Tite (treinador de futebol)

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Tite
Tite
Informações pessoais
Nome completo Adenor Leonardo Bacchi
Data de nasc. 25 de maio de 1961 (55 anos)
Local de nasc. Caxias do Sul (RS), Brasil
Nacionalidade  brasileira
Altura 1,84 m
Apelido Tite
Informações profissionais
Período em atividade Como Jogador: 1978-1989 (11 anos)
Como Treinador: 1990-presente (26 anos)
Equipa atual Brasil Brasil
Posição ex-Volante
Função Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1978–1984
1984–1985
1985–1986
1986–1989
Brasil Caxias
Brasil Esportivo
Brasil Portuguesa
Brasil Guarani
0121 00(8)
0018 00(5)
0015 00(1)
Times/Equipas que treinou
1990–1991
1991–1992
1992–1995
1996–1997
1997–1998
1999–2000
2001–2003
2003–2004
2004–2005
2005
2006
2007
2008–2009
2010
2010–2013
2015–2016
2016–
Brasil Guarany-RS
Brasil Caxias
Brasil Veranópolis
Brasil Ypiranga-RS
Brasil Juventude
Brasil Caxias
Brasil Grêmio
Brasil São Caetano
Brasil Corinthians
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Palmeiras
=Emirados Árabes Unidos Al Ain
Brasil Internacional
=Emirados Árabes Unidos Al-Wahda
Brasil Corinthians
Brasil Corinthians
Brasil Brasil

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Adenor Leonardo Bacchi[1] mais conhecido como Tite (Caxias do Sul, 25 de maio de 1961) é um ex-futebolista e treinador brasileiro. Atualmente é treinador da Seleção Brasileira.

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Começo como jogador[editar | editar código-fonte]

Tite começou sua carreira como volante no Caxias em 1978, atuando por 121 jogos[2] . Em 1984 foi vendido para o Esportivo de Bento Gonçalves. Em 1985, foi para Portuguesa.

No ano seguinte, já no Guarani, alcançou seu auge sendo vice-campeão no Campeonato Brasileiro de 1986 e no Campeonato Brasileiro de 1987 (Copa União), além de também ter sido vice-campeão no Campeonato Paulista de 1988.

Aposentadoria precoce[editar | editar código-fonte]

Tite foi obrigado a encerrar prematuramente a sua carreira, com apenas 28 anos de idade, devido a uma série de lesões nos joelhos, inclusive com ruptura de ligamento, perdendo a mobilidade de uma das pernas. Até hoje não consegue flexionar um dos joelhos.[3]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Tite graduou-se em educação física pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas[4] e tornou-se treinador em 1990 dirigindo o time do Guarany de Garibaldi. Treinou diversos times gaúchos como Veranópolis (1992-1995, 1998), ganhando a segunda divisão gaúcha em 1993. Depois, assumiu o Ypiranga de Erechim (1996), e posteriormente o Juventude (1997).

Primeiros sucessos[editar | editar código-fonte]

Em 2000 dirigindo o Caxias realizou uma campanha surpreendente no Campeonato Gaúcho de 2000 levando o clube a ser campeão sobre o Grêmio, que contava com Ronaldinho Gaúcho e Cláudio Pitbull. É o terceiro treinador com maior número de jogos da história do Caxias, atrás apenas de Francisco Neto e Marco Eugênio. Somando as duas passagens, e contabilizando amistosos e jogos oficiais, foram 126 jogos com 56 vitórias, 39 empates e 31 derrotas[5] .

Em 2001 foi contratado pelo Grêmio, justamente o time que havia derrotado. No Grêmio, sagra-se campeão do Campeonato Gaúcho de 2001.

No mesmo ano, também leva o Grêmio à conquista da Copa do Brasil sobre o Corinthians nas finais. Houve empate na primeira partida no Olímpico por 2–2 e vitória no Morumbi por 3–1, sendo o primeiro nacional de Tite. Permaneceria no Grêmio até 2003.

Outras passagens[editar | editar código-fonte]

Depois do Grêmio, dirigiu o São Caetano por dois anos, e em 2004 montou o time que fora campeão Paulista com Muricy Ramalho.

