Thomas Midgley

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Thomas Midgley
Nascimento 18 de maio de 1889
Local Beaver Falls
Morte 2 de novembro de 1944 (55 anos)
Local Worthington, Ohio
Prêmio(s) Medalha William H. Nichols (1923), Medalha Perkin (1937), Medalha Priestley (1941), Prêmio Willard Gibbs (1942)

Thomas Midgley Junior (Beaver Falls, 18 de maio de 1889Worthington, Ohio, 2 de novembro de 1944) foi um engenheiro mecânico e químico americano.

Midgely foi uma figura chave em uma equipe de químicos, liderados por Charles Kettering, que desenvolveu o tetraetilchumbo (TEL) aditivo à gasolina, bem como alguns dos clorofluorocarbonos (CFCs). Ao longo de sua carreira,foi concedida a Midgely mais de uma centena de patentes. Apesar de elogiado por suas contribuições científicas durante sua vida, os impactos ambientais negativos de algumas das inovações Midgley mancharam seu legado a ponto de ser conhecido, na cultura popular, como "O Homem que matou 1 bilhão de pessoas".

Midgley morreu três décadas antes dos efeitos do CFC na camada de ozônio e na atmosfera se tornarem amplamente conhecidos. Outro efeito negativo do trabalho Midgely foi a liberação de grandes quantidades de chumbo na atmosfera, como resultado da combustão em larga escala de gasolina com chumbo em todo o mundo. Altos níveis de chumbo na atmosfera tem sido associada com sérios problemas de saúde, uma vez que o chumbo se acumula no corpo humano (estima-se que um estadunidense tenha em seu sangue hoje 625 vezes mais chumbo do que uma pessoa que tenha vivido antes de 1923 - data do início da adição de chumbo à gasolina).[1][2][3][4][5][6] [7][8] J.R McNeill, um historiador do ambiente, observou que Midgley "teve mais impacto na atmosfera do que qualquer outro organismo na história da Terra".[8]

Referências

  1. «ToxFAQs: CABS/Chemical Agent Briefing Sheet: Lead.» (PDF). Agency for Toxic Substances and Disease Registry/Division of Toxicology and Environmental Medicine. 2006. 
  2. Golub, Mari S., : (2005). «Summary». Metals, fertility, and reproductive toxicity (Boca Raton, Fla.: Taylor and Francis). p. 153. ISBN 9780415700405. 
  3. Schoeters, G.; et al. (2008). «Endocrine Disruptors and Abnormalities of Pubertal Development». Basic & Clinical Pharmacology & Toxicology [S.l.: s.n.] 102 (2): 168–175. doi:10.1111/j.1742-7843.2007.00180.x. PMID 18226071. 
  4. Bergeson, Lynn L. (2008). «The proposed lead NAAQS: Is consideration of cost in the clean air act's future?». Environmental Quality Management [S.l.: s.n.] 18: 79. doi:10.1002/tqem.20197. 
  5. Cohen, Alan R.; Trotzky, Margret S.; Pincus, Diane (1981). «Reassessment of the Microcytic Anemia of Lead Poisoning». Pediatrics [S.l.: s.n.] 67 (6): 904–906. PMID 7232054. 
  6. Case Studies in Environmental Medicine Lead (Pb) Toxicity: How are People Exposed to Lead?
  7. «Information for the Community Lead Toxicity». Agency for Toxic Substances and Disease Registry. 
  8. a b McNeill, J.R. Something New Under the Sun: An Environmental History of the Twentieth-Century World (2001) New York: Norton, xxvi, 421 pp. (as reviewed in the Journal of Political Ecology)