Titus Burckhardt

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Titus Burckhardt
Titus Burckhardt
Nascimento 24 de outubro de 1908
Florença
Morte 15 de janeiro de 1984 (75 anos)
Lausana
Cidadania Suíça
Progenitores
  • Carl Burckhardt
Ocupação filósofo, escritor, historiador, historiador de arte
Religião Islão

Titus Burckhardt (Florença, 1908Lausana, 1984) foi um escritor suíço e destacado membro da Escola Perenialista ou Tradicionalista. Foi autor de muitos livros sobre metafísica, cosmologia, antropologia, esoterismo, alquimia, sufismo, simbolismo e arte sacra.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Descendente de uma família tradicional de Basileia, na Suíça,[1] Titus Burckhardt era filho do escultor Carl Burckhardt (1878-1923) e sobrinho neto de Jacob Burckhardt (1818-1897), historiador da arte e especialista na Renascença. Sua árvore genealógica também inclui Johann Ludwig Burckhardt (1784-1817), explorador que descobriu a cidade nabateana de Petra e os templos egípcios de Abu Simbel.[2] Titus nasceu em Florença, na Itália, em 24 de outubro de 1908. No ano seguinte sua família se estabeleceu em Basileia.[3] Ali ele frequentou a mesma escola primária em que estudou Frithjof Schuon, e os dois formaram uma amizade que duraria até o fim da vida.[4] Em 1920, sua família deixou Basileia, mudando-se para Ligornetto, no cantão suíço de Ticino, onde seu pai veio a falecer três anos mais tarde.[5]

Por volta de 1927, Burckhardt começou a estudar pintura, escultura e história da arte — em Munique e Paris.[6] Atraído por um estilo de vida tradicional que o Ocidente não podia lhe oferecer, aproveitou-se de uma pausa em seus estudos para visitar o Marrocos (1928 ou 1929), onde se dedicou a desenhar e a pintar. Essa estada, que foi o começo de sua busca espiritual, o marcou profundamente. No retorno à Europa, descobriu os escritos do metafísico francês René Guénon, em quem "encontrou a chave para o mundo que o tinha cativado".[7]

No começo de 1933, retornou ao Marrocos em busca de um mestre espiritual.[8] Converteu-se ao Islã e aprendeu árabe,[9] o que lhe permitiu assimilar os clássicos sufis na língua original.[10] Após alguns desapontamentos, sua busca o levou a Fez, onde encontrou o Cheikh Ali ad-Darqawi,[8] neto e sucessor espiritual de Muhammad al-Arabi al-Darqawi (†1823), reformador da ordem shadhilita.[11] Burckhardt foi iniciado pelo Cheikh e recebido na Tariqa Darqawiya.[12] Num esforço de se sustentar, adquiriu um rebanho de carneiros e os conduzia a pastar na zona rural do Médio Atlas, mas essa atividade pouco ajudou suas precárias finanças.[13] Paralelamente a isso, tornou-se aprendiz de um mestre artesão de Fez no ofício de produção de azulejos zellij. Esse mestre artesão o incentivou a memorizar a Alfiyya de Ibn Malik, um poema didático de mil versos que expõe todas as regras da gramática árabe; Burckhardt lhe seria eternamente grato por isso.[14]

No começo de 1935, recebeu em Fez a visita de Frithjof Schuon, que voltava para a Europa após ter estado na zawiya do falecido Cheikh Al-Alawi, em Mostaganém.[15] Schuon tinha recebido a iniciação deste cheikh shadhilita em 1932.[16] Burckhardt logo compreendeu que seu guia espiritual predestinado não era senão seu amigo de infância.[17] A completa integração de Burckhardt na vida local o tinha tornado suspeito aos olhos das autoridades francesas, que lhe ordenaram que deixasse o país. Assim, na primavera de 1935, ele voltou a Basileia.[18] Isso marcou o começo de sua correspondência com René Guénon,[19] bem como sua afiliação à tariqa de Schuon.[17] Schuon, que na época vivia na França, encarregou Burckhardt da direção espiritual de seus discípulos de Basileia.[17]