Primeira passagem pelo Corinthians[editar | editar código-fonte]

2004[editar | editar código-fonte]

Mais tarde naquele ano, assumiu o Corinthians e levou o time (que beirava o rebaixamento) ao quinto lugar da tabela.

2005[editar | editar código-fonte]

No ano seguinte com a chegada do Grupo de Investimento MSI e de estrelas como o argentino Tévez, ele pediu demissão mesmo com campanha razoável no Campeonato Paulista. O motivo de seu pedido de demissão seria a oposição a Kia Joorabchian, que não acreditava que Tite fosse o técnico ideal para a atual equipe do Corinthians e que, segundo Tite, Kia havia tentado interferir na maneira de comandar e escalar a equipe. Fecha-se assim seu primeiro ciclo com o time, após 53 partidas no comando da equipe paulista e nenhum título conquistado pelo clube até então.

Atlético Mineiro[editar | editar código-fonte]

Logo depois, foi contratado pelo Atlético Mineiro para a disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2005. Entretanto, a equipe acabou rebaixada após 13 vitórias, 8 empates e 21 derrotas. Tite foi substituído em agosto por Marco Aurélio e posteriormente por Lori Sandri que, apesar de melhorarem significativamente o rendimento do time mineiro, não conseguiram salvá-lo do rebaixamento.

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Depois, assumiu o Palmeiras. Pegando o time na zona do rebaixamento, usou o período de intervalo da Copa do Mundo de 2006 para impor a sua filosofia no time e com uma recuperação fantástica começou o período pós-copa com 7 vitórias, 5 empates e 1 derrota. Mas após desavenças com Salvador Hugo Palaia, dirigente do clube, Tite foi hostilizado pela torcida e acabou sendo demitido.

Al Ain[editar | editar código-fonte]

No fim de 2007 foi contratado pelo Al Ain dos Emirados Árabes, mas ao fim de seis meses no comando da equipe foi demitido por não concordar com o pedido dos dirigentes para relacionar um jogador da seleção do país. Tite comandou a equipe em 25 jogos, vencendo 13, empatando seis e perdendo outras seis.

Internacional[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de junho de 2008, a direção do Internacional anunciou a contratação de Tite para o comando do clube. A contratação de Tite foi contestada por grande parte da torcida colorada, devido ao sucesso dele no Grêmio, arquirrival do Inter.

Desde então Tite levou o time ao 6º lugar no Brasileirão de 2008 e conquistou a Copa Sul-americana de 2008, sobre o Estudiantes de La Plata, com gol de Nilmar nos últimos minutos da prorrogação.

Ainda conquistou o Campeonato Gaúcho de 2009, sobre o Grêmio, além de ter feito uma boa campanha na Copa do Brasil de 2009, perdendo na final para o Corinthians. Além disso, foi vice da Recopa Sul-Americana de 2009, perdendo para a LDU de Quito. No mesmo ano, foi campeão da Copa Suruga Bank, disputada no Japão, sobre o Oita Trinita.

No Brasileirão de 2009, teve um bom início, ficando em primeiro lugar no primeiro turno. Depois, no segundo turno, colecionou uma série de maus resultados contra equipes de pequeno porte e grande oscilação. Devido ao baixo rendimento refletido em maus resultados dentro e fora do Beira-Rio, no dia 5 de outubro de 2009 o Internacional rescindiu o contrato com Tite.[6] [7]

Al-Wahda[editar | editar código-fonte]

Em 31 de agosto de 2010, Tite foi anunciado como novo técnico do Al-Wahda, dos Emirados Árabes.[8] Com a demissão do técnico Adílson Batista, do Corinthians, Tite acertou o seu contrato com o clube paulista em 15 de outubro de 2010. Para assumir a equipe, precisou ser liberado pelo Sheik dono do Al-Wahda, clube que comandou por apenas cinco partidas. Três dias depois foi anunciado que Tite foi liberado, sendo o novo técnico do Corinthians.[9]

Segunda passagem Corinthians[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro de 2010[editar | editar código-fonte]

Tite volta ao Corinthians, em 2010, faltando oito partidas para o fim do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010, com a missão de reerguer a equipe, que lutava pelo título e passava por um momento difícil, com quase dez partidas sem vencer, o que tinha culminado com a demissão de seu antecessor Adilson Batista.

