Timorante

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Timorante
—  Distrito do Brasil  —
Mapa de Exu (2).png
Coordenadas 7° 40' 53" N 39° 48' 08" O
Estado  Pernambuco,  Brasil
Município Exu
Criado em 17 de setembro de 1945 (71 anos)
Área
 - Total 4260 km²
População (2010)
 - Total 4 387 hab
    • Densidade 1,03 hab. hab./km²
Limites oeste: Bodocó; sul: Granito; norte: Exu

Timorante é um distrito brasileiro administrado pelo município de Exu no estado de Pernambuco no Sertão Pernambucano na região do Araripe.[1] Localizado as margens da BR-122, é um distrito administrado por dois municípios e dividido em duas partes: zona norte, a 15min. do município de Exu e zona sul, a 30min. de Granito. Timorante é um dos maiores e mais importantes distritos da terra do Rei do Baião. Fundado no dia 17 de setembro de 1945 junto aos distritos de Zé Gomes, Tabocas e Viração, fazem parte e incorporam todo o território do município de Exu.[2][3] Passou a denominar-se Timorante pelo decreto-lei estadual n° 952, de 31 de dezembro de 1943, antes, dominava-se de Baixio.

História[editar | editar código-fonte]

Timorante é um pequeno povoado do interior de Pernambuco. Está localizado nas margens da principal rodovia do interior do estado, a BR-122. Timorante antes de ser conhecido pelo seu nome atual era conhecido como Baixio ou Baxi, como era chamado pelos mais velhos, cujo nome tem significado geograficamente por ser uma região de terras baixas e planas que eventualmente eram banhadas pelas águas vindas das evasões residuais dos açudes que, como era dito, sangravam e alagavam essas terras no inverno e após as estiagens surgia uma terra fértil para o plantio agrícola. Por se encontrar no caminho que águas que vinha de cima das serras para encontrassem com as águas do Rio São Francisco, era de fato um risco para o crescimento e o desenvolvimento do vilarejo e era de urgência mudar o vilarejo para um lugar mais plano e abrigado das enchentes. Para isso ere preciso que alguém pudesse intervir e ajudar na transferência do povoado para um lagar seguro e que pudesse contribuir com a doação de terras e na época, os donos de maiores terrenos longe de alagamentos eram: Nelson da Costa Araújo e seu primo Zeba da Costa Araújo.

Doação das terras e a fundação de Timorante[editar | editar código-fonte]

Escola Nelson Araújo em Timorante

Abrangendo o que é agora a BR-122, pelo qual corta boa parte do distrito, os primos Araújo, eram donos de grande parte de terrenos semi planos e longe do caminho das águas que cortavam a região indo até o famoso Rio Brígida, localizado afrente do Museu do Gonzagão. Dispostos a ajudarem os aldeões que ali viviam, eles cederam parte de suas propriedades para que pudesse ser estabelecido o novo Baixio. Agora tendo um lugar melhor, o distrito pode começar a se desenvolver e a crescer, com o passar dos anos, o distrito começou a chamar a atenção de povoados vizinhos, que começaram a investir economicamente com suas compras e vendas de diversos produtos como: feijão, milho, farinha, algodão e é claro, o comércio de gado de corte e criações de cabras, porcos e galinhas. Atualmente possui uma das melhores instituições de ensino Médio e Fundamental do Sertão Pernambucano na região do Araripe[1], a única de referências acadêmicas a Escola Estadual Nelson Araújo (em homenagem a um de seus fundadores), a E.E.N.A (sigla) ou simplesmente E.N.A (sigla) ou também grupo (pelos mais antigos).

Mesmo não tendo os recursos que tem em suas sedes administrativas, não fez o distrito parar de crescer e por este salto, com o decreto-lei estadual n° 952, passa a se chamar de Timorante e tornou-se um dos mais importantes distritos das suas sedes. Atualmente, se divide em duas partes administráveis por dois municípios, Exu e Granito, mas antes o município de Bodocó já foi administrador do distrito até abrir mão de sua parte por motivos pessoais. Assim, as três divisões de Timorante, o torna maior ou menor conforme esta divisão.

  • Zona norte: metade e final de Timorante
  • Zonas oeste e sul[a]: outra metade e início de Timorante

a: zona pertencente a Granito, após saída de Bodocó.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma altitude de 523 metros (o mesmo que sua sede), sua extensão territorial pode ser maior ou menor se levar em conta a unificação das partes pertencentes e administradas por Exu (zona oeste) e Crato (zonas leste e sul), podendo ser o dobro do que foi abordado no tópico anterior.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é semiárido e quente, frio no inverno e quente no verão, com grandes intervalos no período chuvoso, ou seja, suas estações de chuva são irregulares e demoram até a próxima estação.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação é predominantemente de Caatinga Hipoxerófila. O distrito também apresenta vegetação de cerrado, com espécies como: aroeira, braúna, sabiá, tambori, pequi, sucupira, angico, amburana (branca e vermelha), cedro, angico, eucalipto e a algaroba (Prosopis juliflora), árvore esta muito utilizada nas criações de cercas e seus frutos utilizados como ração para à alimentação bovina e demais criação.

As principais espécies animais da região são o preá, tatupeba, gambá, sagui, urubu, coruja, gavião, raposa, carcará ou Cara-cara e raposa, além de diversos tipos de aves e répteis.

Cultura[editar | editar código-fonte]

No distrito ocorre o evento São João do Gonzagão.[1]

Ponto Turístico[editar | editar código-fonte]

Em seus 70 anos de fundação, não podemos deixar de fora uns de seus principais pontos turísticos de maior expressão que, para os timorantenses é uma de suas Sete Maravilhas, a famosa Pedra do Chapéu.

A Pedra do Chapéu[editar | editar código-fonte]

A pedra do chapéu é uma formação rochosa de origem pré-histórica que tem a aparência de um grande chapéu e é um dos pontos mais vistos de Timorante, além de suas enormes serras, é formada por quatro grandes rochas onde, três formam a base e uma de forma arredondada e achatada em cima da mesma dando a característica de um chapéu. Historicamente a pedra tinha um considerado tamanho quatro vezes o tamanho de hoje. Eventualmente na criação da BR–122 foi preciso tirar grande parte da pedra para ser usada como brita no asfalto, deixando-a com o tamanho que tem atualmente. A pedra do chapéu é um dos orgulhos mais importantes da história de Timorante só perde para a sua vizinha a Pedra do Claranã, localizada na cidade do Bodocó. Como qualquer ponto turístico, está cercada por mitos e lendas, sendo até ponto de usuários de narcóticos e rituais de magia negra, dando um ar de mal assombrado e sobrenatural, já foi também esconderijo de Cangaceiros que circularam aquela região ha décadas.

Referências

  1. a b c Prefeitura de Exu. «Distrito de Timorante sedia o São João do Gonzagão». Consultado em 25 de abril de 2015. Cópia arquivada em 25 de abril de 2015 
  2. «Estimativa Populacional 2014». Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agosto de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 [ligação inativa]
  3. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 [ligação inativa]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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