De 1936 a 1938, Burckhardt estudou história da arte e línguas orientais na Universidade de Basileia.[19] 1937 marcou o começo de sua colaboração com a revista Études Traditionnelles,[20] de inspiração guénoniana, na qual ele publicou artigos sobre arte tradicional (em particular a arte hindu, cristã e muçulmana), alquimia, cosmologia e astrologia tradicional, folclore e vários simbolismos. Muitos desses artigos foram depois reunidos em dois volumes.[nota 1] A revista também publicou suas traduções de tratados sufis de Al-Ghazali, Ibn Arabi, Abd al-Karim al-Jili e al-Arabi al-Darqawi.[21] Na visão do professor paquistanês Muhammed Suheyl Omar, Burckhardt é um dos poucos autores que não só expôs, mas também assimilou, a metafísica de Ibn Arabi,[22] visão essa confirmada por Seyyed Hossein Nasr,[23] especialista em Islã, que disse ainda que a obra de Burckhardt tinha contribuído para o interesse do Ocidente em Ibn Arabi que se manifestou a partir da metade do século 20.[9]

Burckhardt se casou em 1939.[24] Pouco depois, foi nomeado diretor artístico e diretor de publicações da editora suíço-alemã Urs Graf, sediada em Olten e Basileia e especializada na reprodução de manuscritos medievais com iluminuras. Burckhardt trabalhou nessa editora até sua aposentadoria, em 1968.[25] As línguas com que trabalhava eram o alemão, o francês, o árabe, o latim, o inglês e o italiano.[26] Ele e sua esposa foram morar em Berna, a meio caminho entre Olten e a cidade de Lausana, onde Schuon residia.[27] A qualidade das publicações da Urs Graf lhe trouxeram reputação mundial em sua área,[28] e em outubro de 1950, em audiência privada, Burckhardt presenteou o Papa Pio XII [nota 2] com um fac-símile quadricrômico, em três volumes, do Livro de Kells (Evangeliorum quatuor codex Cenannensis), evangelho da tradição céltica que data de 800 A.D., fac-símile este publicado por sua editora.[29]

Em 1952, Burckhardt e sua esposa se mudaram para Lausana,[27] onde ele fundou o ramo franco-suíço da Urs Graf[30] e criou a coleção Stätten des Geistes ("Cidades do Espírito"), para a qual escreveu e ilustrou três volumes: Siena, Cidade da Virgem; Fez, Cidade do Islã; e Chartres e o nascimento da catedral. Estes livros vieram a completar uma coleção que já incluía volumes sobre o Monte Atos, o Monte Sinai, a Irlanda céltica, Constantinopla e Quioto.[31] Em 1951, 1958 e 1960, foram publicadas por outras editoras as edições originais de seus livros Introdução às Doutrinas Esotéricas do Islã, Princípios e Métodos da Arte Sagrada e Alquimia, Ciência do Cosmo, Ciência da Alma.[32] Junto com Guénon, Coomaraswamy e Schuon, Burckhardt foi considerado um dos grandes porta-vozes, no século 20, da philosophia perennis, "aquela 'sabedoria não-criada' expressada no platonismo, no Vedanta, no sufismo, no taoísmo e em outros ensinamentos autênticos esotéricos e sapienciais".[33] De acordo com o filósofo William Stoddart, Burckhardt — historiador e filósofo da arte,[34] esoterista iniciado num caminho sufi, metafísico e artista[35] — dedicou seu trabalho de escritor a expor "os diferentes aspectos da Sabedoria e da Tradição."[36]

Quando o Marrocos, em 1956, recuperou sua independência, Burckhardt voltou a visitar o país regularmente, começando em 1960.[37] Em 1972, a UNESCO, junto com o governo marroquino, o indicou para que assumisse o plano de restauração e reabilitação da medina de Fez e de seu patrimônio religioso, bem como de seu artesanato.[38] Ele ali perneceu por cinco anos, consciente de que a antiga cidade era provavelmente o mais bem preservado modelo de urbanismo islâmico,[39] e que, uma vez reabilitada, Fez "poderia ser tornar uma referência para a continuidade de um modelo urbano tradicional, capaz de evolução, mas ainda conservando suas qualidades intrínsecas."[40] Nos primeiros dois anos, Burckhardt, com um bloco de desenho e uma câmera, fez sozinho um inventário dos mais importantes edifícios religiosos e seculares, de seu exterior e de seu interior, para avaliar-lhes o estado de conservação.[41] Nos três anos seguintes, ele coordenou uma equipe interdisciplinar que tinha por tarefa estabelecer um plano diretor para a recuperação dos monumentos e do tecido urbano, incluindo o artesanato e os ofícios, "cujo papel é criar um ambiente que permita aos valores espirituais se manifestarem."[42] O "Plano Diretor de Urbanismo para a Cidade de Fez" foi adotado e publicado pela UNESCO em 1980.[43]