Logo em sua estreia, Tite derrota o rival Palmeiras por 1–0, com gol de Bruno César. Embora não tenha conquistado o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010 pelo Corinthians, teve um ótimo desempenho em suas 8 partidas ao final do torneio, com 5 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota. Nestas partidas, a equipe marcou 13 gols e sofreu apenas 3 gols. A equipe termina na terceira colocação, conquistando vaga para a Pré-libertadores.

Desclassificação da Libertadores de 2011[editar | editar código-fonte]

Estreando no Paulistão 2011 em 16 de janeiro de 2011, o time venceu a Portuguesa por 2–0. A equipe se preparava para as decisivas partidas contra o Deportes Tolima, da Colômbia, pela Pré-libertadores. A primeira, no Pacaembu, terminou empatada por 0–0, já gerando desconfianças pela torcida. Na partida de volta, no Estádio Manuel Murillo Toro, em Ibagué, o time jogou muito mal e foi derrotado por 0–2. No dia seguinte, o então presidente do clube, Andrés Sanchez, confirmou a permanência de Tite no comando da equipe.

Dias depois, Ronaldo Fenômeno anunciava a sua aposentadoria, Roberto Carlos e Jucilei saiam para o Anzhi Makhachkala, da Rússia e Bruno César fechava com o Benfica (apesar de ir embora após o término do Paulistão). A equipe, que já estava sem Elias, negociado no final de 2010, ficava ainda mais desfigurada. Além disso, Dentinho seria negociado com o Shakhtar Donetsk. Portanto, cabia a Tite espantar o péssimo momento da equipe e promover uma renovação no elenco alvinegro. Para isso, contou com a volta de Liedson para o alvinegro.

Vice-campeonato Paulista de 2011[editar | editar código-fonte]

O time se classifica para a fase final do torneio e vai à final contra o Santos. Empata a primeira partida em casa por 0–0 e perde na Vila Belmiro por 1–2, ficando com o vice-campeonato.

Campeonato Brasileiro de 2011[editar | editar código-fonte]

Com a perda do Paulistão, inicia-se o planejamento para o Campeonato Brasileiro de 2011. Nas dez primeiras partidas da competição, a equipe conquistou nove vitórias e um empate, consolidando-se como líder isolado da competição. Após essa espetacular sequência, o time sofre duas derrotas conscutivas, para Cruzeiro, em casa, e Avaí, fora. Depois, volta a vencer, batendo o América-MG. Logo após, empata com Atlético-PR e Ceará, e vence o Atlético-MG. Depois, a equipe volta a ter uma certa instabilidade novamente com duas derrotas consecutivas, para Figueirense e Palmeiras, fechando o primeiro turno, ficando na primeira colocação.

No segundo turno, começa vencendo o Grêmio e perdendo para o Coritiba. Na vigésima segunda rodada, vence o Flamengo. Depois do Flamengo, perde para Fluminense e Santos, sendo a última de virada em pleno Pacaembu. A equipe cai na tabela e Tite se vê muito ameaçado novamente, a maior crise após o Tolima. A torcida volta a pedir a sua saída, e Andrés Sanchez novamente banca o treinador. Entretanto, vai ainda ameaçado para o clássico contra o São Paulo no Morumbi, e promove alterações na zaga, tirando o capitão Chicão. Neste clássico, o time empata por 0 a 0 e Tite se mantém na equipe. Depois, embala uma série de bons resultados, sendo um desses um importante empate contra o Vasco, em São Januário, por 2 a 2, e voltaria a perder só na vigésima nona rodada, para o Botafogo (concorrente direto) e na trigésima terceira, para o América-MG. Durante a maior parte do torneio a equipe disputou a primeira colocação com o Vasco da Gama, com ambas equipes revezando tal colocação.

Após a derrota para o América-MG, até então o último colocado do campeonato, apesar de sua equipe não perder a liderança, Tite novamente é contestado pela torcida, faltando apenas cinco partidas para o fim do torneio e a equipe líder. Entretanto, sua demissão passou longe de ocorrer. Depois, a equipe vence quatro partidas consecutivas, contra Atlético-PR, Ceará (com gol de Ramírez no final), Atlético-MG (2 a 1, de virada, com gols de Liédson e Adriano, seu primeiro com a camisa corintiana) e Figueirense (com gol de Liédson). Nesta partida, a equipe chegou a ser campeã nacional por alguns minutos, já que o Vasco apenas empatava com o Fluminense. Entretanto, aos 45', o Vasco faz o segundo gol, vencendo a partida, "tirando" o título do Corinthians.

