primeira chance de se tornar jogador profissional. O Juventus (até então) é o único clube do Brasil no qual Thiago atuou, e ele é muito agradecido pelo que o seu clube formador fez por ele, no seu início de carreira:

Quando atuava pelo Juventus, Thiago foi chamado pela Seleção Brasileira Sub-17 em um torneio amistoso em Toulon, na França, onde chamou a atenção de olheiros do Barcelona da Espanha.

Barcelona[editar | editar código-fonte]

Debutou na equipe principal dos blaugranas em 2001, em momento de crise no clube, ainda sendo um desconhecido em seu país. Nas categorias de base, jogava em posições ofensivas. Na equipe principal, porém, a única vaga disponível era a de volante, sendo escalado como um pelo então técnico Carles Rexach em um clássico contra o Real Madrid, para marcar ninguém menos que Zidane. Saiu-se bem e foi mantido na posição.

O mau momento, entretanto, só permitiu que o time terminasse na modesta sexta posição na temporada 2002–03. O Barcelona só foi viver boa fase com ele no elenco no decorrer da temporada 2003–04, a primeira com o reforço Ronaldinho Gaúcho na equipe. O título espanhol finalmente viria na de 2004–05, com uma legião de brasileiros no elenco, além dele, Ronaldinho, Edmílson, Belletti, Sylvinho e o naturalizado português Deco.

A medida que o time melhorava, entretanto, Motta ia perdendo espaço entre os titulares. Na temporada 2005–06, o Barça foi bicampeão espanhol com ele constantemente no banco de reservas. Paralelamente, o clube conseguiu o título mais importante, a Liga dos Campeões da UEFA, em que ele não entrou em campo na final. Esteve na outra decisão, no Mundial de Clubes da FIFA, mas a equipe super estrelada acabou surpreendentemente derrotada pelo Internacional.

O mundial no Japão ocorreu já na temporada seguinte, em que o clube viveu uma ressaca refletida principalmente pela má fase de Ronaldinho. Companheiro assíduo na vida noturna da estrela maior do grupo, Motta acabou vendido ao Atlético de Madrid. No entanto, sofreu com lesões e disputou apenas dez partidas com a camisa dos rojiblancos.

Genoa e Internazionale[editar | editar código-fonte]

Thiago Motta em treino da Internazionale.

Novamente sem espaço, foi para a equipe italiana do Genoa. Mas, após uma temporada de sucesso, voltou a ser valorizado, sendo contratado em maio de 2009, ainda com o Campeonato Italiano em andamento, pela Internazionale, que contratou também seu colega Diego Milito.[2]

Na Inter, logo foi se destacando e assumindo a posição de titular no clube nerazurri sob o comando de José Mourinho. Pelo clube italiano os principais títulos foram a Liga dos Campeões da UEFA e a Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Com o sucesso no time de Milão, Thiago Motta foi convocado para atuar pela Seleção Italiana.

Paris Saint-Germain[editar | editar código-fonte]

No dia 31 de janeiro de 2012, foi anunciado por Leonardo como novo reforço do Paris Saint-Germain.[3]

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Thiago Motta, Balotelli e Diamanti durante a Eurocopa de 2012.

A exemplo de seus conterrâneos Mazzola e Diego Costa, foi um dos poucos na história do futebol mundial a defender duas Seleções Nacionais na categoria principal.

Inicialmente, foi chamado para integrar a equipe que o Brasil levou para a Copa Ouro da CONCACAF de 2003 - torneio equivalente a Copa América - jogando duas partidas e ficando com o vice-campeonato. Nesta ocasião, a CBF optou em novamente utilizar uma equipe de idade olímpica (Sub-23) para representar a seleção principal. A convocação coincidiu com o momento em que ele passava a ser mais reconhecido em seu país, sendo titular do Barcelona na temporada 2002–03. Foi um dos atletas "europeus" vetados de participar do Torneio Pré-Olímpico no Chile, em janeiro de 2004. A Seleção acabou não se classificando e ele não pôde disputar as Olimpíadas de Atenas, para a qual tinha boas chances de ir.

Posteriormente, sem novas convocações na Seleção Brasileira, Motta passou a desejar oportunidades na Seleção Italiana, em função de seu bom momento no futebol do país. Foi convocado pela primeira vez no dia 6 de fevereiro de 2011, pelo técnico Cesare Prandelli.[4] No dia 7 de fevereiro, a FIFA autorizou Thiago a defender a Seleção Italiana mesmo tendo defendido oficialmente a Seleção Brasileira em duas oportunidades, uma decisão inédita da entidade.[5][6] Fez sua estreia no dia 9 de fevereiro, em um amistoso contra a Alemanha, com um empate de 1 a 1.[7] Nos 63 minutos em que esteve em campo, teve atuação discreta e recebeu um cartão amarelo.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Barcelona B
Barcelona
Internazionale
Paris Saint-Germain

Referências

  1. a b http://m.espn.com.br/noticia/265699_da-mooca-a-italia-thiago-motta-coloca-o-brasil-na-3-final-de-euro-seguida-mas-avisa-espanha-e-favorita
  2. «Genoa confirma transferências de Thiago Motta e Diego Milito para o Inter de Milão». Consultado em 20 de maio de 2009 
  3. Filippo Monteforte (31 de janeiro de 2012). «PSG confirma a contratação de Thiago Motta». Yahoo Esportes. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  4. «Técnico da Itália convoca brasileiro Thiago Motta, da Internazionale». Estadão. 6 de fevereiro de 2011. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  5. «Fifa autoriza Thiago Motta a jogar pela Itália». VEJA.com. 7 de fevereiro de 2011. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  6. «Fifa autoriza Thiago Motta defender a Itália». Jornal O Globo. 7 de fevereiro de 2011. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  7. «Itália empata no fim e mantém tabu sobre 'freguesa' Alemanha em amistoso». UOL Esporte. 9 de fevereiro de 2011. Consultado em 9 de setembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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