Tiago Rodrigues

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Tiago Rodrigues
Tiago Rodrigues 2017
Nascimento 1977 (40 anos)
Lisboa
Nacionalidade  Portugal
Ocupação Actor, dramaturgo, produtor teatral e encenador
Outros prêmios
Globo de Ouro (2013)
IMDb: (inglês)

Tiago Rodrigues (Lisboa, 1977) é um actor, dramaturgo, produtor teatral e encenador português. Desempenhou funções como director artístico do Mundo Perfeito - estrutura que criou em 2003 - e foi nomeado pela Secretaria de Estado da Cultura director artístico do Teatro Nacional D. Maria II em Dezembro de 2014.[1]

Seja a trabalhar 14 horas por dia como aprendiz numa cozinha de três estrelas Michelin para criar "O que se leva desta vida", a filmar um dos mais conhecidos pivôs de Telejornal em silêncio para o espectáculo "Se uma janela se abrisse" ou a encenar um espectáculo na fachada de um edifício em "Hotel Lutécia", o trabalho de Tiago Rodrigues tem sido reconhecido pela sua capacidade de derrubar fronteiras entre o teatro e diferentes realidades.

Trabalhou como jornalista no semanário Grande Amadora, ao mesmo tempo que frequentava a Escola Superior de Teatro e Cinema. Aos 21 anos, desiste da escola de teatro para trabalhar com a companhia belga tg STAN, com a qual continua a colaborar desde 1998, tendo co-criado e interpretado espectáculos em inglês e francês apresentados em mais de 15 países. No seus primeiros anos como actor, também colaborou com os Artistas Unidos e com o colectivo SubUrbe, ao mesmo tempo que dirigia criativamente vários programas de televisão alternativos, entre os quais o premiado "Zapping", como argumentista para televisão com as Produções Fictícias e como cronista em vários jornais como o Diário de Notícias, Expresso e A Capital.

Aos 26 anos, começa a trabalhar como professor convidado na escola de dança contemporânea PARTS, em Bruxelas, dirigida pela coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker. Depois disso, dá aulas em diversas escolas de teatro e dança em Portugal, entre as quais a Universidade de Évora, ESMAE, Balleteatro e Escola Superior de Dança de Lisboa, assim como no estrangeiro, seja em programas universitários como o mestrado "The Autonomous Actor" em Estocolmo, ou dirigindo workshops para actores nos teatros onde também faz digressão.

Em 2003, decide sediar a sua actividade em Lisboa e cria a estrutura Mundo Perfeito em conjunto com Magda Bizarro,[1] onde continua a desenvolver um trabalho fortemente baseado na colaboração artística e nos processos colectivos, criando uma grande quantidade de espectáculos num curto período de tempo, alguns produzidos por prestigiados festivais como o Alkantara Festival ou o Festival d'Automne à Paris, e fazendo digressão em países como Portugal, Bélgica, Brasil, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Itália, Líbano, Noruega, Reino Unido, Singapura, Suécia e Suíça. Além de co-criações internacionais como "Berenice", com os já seus conhecidos belgas tg STAN ou "Yesterday's Man", com os artistas libaneses Rabih Mroué e Tony Chakar, Tiago Rodrigues foi co-autor de espectáculos com alguns dos mais relevantes criadores portugueses. Também levou à cena textos inéditos de autores internacionais como Tim Etchells ou Nature Theatre of Oklahoma, tal como de dezenas de autores portugueses, entre os quais se destacam José Luís Peixoto, Jacinto Lucas Pires, José Maria Vieira Mendes ou Miguel Castro Caldas. Também com o Mundo Perfeito, criou e coordenou os projectos "Urgências", no âmbito da nova dramaturgia portuguesa, e "Estúdios", dedicado à colaboração artística entre criadores portugueses e estrangeiros. O seu ritmo de trabalho é surpreendente: com a companhia Mundo Perfeito, criou mais de 30 peças[1] entre 2003 e 2014, donde se destacam "Se uma janela se abrisse", "Tristeza e alegria na vida das girafas", "Três dedos abaixo do joelho", "By Heart", "Bovary" e "António e Cleópatra".

Em 2010, já no Mundo Perfeito, Tiago Rodrigues inicia uma nova etapa no seu percurso, passando a criar as suas próprias peças, embora continue a desenvolver colaborações artísticas. A primeira peça que escreve e dirige intitula-se "Se uma janela se abrisse" e mereceu uma nomeação para Melhor Espectáculo do Ano pela SPA. Em 2012 uma das suas criações, “Três dedos abaixo do joelho”, foi duplamente premiada na categoria de Melhor Espectáculo de Teatro 2012 pela SPA e pelos Globos de Ouro.

Além do seu trabalho pessoal, Tiago Rodrigues colaborou como dramaturgista e autor de textos em três obras do coreógrafo Rui Horta e também como dramaturgista e tradutor dos textos de Rodrigo Garcia para os criadores Ana Borralho e João Galante.

Tiago Rodrigues também tem continuado o seu trabalho como actor e argumentista para cinema e televisão, colaborando com realizadores como Tiago Guedes e Frederico Serra, João Canijo, Bruno de Almeida e Marco Martins, entre outros. Em "Mal Nascida", de João Canijo, filme seleccionado para a competição oficial do Festival de Veneza, a sua interpretação mereceu-lhe o Prémio de Melhor Actor Secundário de 2008 da GDA. Recentemente, escreveu o argumento e também foi actor da mini-série "Noite Sangrenta", vencedora do prémio de Melhor Ficção Televisiva da SPA e nomeada para o prémio de Melhor Mini-série no Festival Internacional de TV de Monte Carlo, ao lado de produções de todo o mundo.

Tiago Rodrigues também desenvolveu vários projectos artísticos comunitários como uma oficina de escrita criativa com menores detidos em centros educativos que mais tarde resultou num programa no Rádio Clube Português; escrevendo e dirigindo o espectáculo "Bela Adormecida" com actores e bailarinos maiores de 60 anos, dando origem à Companhia Maior; escrevendo o texto "A mulher que parou" para o projecto de teatro desenvolvido pela associação Alkantara no bairro da Cova da Moura; escrevendo também o texto "Coro dos maus alunos" para o projecto PANOS, da Culturgest, que foi levado à cena por mais de uma dezena de grupos de teatro escolar em todo o país e também encenado e premiado pela Cia. Arthur-Arnaldo de São Paulo, no Brasil; ou coordenando a criação de uma peça colectiva por estudantes do secundário acerca do tema Governar, em colaboração com o Teatro Maria Matos.

Profundamente enraizado numa tradição de teatro colectivo, as suas últimas peças destacam-se pela forma como manipulam documentos com ferramentas teatrais, combinando as vidas pública e privada e desafiando a nossa percepção de fenómenos históricos e sociais.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Carvalho, Cláudia (27 de Outubro de 2014). «Tiago Rodrigues é o novo director do D. Maria II e Miguel Honrado preside à administração». Público. Consultado em 1 de Janeiro de 2015