Com isso, o Corinthians foi para a última rodada, contra o Palmeiras, com 70 pontos e o Vasco com 68. O Corinthians só não seria campeão caso fosse derrotado e o Vasco vencesse o Flamengo, no Engenhão. Nesta rodada, o Corinthians empatou por 0 a 0 e o Vasco por 1 a 1. Com isso, o Corinthians sagrava-se penta campeão brasileiro, e Tite ganhava o seu primeiro Campeonato Brasileiro, seu segundo torneio nacional.[10]

Tite foi muito elogiado pela imprensa nacional por suas alterações decisivas nas últimas partidas, como as entradas de Ramírez e Adriano, que culminaram com os gols das vitórias contra Ceará e Atlético-MG, respectivamente. Além disso, foi muito lembrado ter Tite promovido duas grandes reformulações no elenco durante 2011: após a desclassificação para o Deportes Tolima, conseguindo ótima campanha no Paulistão, e após a perda do Campeonato Paulista para o Santos, montando um grupo competitivo para o Brasileirão. Também foi lembrada a persistência dele ao resistir durante os momentos de oscilação sofridos pela equipe ao longo do torneio.

Libertadores de 2012[editar | editar código-fonte]

O primeiro jogo da equipe pela Taça Libertadores da América, foi contra o Deportivo Táchira da Venezuela, que acabou empatado em 1 a 1, com o gol corintiano sendo marcado no último minuto por Ralf.[11] Contra o Nacional do Paraguai, no Pacaembu, venceu por 2 a 0, conseguindo quatro pontos na classificação. No terceiro jogo, o Corinthians foi até o México onde enfrentou o Cruz Azul e empatou em 0 a 0, num jogo parelho, conseguindo cinco pontos e encerrando o primeiro turno da segunda fase do torneio.

No primeiro jogo do segundo turno, o Corinthians enfrentou o Cruz Azul em São Paulo, vencendo por 1–0 depois de uma grande apresentação e assumindo a liderança do grupo 6, com 8 pontos. No dia 11 de abril, a equipe foi ao Paraguai, onde derrotou novamente o Nacional, por 3–1, chegando a 11 pontos no Grupo 6. No dia 18 de abril o Corinthians enfrentou novamente o Deportivo Táchira da Venezuela no Pacaembu, sendo a última partida do 2° turno. O Alvinegro do Parque São Jorge venceu o jogo e aplicou uma impiedosa goleada de 6–0. os gols foram marcados por Danilo, Paulinho, Jorge Henrique, Emerson, Liédson e Douglas. Assim, o Timão encerrou o Grupo 6 como 1° colocado [12] atingindo 14 pontos e avançando às oitavas de final da competição.

Nas oitavas de final, o Corinthians superou o Emelec do Equador, classificando-se com um empate em 0 a 0 no Equador e uma vitória em casa por 3 a 0 indo às quartas de final da competição. Nas Quartas de Final o Corinthians jogou contra o Vasco, empatando novamente em 0 a 0 fora de casa, em São Januário e vencendo no Pacaembu por 1–0 com uma defesa milagrosa de Cássio e um gol consagrador de Paulinho, nos minutos finais e avançando as semifinais da competição.

No primeiro jogo das semifinais, derrotou o Santos por 1–0 com gol de Emerson Sheik, na Vila Belmiro. No segundo jogo o Santos saiu na frente com um gol de Neymar, mas o Corinthians empatou com gol Danilo que garantiu a classificação na final.

