Tiamina

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Tiamina
Alerta sobre risco à saúde
Forma estrutural
Modelo tridimencional
Nome IUPAC 2-[3-[(4-amino-2-metil-pirimidin-5-il) metil]-4-metil-tiazol-5-il] etanol
Outros nomes Hidrocloreto de aneurina
Identificadores
Número CAS 59-43-8,67-03-8
PubChem 1130
ChemSpider 5819
KEGG C00378
MeSH Thiamine
ChEBI 18385
Código ATC A11DA01
SMILES
InChI
1/C12H17N4OS/c1-8-11(3-4-17)18-7-16(8)6-10-5-14-9(2)15-12(10)13/h5,7,17H,3-4,6H2,1-2H3,(H2,13,14,15)/q+1/f/h13H2
Referência Beilstein 3595616
Referência Gmelin 334462
3DMet B00096
Propriedades
Fórmula química C12H17N4OS
Massa molar 265.3492 g mol-1
Ponto de fusão

248 °C, 521 K, 478 °F

Solubilidade em água Solúvel
Riscos associados
Principais riscos
associados
Alergias
Compostos relacionados
Compostos relacionados Monofosfato de tiamina
Difosfato de tiamina
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A tiamina ou vitamina B1, é uma vitamina encontrada em alimentos e usada como um suplemento alimentar.[1] Como um suplemento é utilizada para tratar e prevenir a deficiência de tiamina e de doenças que resultam desta, incluindo o beribéri, síndrome de Korsakoff e a psicose de Korsakoff. Outros usos incluem a doença da urina em xarope de bordo e a síndrome de Leigh. Pode ser tomada por via oral ou por injecção.[2]

Efeitos colaterais geralmente são poucos. Reações alérgicas, incluindo anafilaxia, podem ocorrer. A tiamina é a da família do complexo B, necessária para o metabolismo dos hidratos de carbono.[2] Como as pessoas são incapazes de fazê-la, é um nutriente essencial. Fontes alimentares incluem grãos integrais, carne e peixe.[1]

A tiamina foi descoberta em 1897, isolada em 1926, e sintetizada pela primeira vez em 1936.[3] Está na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde, os medicamentos mais eficazes, seguros e necessários em um sistema de saúde.[4] A tiamina está disponível como um medicamento genérico e disponível para venda livre. O custo grossista no mundo em desenvolvimento é de cerca de 2.17 USD por um gm frasco.[5] Nos Estados Unidos um suprimento mensal é menos de 25 USD.[6] Alguns países exigem a sua adição a determinados alimentos, como grãos.[7]

Deficiência[editar | editar código-fonte]

A deficiência ocorre freqüentemente em pacientes com dependência de álcool, desnutridos, com vômitos frequentes (incluindo gestantes com hiperêmese gravídica) e após cirurgia bariátrica (gastroplastia redutora).

Podem prejudicar a absorção da Vitamina B1: Álcool, café, cigarro e antiácido.

Alimentos ricos em Vitamina B1

Sintomas de sua deficiência[editar | editar código-fonte]

Encefalopatia de Wernicke (Manifestação aguda da carência de vitâmina B1 associada a ingesta de grandes quantidades de glicose). Caracterizada clínicamente por uma tríade clássica: Ataxia, oftalmoplegia e confusão mental.

Síndrome de Korsakoff (é a manifestação neurológica crônica da deficiência de tiamina. Caracterizada por amnésia anterógrada, confabulação e desorientação. Acompanham esses sintomas: Beribéri (o que inclui perda de peso, distúrbios emocionais, inflamação e degeneração dos nervos, fraqueza e dor nos membros, períodos de batimento cardíaco irregular e edema), insuficiência cardíaca, distúrbio mental, perda de apetite e de energia.

Referências

  1. a b «Office of Dietary Supplements - Thiamin». ods.od.nih.gov. 11 de fevereiro de 2016. Consultado em 30 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2016 
  2. a b «Thiamine Hydrochloride». The American Society of Health-System Pharmacists. Consultado em 8 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2016 
  3. Squires, Victor R. (2011). The Role of Food, Agriculture, Forestry and Fisheries in Human Nutrition - Volume IV (em inglês). [S.l.]: EOLSS Publications. p. 121. ISBN 9781848261952. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2016 
  4. «WHO Model List of Essential Medicines (19th List)» (PDF). World Health Organization. Abril de 2015. Consultado em 8 de dezembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 13 de dezembro de 2016 
  5. «Vitamin B1». International Drug Price Indicator Guide. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  6. Hamilton, Richart (2015). Tarascon Pocket Pharmacopoeia 2015 Deluxe Lab-Coat Edition. [S.l.]: Jones & Bartlett Learning. p. 230. ISBN 9781284057560 
  7. «Why fortify?». Food Fortification Initiative. 2017. Consultado em 4 de abril de 2017. Cópia arquivada em 4 de abril de 2017 
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