Tiroidite de Hashimoto

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Tiroidite de Hashimoto
Anticorpos destruindo a tireoide e liberando grandes quantidades de tiroglobulina.
Classificação e recursos externos
CID-10 E06.3
CID-9 245.2
OMIM 140300
DiseasesDB 5649
MeSH D050031

Tiroidite de Hashimoto ou Tireoidite crônica é uma doença autoimune e a causa mais comum de inflamação da tireoide (tiroidites). O seu nome é em homenagem ao médico japonês Hakaru Hashimoto, que a descreveu pela primeira vez em 1912. [1][2][3]

Causa[editar | editar código-fonte]

A tiroidite de Hashimoto é caracterizada pela presença de auto imunoglobulinas anormais direcionadas contra a tiroglobulina, as peroxidases da tiroide e o receptor do hormônio estimulante da tireoide (TSH). O resultado consiste na apoptose das células da tireoide e na destruição dos folículos e consequentemente liberação dos hormônios tireoidianos contidos nesses folículos inicialmente, posteriormente, como quase não há mais hormônios tireoidianos disponíveis, há uma redução funcional da tireoide. Os baixos níveis de hormonas tiroideias circulantes estimulam a libertação de quantidades excessivas de TSH, que causam hipotrofia (redução) da tiroide através da síntese de mais tiroglobulina.[4]

Vulnerabilidade genética, pós-parto, dieta com excesso de iodo, exposição a radiação e medicamentos com interferon são fatores de risco para desenvolver essa doença.[5]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas mais comuns são[5]:

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Sua prevalência é de 2% em mulheres e 0,3% em homens, ou seja, quase sete vezes mais comum em mulheres. Geralmente começa entre os 20 e 40 anos e é mais comum em locais com radiação e com falta ou excesso de iodo na dieta. Nem sempre envolvem hipotireoidismo, cerca de 7% dos casos são considerados sub-clínicos e quase assintomáticos.[6]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O uso de imunossupressores costuma gerar mais problemas que benefícios, sendo usado apenas quando ocorre junto a outras doenças autoimunes. Não há cura, o tratamento de primeira linha é a reposição hormonal. Demora mais de um mês antes que os sintomas desapareçam. A dose depende da idade, peso, severidade, comorbidades e interações medicamentosas. Exames regulares do hormônio estimulante da tireoide (TSH), produzido pela Hipófise para regular a tireoide, são feitos para acompanhar a eficiência dos medicamentos. Caso o bócio seja grande demais ou não esteja regredindo ou haja risco de tumor, a tireoide pode ser removida cirurgicamente. [5]

Referências

  1. Michael H. Ross & Wojciech Pawlina. 2011. Histology a Text and Atlas. Baltimore : Lippincott Williams & Wilkins, 2011 ISBN 0-683-30242-6 (em inglês)
  2. Thyroiditis: Differential Diagnosis and Management (em inglês)
  3. Vinay Kumar, Richard N. Mitchell, Richard N. [et al.] Mitchell, Robbins e Cotran: Fundamentos de patologia, Elsevier Brasil, 2006 ISBN 8-535-21836-X
  4. Walter F. Boron & Emile L. Boulpaep. 2003. Medical Physiology. Philadelphia : Saunders, 2003 ISBN 1-437-72017-X (em inglês)
  5. a b c Hashimoto's Thyroiditis (em inglês)
  6. Hashimoto thyroiditis is more frequent than expected when diagnosed by cytology which uncovers a pre-clinical state (em inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Organização Mundial da Saúde, CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças com disquete Vol. 1, EdUSP, 1994 ISBN 8-531-40193-3


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