O clube chegou pela primeira vez a final de uma Libertadores e enfrentou como adversário o tradicional Boca Juniors da Argentina. O primeiro jogo foi dia 27 de junho no estádio La Bombonera e terminou com o placar de 1–1. O Boca Juniors saiu na frente, mas o Corinthians empatou com um gol de Romarinho. A segunda partida foi realizada no dia 4 de julho no Pacaembu. O Corinthians ganhou o jogo por 2–0, com dois gols de Emerson Sheik, garantindo o título de campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez na história do clube e de maneira invicta.[13]

Com o título, Tite torna-se o único treinador brasileiro a ter conquistado os dois torneios mais importantes da América: a Copa Sul-Americana e a Libertadores. Foi eleito o melhor técnico da Copa Libertadores da América de 2012.[14]

Campeão Mundial com o Corinthians em 2012[editar | editar código-fonte]

A 16 de dezembro de 2012, Tite consagrou-se campeão mundial com o Corinthians após vencer por 1 a 0 o Chelsea no Japão. Em um jogo muito marcado, Tite se tornou o mais vitorioso entre 2011 e 2012 e o único da história do Corinthians a ganhar o torneio e a inédita Copa Libertadores da história do clube na mesma temporada.

Depois do título, já em 2013, Tite colocou o Corinthians, à exceção do Barcelona, tido pelo próprio como "acima dos demais", no nível dos grandes clubes europeus, crendo que seus comandados podem enfrentar de igual para igual, por exemplo, Bayern de Munique e Real Madrid. Na mesma entrevista, o treinador alvinegro negou ser o melhor de sua profissão no país, afirmando apenas fazer parte de um grupo de elite de técnicos brasileiros. Para Tite: "Quem tem de ver isso são vocês. Existem duas ou três gerações agora. É a do Felipe, do Parreira, do Muricy, do Vanderlei e a outra do Dorival, que é minha, que é do Mano Menezes. É injusto comparar. Tem grandes profissionais aí e eu estou dentro deles".[15]

Duzentos jogos pelo Corinthians[editar | editar código-fonte]

Desde o final de 2010 no Corinthians, no dia 27 de janeiro de 2013, Tite completou 200 jogos como treinador do Corinthians, sendo um dos maiores treinadores da história corinthiana, no jogo, onde o Corinthians venceu de 1 a 0 do Mirassol.[16]

2013[editar | editar código-fonte]

Em 20 de fevereiro, estreia corintiana na Libertadores, diante do San José, da Bolívia, partida que terminaria empatada por 1–1, uma tragédia se concretizou ainda durante o empate: a morte de um garoto de 14 anos, que, atingido por fogos de artifício, ainda tentou ser salvo pelas autoridades, mas não resistiu.[17]

Tite, após ser informado do incidente, ficou abalado e deu a seguinte declaração: “Futebol não tem preço. Nenhum silêncio... Esporte tem outro sentido. Me desculpem, sei que isso não vai tirar a dor de vocês nem da família. Estamos muito sentidos. Trocaria meu título mundial pela vida do menino. Eu trocaria”.[18]

O Corinthians foi eliminado pelo Boca Juniors na Libertadores 2013, porém, se sagrou campeão Paulista de 2013, ao bater o Santos por 2–1 no Pacaembu, no jogo de ida, e 1–1 na Vila Belmiro, no jogo de volta. Ganhou a Recopa Sul-Americana sobre o rival São Paulo no Estádio do Morumbi por 2–1 e no Pacaembu por 2x0, nos dias 3 e 17 de julho, respectivamente. Após a goleada de 4–0 sobre o Flamengo, Tite passou por mais um momento de instabilidade: 7 partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro, agravado com a goleada sofrida pela Portuguesa também por 4–0, amenizado com a vitória na 25º rodada em cima do Bahia.

No dia 14 de novembro de 2013, após não conseguir levar o Corinthians à Libertadores e ser eliminado da Copa do Brasil pelo Grêmio, não teve o contrato renovado pela diretoria.

2014: Um ano sabático[editar | editar código-fonte]

Em 2014 manteve-se afastado da profissão porém atento ao futebol e mais dedicado a família.[19] Seu nome foi o preferido dos brasileiros para assumir a Seleção Brasileira após a Copa do Mundo FIFA de 2014, em pesquisa realizada entre 15 e 16 de julho pelo instituto Datafolha.[20] Ele próprio aguardava o convite - que nunca veio, e surpreendeu-se com a escolha de Dunga: "Não sei o critério que foi feito", declarou.[21]

Terceira passagem pelo Corinthians[editar | editar código-fonte]

2015[editar | editar código-fonte]

