Tidal (serviço)

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Tidal
Autor Aspiro
Plataforma Adobe Air, multiplataforma
Lançamento 28 de outubro de 2014 (3 anos)
Idioma(s) Inglês, português, espanhol, norueguês, alemão, dinamarquês, polaco, sueco
Sistema operativo Microsoft Windows, OS X, Android, iOS, Windows Phone, MeeGo
Género(s) Música
Estado do desenvolvimento Ativo
Página oficial tidal.com

Tidal (estilizado como TIDAL, também conhecido como TIDALHiFi) é um serviço de distribuição digital de música por subscrição que combina áudio com compressão sem perda de dados e vídeos musicais de alta definição. Tidal é mais conhecido por ter Jay-Z como um dos responsáveis pelo serviço. Lançado em 2014 pela empresa pública sueca Aspiro, o programa pode ser usado em computadores com sistemas operativos Microsoft Windows, OS X e MeeGo, além de dispositivos móveis com Windows Phone, iOS e Android. Com mais de 25 milhões de faixas disponíveis e 75 mil vídeos, possui acordos com as três editoras discográficas multinacionais, além das várias independentes.[1] No primeiro trimestre de 2015, a companhia Aspiro foi adquirida por 466 mil coroas suecas[2] (49.5 mil euros) pela Project Panther Ltd., cujo proprietário é Shawn "Jay Z" Carter.[3][4]

Em março de 2015, sem planos de subscrição gratuitos, o serviço contava com mais de 580 mil utilizadores e operava em 31 países.[5][6] Além de contar com o material do próprio, é promovido como o primeiro serviço do género detido por cantores e compositores.[7] Em abril de 2015, Tidal já tinha apresentado exclusivos como o vídeo musical de "Die for You", uma canção inédita de Beyoncé, uma previsão do teledisco para "Ghosttown" de Madonna e a música "American Oxygen" de Rihanna.[8] No Brasil, o Tidal não é muito popular, apesar das expectativas depositadas no serviço. Entre os artistas brasileiros que utilizam o Tidal, Claudia Leitte é um grande destaque; a partir do referido serviço de streaming, suas músicas ganham destaque internacional, o que mostra a grande capacidade do serviço.[4]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Micah Peters, do jornal USA Today, listou "3 motivos pelos quais o serviço de Jay Z é estúpido". O artigo focou nos pontos em que o áudio em alta qualidade e sem perdas era promovido de forma "superestimada para um ouvinte com recursos médios". Peters teme que a maioria dos ouvintes não tenha fontes de ouvido avançados para distinguir a diferença entre o áudio comum e o de alta fidelidade. Além disso, o artigo relata que o preço de Dólar americano 20 não é razoável para o mercado de massa.[9]

A artista britânica Lily Allen expressou sua opinião acerca da plataforma por meio de sua conta do Twitter. A cantora afirma que o alto preço do Tidal, aliado à popularidade em massa de co-proprietários da plataforma, pudesse resultar no enfraquecimento da indústria musical e no aumento da pirataria. Por conseguinte, afirmou: "Eu amo tanto o Jay Z, mas o Tidal é [tão] caro comparado aos demais serviços de streaming perfeitamente bons. Ele pegou os maiores artistas e tornou-os exclusivos do Tidal. Pessoas vão se juntar aos sites piratas massivamente." Rebatendo as críticas negativas da plataforma, Jay Z fez um freestyle no evento Tidal X: Jay Z B-Sides, comparando o Tidal com a Apple e a Nike, além de afirmar que o serviço foi fruto de críticas hipócritas.[10][11]

A decisão de Kanye West de lançar seu álbum The Life of Pablo exclusivamente no Tidal foi avaliada negativamente pelos fãs, ressaltando a possibilidade de promoção da pirataria. Consequentemente, o álbum foi pirateado mais de 500.000 vezes em 17 de fevereiro de 2016.[12] Tempos depois, o álbum foi liberado para os demais serviços de streaming.[13] Em julho de 2017, West rescindiu seu contrato com a Tidal, alegando a dívida de US$ 3 milhões de plataforma.[14] Contrária às recepções negativas da plataforma, Glenn Peoples, da revista americana Billboard, escreveu que o Tidal foi um grande feito para a indústria musical. Na avaliação, afirmou que mercado de streaming dos Estados Unidos precisou de um empurrão devido à alta demanda do serviço de 2014 para 2015. Peoples também notou a ampliação da competição no mercado de streaming como algo positivo, ocasionado uma possível "difusão da inovação". Na crítica, Peoples conclui que um serviço como o Tidal – que promove o pagamento de uma quantia justa de royalties para artistas e compositores – levará a indústria a uma solução mais eficaz de problemas envolvendo os royalties.[15]

Acusações[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2017, o jornal noreguês de negócios Dagens Næringsliv relatou o recebimento de documentos internos divulgando a contagem de assinantes menor do que foi anunciada oficialmente anteriormente, tendo 350.000 usuários em setembro de 2015 — contradizendo a alegação de Jay Z de que o serviço tinha um milhão de assinantes — e 850.000 assinantes até março de 2016, ao invés de 3 milhões reivindicados pelo serviço posteriormente.[16][17]

