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Tião Neto

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Tião Neto
Nome completoSebastião Costa Carvalho Neto
Nascimento1931
Rio de Janeiro, Brasil
Morte13 de junho de 2001 (69 anos)
Niterói, Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
Gênero(s)MPB, bossa nova
OcupaçãoBaixista, produtor musical
Instrumento(s)Baixo
Período em atividade1950-2001
Afiliação(ões)Banda Nova, Bossa Três

Sebastião Costa Carvalho Neto, conhecido como Tião Neto (Rio de Janeiro, 1931Niterói, 13 de junho de 2001) foi um baixista[1] e produtor musical brasileiro.[2] Tião Neto já tocou com os cantores consagrados da música popular brasileira, entre eles, Tom Jobim, João Gilberto e Sérgio Mendes, acompanhando-os como músico de apoio.[1]

Biografia

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Sebastião Costa Carvalho Neto foi criado em uma família de músicos. Aos 7 anos recebeu um prêmio de contrabaixo depois de se apresentar na rádio da Bahia, onde vivia na época. Mais tarde, trabalhou no setor aeronáutico, mas decidiu abandonar a atividade para direcionar seu interesse à música; retomou o estudo do contrabaixo e tornou-se aluno de Radamés Gnattali.[2]

Ele fez sua estreia na década de 1950 no Clube Central de Niterói, onde se juntou a outros músicos — entre eles Sérgio Mendes — em jam sessions de jazz e participou de um festival de jazz no Uruguai.[2] No início dos anos 1960, apresentou-se por um período em um trio formado por Mendes ao piano e uma sucessão rotativa de bateristas.[3] Em 1963 integrou a seção rítmica com Milton Banana para gravar o LP Getz/Gilberto. No mesmo ano, em turnê nos Estados Unidos, apareceu com o trio Bossa Três, formado por Neto, Luís Carlos Vinhas no piano e Edison Machado na bateria, e com esse grupo foi convidado ao Ed Sullivan Show.[2] Ainda nesse ano, excursionou pelo México em uma formação que incluía Jorge Ben, Wanda Sá, Rosinha de Valença e o baterista Chico Batera. Também participou de uma turnê europeia com João Gilberto e Milton Banana.[4]

Em 1964, apresentou-se no Japão com seu trio que acompanhava Nara Leão[4] e, no ano seguinte, mudou-se para Los Angeles, integrando as formações Mendes Brasil 65, 66, 77 e 88. De volta ao Brasil, em 1984, ingressou na Banda Nova de Tom Jobim, com a qual atuou em estúdio e no palco, e não apenas no Brasil; integrou também o Tião Neto Trio e a Banda São Jorge, além de acompanhar Nana Caymmi por três anos. A partir de 1998, abriu-se para Neto uma carreira paralela: ele foi chamado para inventariar todo o repertório da música brasileira gravada desde 1907, mas não deixou de se apresentar ao vivo com o grupo Bossa Três reativado. É também conferencista sobre temas relacionados ao jazz. Entre as inúmeras distinções, em 1968 figurou na lista dos vinte melhores baixistas do mundo elaborada pela revista Playboy.[2]

Referências

  1. a b Marco Antonio Barbosa (14 de junho de 2001). «Morre Tião Neto, baixista da Bossa Nova». CliqueMusic. Consultado em 22 de março de 2014 
  2. a b c d e «Biografia no Cravo Albin». dicionariompb.com.br. Consultado em 22 de março de 2014 
  3. «Há 50 anos, João Gilberto, Getz e Jobim começavam a gravar disco emblemático da bossa nova». Extra Online. 17 de fevereiro de 2013. Consultado em 17 de novembro de 2025 
  4. a b Ruy Castro, , Sassari, Angelica Editore, 2005 (ISBN 88-7896-001-2), p. 339-340.

Ligações externas

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