Ainda no final de 2014, em 15 de dezembro, retornou ao comando técnico do Corinthians para 2015.[22]

Após fazer a melhor campanha durante o Campeonato Paulista 2015, foi eliminado na semifinal para o Palmeiras nos pênaltis após empate em 2–2 no dia 19 de abril, sendo a primeira eliminação que o Corinthians sofreu no seu estádio novo. Na Libertadores 2015 foi o líder do chamado grupo da morte, que contava com São Paulo, San Lorenzo e Danubio, e 4º colocado na classificação geral. Foi eliminado pelo Guaraní-PY nas oitavas de final, após perder por 0–2 no Paraguai e 0–1 na Arena Corinthians. Com a eliminação da Libertadores, o Corinthians se classificou para a Copa do Brasil, onde novamente foi eliminado em seu estádio, dessa vez para o Santos, com derrotas por 0–2 na Vila Belmiro e 1–2 na Arena Corinthians.

Apesar dos insucessos em outras competições, levou a equipe ao título do Campeonato Brasileiro de 2015 com três rodadas de antecedência e doze pontos de vantagem para o segundo colocado, o Atlético Mineiro. O título se consagrou no jogo contra o Vasco da Gama, em São Januário que terminou em 1-1.[23]

2016[editar | editar código-fonte]

Em 2016 levou a equipe até as semifinais do Campeonato Paulista sendo derrotado pelo Audax nas penalidades.[24] Também foi eliminado pelo Nacional nas oitavas de final da Copa Libetadores.[25]

No Campeonato Brasileiro de 2016 comandou a equipe até a sétima rodada, quando esta foi derrotada pelo Palmeiras por 0–1, resultado que deixou o clube na quarta posição na tabela.[26]

Em 15 de junho, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, divulgou em entrevista coletiva que Tite não seria mais treinador do clube a partir de então devido a convite feito pela Confederação Brasileira de Futebol para assumir o comando técnico da Seleção Brasileira, e manifestou seu inconformismo por não ter sido comunicado pela entidade deste convite.[27]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Tite como treinador da Seleção Brasileira de Futebol.

Após a eliminação da Seleção Brasileira, ainda na primeira fase, da Copa América Centenário, o treinador Dunga foi demitido em 14 de junho. No mesmo dia, à noite, Tite participou de reunião com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol para negociar sua contratação para o cargo.[28] No dia 20 de junho, foi confirmado sua contratação para ser o treinador da Seleção.[29]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento (%) Ref.
Grêmio 173 85 44 44 57,6 [carece de fontes?]
São Caetano 34 14 10 10 51,0 [carece de fontes?]
Atlético Mineiro 21 4 6 11 28,6 [30]
Palmeiras 20 8 5 7 48,3 [31]
Al Ain 25 13 6 6 60,0 [32]
Internacional 108 58 24 26 61,1 [carece de fontes?]
Al-Wahda 5 2 2 1 53,3 [33]
Corinthians 378 196 110 72 61,9 [carece de fontes?]
Brasil 0 0 0 0

Atualizado até 21 de junho de 2016 (Palmeiras 1x0 Corinthians)

Títulos[editar | editar código-fonte]

Treinador[editar | editar código-fonte]

Veranópolis
Caxias
Grêmio
Internacional
Corinthians

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Jogador[editar | editar código-fonte]

Guarani

Treinador[editar | editar código-fonte]

