Thomas Lovejoy

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Thomas Lovejoy
Nascimento 22 de agosto de 1941 (78 anos)
Nova Iorque
Cidadania Estados Unidos
Alma mater Universidade Yale
Ocupação biólogo, ecólogo
Prêmios Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, Prêmio Tyler de Conquista Ambiental, Prêmio Planeta Azul, Prêmios Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento
Empregador Universidade George Mason

Thomas Lovejoy (Nova Iorque, 22 de agosto de 1941) é um ambientalista e biólogo norte-americano especializado em conservação, ecologia e biologia tropical.

Fez estudos superiores na Universidade de Yale, desde 1965 trabalha principalmente no Brasil, e em sua distinta carreira ocupou e ocupa posições de destaque. Entre 1973 e 1987 dirigiu a seção norte-americana do World Wildlife Fund, e de 1985 a 1987 foi seu vice-presidente internacional. Presidiu o Heinz Center for Science, Economics, and the Environment, foi conselheiro dos presidentes Reagan, Bush e Clinton, do Instituto Smithsonian, dos jardins botânicos de Nova Iorque e de Londres, conselheiro-chefe do Banco Mundial para biodiversidade e seu principal especialista sobre o ambiente latino-americano, presidiu a Society for Conservation Biology, é conselheiro do Yale Institute for Biospheric Studies e desde 2010 dá aulas na Universidade George Mason. No Brasil sua atuação se desenvolve junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, sendo o principal responsável por um projeto de grande escala que investiga o funcionamento de fragmentos florestais e os efeitos do desmatamento sobre a ecologia regional. Preparou muitos mestres e doutores.[1][2] É membro de muitas associações e sociedades científicas, incluindo a American Academy of Arts and Sciences, a American Association for the Advancement of Sciences, a American Ornithologists' Union, a American Philosophical Society, a Royal Society e a Linnean Society of London.[2]

É considerado um dos principais líderes do movimento ambientalista e o "pai da biodiversidade", termo que ele cunhou (originalmente como "diversidade biológica"), é um pioneiro na biologia da conservação, elucidou o conceito de Tamanho Mínimo Crítico para os ecossistemas,[2] e foi uma figura importante para chamar a atenção internacional para os problemas ambientais da Amazônia.[3] Também ganhou notoriedade na década de 1970 com suas previsões sobre uma possível extinção em massa decorrente da destruição ambiental.[4] Tem grande bibliografia publicada e recebeu vários prêmios, destacando-se o Prêmio Tyler de Conquista Ambiental 2001,[2] o Prêmio Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento 2009,[5] o Prêmio Planeta Azul 2012[4] e o Prêmio Muriqui 2013.[6] A espécie Polycyrtus lovejoyi foi batizada em sua homenagem.[4]

Referências

  1. Fioravanti, Carlos & Guimarães, Maria. "Thomas Lovejoy: Cinquenta anos de Amazônia". In: Pesquisa FAPESP, 2015 (230)
  2. a b c d Tyler Prize. "2001 Tyler Laureates" Arquivado em 23 de fevereiro de 2017, no Wayback Machine..
  3. Dennehy, Kevin. "Lovejoy, ‘Godfather’ of Biodiversity, Reflects On 50 Years in the Amazon". Yale School of Forestry and Environmental Studies
  4. a b c Delingpole, James. The Little Green Book of Eco-Fascism: The Left s Plan to Frighten Your Kids, Drive Up Energy Costs, and Hike Your Taxes! Regnery Publishing, 2013, p. 119
  5. Fundación BBVA. "Amazonia researchers Lovejoy and Laurance win the BBVA Foundation Frontiers of Knowledge Award in Ecology and Conservation Biology", 30/01/2009
  6. Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Prêmio Muriqui.

Ver também[editar | editar código-fonte]