Em maio de 2018, o mesmo jornal publicou um relatório acusando a plataforma de falsificar intencionalmente os números de streaming para os álbuns The Life of Pablo, de Kanye West, e Lemonade, de Beyoncé. Consequentemente, os royalties eram inflados e pagos às gravadoras correspondentes. O jornal contou com o apoio da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia para a aferição dos dados recolhidos. A revista Variety relata que o serviço de música "raramente compartilha seus dados publicamente", sendo "a plataforma exclusiva para ambos os álbuns". No mesmo relatório, cita-se que o álbum de West foi reproduzido 250 milhões de vezes nos primeiros dias de lançamento em 2016, enquanto o serviço contava supostamente com apenas 3 milhões de assinantes. A afirmação, portanto, emite um significado de que cada assinante tocava o álbum completo numa média de oito vezes por dia. Em consonância com a acusação, o álbum de Beyoncé foi transmitido 306 milhões vezes em seus primeiros 15 dias de lançamento em abril de 2016.[18]

Em 15 de maio de 2018, um novo relatório publicado pelo jornal Dagens Næringsliv alegou que a plataforma tem atrasado o pagamento de artistas há pelo menos seis meses. Sveinung Rindal, CEO da Phonofile, uma gravadora subsidiária da Sony, confirmou a existência de atrasos no pagamento às gravadoras. Em consonância, Frithjof Boye Hugnes, CEO da gravadora Propeller Recordings, confirmou que "os pagamentos não são realizados desde outubro [de 2017] e os artistas têm cogitado a retirada de seus trabalhos do Tidal."[19]

Referências

  1. «Tidal launches in five more European countries» (em inglês). Music Week. 22 de janeiro de 2015. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  2. David Gilbert (30 de março de 2015). «Tidal launch livestream: Watch Jay Z relaunching high fidelity music streaming service» (em inglês). International Business Times. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  3. «Jay Z Buys the Music Streaming Firm, Aspiro» (em inglês). The New York Times. 13 de março de 2015. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  4. a b Paulo Matos (30 de janeiro de 2015). «Jay Z adquire dois serviços de streaming de música por 49,5 milhões de euros». Exame Informática. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  5. «Second Quarter 2014 presentation» (PDF) (em inglês). Aspiro. 17 de julho de 2014. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  6. «Jay Z's TIDAL Fully Integrates WiMP Streaming Service» (em inglês). Billboard. 23 de março de 2015. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  7. «Tidal: Jay Z, Kanye West, Madonna, And More Announce New High-Fidelity Streaming Service». Inveterate (em inglês). 31 de março de 2015. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  8. Glenn Peoples (8 de abril de 2015). «Tidal Is Pinning Its Hopes on Exclusives, But Does That Content Even Matter?» (em inglês). Billboard. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  9. Peters, Micah (31 de março de 2015). «3 reasons why Jay Z's new Tidal streaming service is stupid». For The Win USA Today. Consultado em 31 de março de 2015. 
  10. «Lily Allen fears Tidal will cripple music industry». UTV. 31 de março de 2015. Consultado em 31 de março de 2015. 
  11. «Jay Z Announces "Tidal X: Jaÿ-Z B-Sides" Concert Featuring Rare Music». Pitchfork. 29 de abril de 2015. Consultado em 19 de maio de 2015. 
  12. reporter, Zoe Kleinman Technology; News, B. B. C. «Kanye West album 'pirated 500,000 times' already». BBC News. Consultado em 24 de fevereiro de 2016. 
  13. Jenkins, Nash (1 de abril de 2016). «Kanye West's The Life of Pablo Is Finally Available On Spotify». Time. Consultado em 13 de janeiro de 2018.. Cópia arquivada em 25 de agosto de 2017 
  14. «Kanye West quits TIDAL, claiming service owes him $3m - report - Music Business Worldwide». 2 de julho de 2017. Consultado em 4 de julho de 2017. 
  15. Peoples, Glenn (31 de março de 2015). «3 Reasons Why Jay Z's Tidal Is Good for the Music Business -- Even If It Fails». Billboard. Consultado em 1 de abril de 2015. 
  16. «Jay Z's Tidal Streaming Service May Have Inflated Subscriber Numbers (Report)». Variety. Consultado em 21 de janeiro de 2017. 
  17. «Tidal may have been inflating its subscriber numbers». The Verge. Consultado em 21 de janeiro de 2017. 
  18. Aswad, Jem (9 de maio de 2018). «Tidal Accused of Falsifying Beyonce and Kanye West Streaming Numbers». Variety. Consultado em 9 de maio de 2018. 
  19. «Artister far ikke betalt av Tidal». Dagens Næringsliv. 15 de maio de 2018. Consultado em 17 de maio de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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