Internacional

Copa do Brasil: 2º lugar- 2009

Recopa Sul Americana: 2º lugar- 2009

Corinthians

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Perfil de Tite». Corinthians.com.br. Arquivado desde o original em 4 de julho de 2015. 
  2. «Números de Tite na S.E.R Caxias como jogador e treinador». sercaxias.com.br. Consultado em 22 de junho de 2016. 
  3. Entrevista à Fernando Fernandes, no Papo de Boleiro, quadro do Band Esporte Clube
  4. Winckler, Bruno (20 de fevereiro de 2015). «Comandados de Tite valorizam "tiki-taka" e time mais ofensivo após ano sabático». IG Esportes. Ongoing Strategy Investments. Consultado em 5 de outubro de 2015. 
  5. «Números de Tite na S.E.R Caxias como jogador e treinador». sercaxias.com.br. Consultado em 22 de junho de 2016. 
  6. «Direção do Internacional anuncia demissão de Tite». Abril.com.br. 5 de outubro de 2009. 
  7. «Coletiva explica saída do técnico Tite». Internacional.com.br. 5 de outubro de 2009. 
  8. «Tite acerta com o Al Wahda e pode cruzar com o Inter no Mundial». Globoesporte.globo.com. 31 de agosto de 2010. 
  9. «Tite é o novo técnico do Corinthians». Esportes.r7.com. 18 de outubro de 2010. 
  10. R7. «Corinthians é campeão brasileiro de 2011 ao empatar com o Palmeiras». 04/12/2011. Consultado em 01/08/2015. 
  11. «Libertadores 2012 - Deportivo Táchira 1 x 1 Corinthians». Meu Timão. 
  12. «Passou o carro! Timão faz seis no Táchira (VEN) e garante a ponta». Lacepress. 18 de abril de 2012. 
  13. NAVES, Mauro (5 de julho de 2012). «Corinthians vence o Boca Juniors e é campeão invicto da Libertadores». Jornal Nacional. Globo.com. 
  14. «Seleção da Libertadores da América tem Neymar e base do Corinthians». Globoesporte. Globo.com. 24 de julho de 2012. 
  15. Tite rasga elogios ao Barcelona, mas crê que Corinthians pode brigar com demais europeus
  16. «Com vitória, Tite completa 200 jogos pelo Timão». Site oficial do Corinthians. Corinthians.com.br. 27 de janeiro de 2013. 
  17. San José-Corinthians 2: jovem é atingido por fogos e morre no estádio
  18. Tite chora por tragédia e diz que trocaria título mundial pela vida do menino morto
  19. «Tite explica "período sabático", exalta europeus e recorda Tolima». iG. 5 de maio de 2014. 
  20. «Tite é o mais citado para ser o novo técnico da Seleção, diz Datafolha». GE. 16 de julho de 2014. 
  21. «Exclusivo - Tite não entende critério da CBF: 'Eu me preparei para a seleção'». ESPN. 15 de setembro de 2014. 
  22. «Confirmado: Tite está de volta ao Corinthians». Sítio oficial SC Corinthians Paulista. 15 de dezembro de 2014. 
  23. «Após 3 eliminações, Corinthians ganha primeiro título com novo estádio». Folha UOL. 20 de novembro de 2015. 
  24. «Corinthians volta cair em Itaquera nos pênaltis e Audax chega à decisão». UOL. 23 de abril de 2016. 
  25. «Corinthians empata com Nacional e cai de novo nas oitavas da Libertadores». UOL. 4 de maio de 2016. 
  26. «Tite reconhece mérito do Palmeiras e pede melhora em clássicos». ESPN. 12 de junho de 2016. 
  27. «Presidente do Corinthians ataca contratação de Tite: "estou puto com a CBF"». UOL. 15 de junho de 2016. 
  28. «Após reunião de 2h40, CBF e Tite adiam acordo sobre seleção para substituir Dunga». Portal Jovem Pan Online. 15 de junho de 2016. 
  29. «Tite é apresentado como novo técnico da Seleção». Site oficial da CBF. 20 de junho de 2016. 
  30. Especialistas analisam retorno de Tite ao Corinthians
  31. Tite - Porcopédia
  32. Tite peita diretoria e é demitido do Al Ain
  33. Tite poderá deixar os Emirados empatado com Abel

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Celso Roth
Treinador do Grêmio
2001–2003
Sucedido por
Cléber Xavier (interino)
Precedido por
Oswaldo de Oliveira
Adílson Batista
Mano Menezes
Treinador do Corinthians
2004–2005
2010–2013
2015–2016
Sucedido por
Márcio Bittencourt
Mano Menezes
Cristóvão Borges
Precedido por
Procópio Cardoso
Treinador do Atlético Mineiro
2005
Sucedido por
Marco Aurélio Moreira
Precedido por
Marcelo Vilar (interino)
Treinador do Palmeiras
2006
Sucedido por
Marcelo Vilar (interino)
Precedido por
Abel Braga
Treinador do Internacional
2008–2009
Sucedido por
Mário Sérgio
Precedido por
Dunga
Treinador da Seleção Brasileira de Futebol
2016–
Sucedido por