Tiptologia

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Tiptologia é a forma de Comunicação obtida pela sucessão de pancadas ou batidas curtas feitas em algum material rígido, usualmente madeira, produzindo ruídos. Trata-se, pois, de uma forma de Sematologia.

Segundo muitos espiritualistas, na história do Moderno Espiritualismo a tiptologia foi o meio utilizado nas primeiras comunicações entre os mortos (espíritos desencarnados) e os vivos (espíritos encarnados), no episódio protagonizado pelas Irmãs Fox em Hydesville, nos Estados Unidos da América, em 31 de março de 1848. Nesse episódio registrou-se a utilização da forma mais simples de tiptologia, ou seja, uma combinação, entre as duas partes comunicantes, em que certa quantidade de pancadas significaria "Sim" e outra quantidade, "Não". Logo, essa forma simples de comunicação evoluiu para uma forma mais elaborada, a chamada tiptologia alfabética, na qual a quantidade de pancadas significava uma determinada letra do alfabeto ou determinado algarismo, conforme combinação prévia entre as duas partes comunicantes.

A Tiptologia segundo a Doutrina Espírita[editar | editar código-fonte]

Espíritos Batedores[editar | editar código-fonte]

No começo do Moderno Espiritualismo e do Espiritismo, comunicações importantes foram feitas por meio da tiptologia. Com o tempo, no entanto, devido à morosidade do processo, as comunicações passaram a ser feitas por outros meios até alcançar a psicografia ou psicofonia. Alega-se que nos dias de hoje, as ocorrências de fenômenos tiptológicos estão praticamente restritas àquelas em que um espírito desencarnado deseja se fazer notar aos encarnados presentes, geralmente para perturbá-los. A Doutrina Espírita denomina de "espíritos batedores" aqueles que se comunicam por meio de pancadas.

Mediunidade de Efeitos Físicos[editar | editar código-fonte]

Segundo a Doutrina Espírita, a tiptologia é um fenômeno mediúnico de efeitos físicos, ou seja, para que um Espírito desencarnado possa se comunicar com os encarnados (vivos), é necessário que um ou mais destes seja médium de efeitos físicos.

No Item 161 do Capítulo IV de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec esclarece:

"160. Os médiuns de efeitos físicos são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc. Podem dividir-se em médiuns facultativos e médiuns involuntários.
"Os médiuns facultativos são os que têm consciência do seu poder e que produzem fenômenos espíritas por ato da própria vontade. Conquanto inerente à espécie humana, conforme já dissemos, semelhante faculdade longe está de existir em todos no mesmo grau. Porém, se poucas pessoas há em quem ela seja absolutamente nula, mais raras ainda são as capazes de produzir os grandes efeitos tais como a suspensão de corpos pesados, a translação aérea e, sobretudo, as aparições. Os efeitos mais simples são a rotação de um objeto, pancadas produzidas mediante o levantamento desse objeto, ou na sua própria substância. Embora não demos importância capital a esses fenômenos, recomendamos, contudo, que não sejam desprezados. Podem proporcionar ensejo a observações interessantes e contribuir para a convicção dos que os observem. Cumpre,entretanto, ponderar que a faculdade de produzir efeitos materiais raramente existe nos que dispõem de mais perfeitos meios de comunicação, quais a escrita e a palavra. Em geral, a faculdade diminui num sentido à proporção que se desenvolve em outro."

A tiptologia na Codificação Espírita[editar | editar código-fonte]

A tiptologia é analisada de forma detalhada por Kardec no Capítulo XI de O Livro dos Médiuns, cujo título é "Da Sematologia e da Tiptologia". Este tema é de extrema importância para a Doutrina Espírita, pois foi por meio da manifestação e divulgação desse fenômeno nos Estados Unidos da América que se popularizaram os fenômenos espiritistas nos salões da Europa, permitindo ao professor Rivail, na França, iniciar os estudos que culminar na codificação da Doutrina Espírita, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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