Timothy Mulholland

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Timothy Mulholland
Nome completo Timothy Martin Mulholland
Nascimento 13 de novembro de 1949 (67 anos)
Nacionalidade  Estados Unidos  Brasil
Ocupação Psicólogo
Principais trabalhos DF em Questão e A Universidade e o Futuro do País - Série Brasil em Questão
Cargo Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB)

Timothy Martin Mulholland (Califórnia, 13 de novembro de 1949) foi professor e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB).

Nascido nos EUA, veio com dois anos de idade com a família para o Brasil. Graduado em Psicologia pela Westmont College (1971), possui mestrado e doutorado em psicologia cognitiva pela Universidade de Pittsburgh (1974 e 1976, respectivamente). Foi professor da UnB a partir de 1976. Como dirigente da Universidade ocupou todos os cargos mais importantes: Diretor do Instituto de Psicologia, Chefe de Gabinete da Reitoria - Gestão João Claudio Todorov, Vice Reitor de 1997 a 2005 e finalmente reitor eleito em 2005. Em 1996 naturalizou-se brasileiro.[1]

Tem três enteados e dois filhos, entre os quais a atriz Rosanne Mulholland.[2][3]

Possui dois livros publicados, DF em Questão e A Universidade e o Futuro do País - Série Brasil em Questão, ambos de 2006.

Denúncia[editar | editar código-fonte]

Mulholland foi acusado pelo Ministério Público de cometer improbidade administrativa. A acusação é de que teria gasto R$ 470.000,00 para a compra de um carro e para mobiliar um apartamento funcional que veio a ocupar com a família por quase um ano, uma cobertura de quase 400m². O dinheiro teria vindo de um fundo de desenvolvimento institucional da UnB. O caso chamou a atenção da opinião pública pela absurda quantia de 900 reais gasta na compra de uma lixeira.

No dia 4 de abril de 2008, a reitoria da UnB foi ocupada por estudantes que exigiam a saída do reitor. Mulholland respondeu dizendo que "não sairia, pois havia sido democraticamente eleito". No dia 10 de abril, porém, Mulholland pediu afastamento do cargo por sessenta dias[4] e logo depois renunciou.[5]

Justiça[editar | editar código-fonte]

Timothy Martin Mulholland foi absolvido pela Justiça Federal do Distrito Federal da acusação de improbidade administrativa. Hamilton de Sá Dantas,juiz federal 21ª Vara da Seção Judiciária do DF, considerou que os gastos não foram usados em benefício do ex-reitor e de Érico Paulo Weidle, decano da administração da UnB, que também foi inocentado. Dantas admitiu o argumento da defesa dos acusados, que alegou que os bens foram adquiridos para o “desenvolvimento institucional” da universidade, destinados à recepção de membros da comunidade acadêmica nacional e internacional. Ele alegou inclusive que este caso nunca poderia ser enquadrado como improbidade administrativa visto que os bens adquiridos fazem parte do patrimônio da UnB. Inclusive, a verba utilizada não teria natureza pública pois a Finatec é uma fundação de Direito Privado autônoma, sem vínculo com a universidade. Considerou também que caso deve ser tratado no âmbito administrativo, e não pelo Poder Judiciário, sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes.

Ao julgar improcedente a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal contra o ex-reitor e o decano, Dantas afirmou que, se entendesse que houve improbidade administrativa neste caso, o MPF teria de ajuizar ações contra os administradores e membros dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e até mesmo do próprio MPF, que, “notoriamente, transitam em carros luxuosos e usam instalações dignas de reis e rainhas”. [6]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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