Durante sua missão em Fez, Burckhardt escreveu uma obra de caráter geral sobre a arte islâmica, A Arte do Islã: Linguagem e Significado, a pedido dos organizadores do Festival do Mundo Islâmico (Londres, 1976), evento no qual acabou tendo um papel de destaque.[44] Burckhardt foi também muitas vezes convidado a dar palestras, em países do Ocidente e do Oriente, como especialista em arte e urbanismo tradicional, ou para ser o anfitrião de seminários ou simplesmente participar deles.[45] Jean-Louis Michon, especialista no Islã que o conheceu bem, assim descreveu suas qualidades como orador:

Como palestrante, tinha um raro dom pedagógico. Graças à sua natural humildade, sabia como se fazer acessível ao homem comum. Sem jamais cair no erro da simplificação ou da vulgarização, conseguia apresentar de forma clara as ideias-chave: noções fundamentais que ele explorava a partir de diversos pontos de vista, de forma deliberada e benevolente… Em uma hora de conversa em tom calmo, pontuada por silêncios que nada tinham de hesitação, mas, ao contrário, facilitavam a reflexão e a assimilação, ele expunha vários tópicos centrais, cada um deles ilustrado por exemplos particularmente marcantes.[46]

Para o Prof. Seyyed Hossein Nasr, Burckhardt foi o primeiro ocidental a "expor seriamente o significado interior da arte islâmica"[47] e, de acordo com Nasr, foi em grande parte graças a sua influência que universidades europeias e norte-americanas começaram a oferecer cursos de arte e arquitetura islâmica.[48] Suas qualificações neste campo levaram a Arábia Saudita a nomeá-lo como conselheiro no desenvolvimento de projetos de um campus universitário em Meca. Foi assim que, em 1978 e 1979, junto com Hassan Fathy, prêmio Nobel egípcio, e Jean-Louis Michon, ele supervisionou o grupo de arquitetos dos EUA responsável por estes projetos, a fim de que fossem respeitados os princípios e o espírito da arquitetura tradicional muçulmana.[49]

O grande interesse de Burckhardt pela espiritualidade dos índios das pradarias da América do Norte o levaram em 1979 ao Oeste americano, para visitar o xamã Thomas Yellowtail; os dois tinham se encontrado em Paris em 1953 e em Lausanne em 1954, formando sólidos laços de amizade.[50] Seu apreço por essa cultura ficou claro em duas obras que ele preparou: a versão alemã de Alce Negro Fala (1955) e, onze anos mais tarde, Der wilde Westen ("O Oeste Selvagem"), uma compilação, ilustrada, de citações de famosos chefes índios, colonos e caubóis do século 19.[51]

Em 1981, apesar de uma neuropatia que o debilitava, Burckhardt foi uma última vez a Fez, como convidado de honra na inauguração, pelo diretor-geral da UNESCO, da campanha internacional para a conservação da medina.[52]

Burckhardt faleceu em Lausana em 15 de janeiro de 1984.[53]

Obra[editar | editar código-fonte]

Livros traduzidos para o português[editar | editar código-fonte]

  • A arte sagrada no Oriente e no Ocidente. São Paulo: Attar, 2015.
  • A via alquímica. São Paulo: Liberdade, 2021.
  • Alquimia: ciência do cosmos, ciência da alma. São Paulo: Estrela da Manhã, 2023

Livros em alemão[editar | editar código-fonte]

  • Land am Rande der Zeit. Basileia, Suíça: Urs Graf Verlag, 1941.
  • Schweizer Volkskunst/Art Populaire Suisse. Basileia, Suíça: Urs Graf Verlag, 1941.
  • Tessin (Das Volkserbe der Schweiz, Band I). Basileia, Suíça: Urs Graf Verlag, 1943, 1959 (edição ampliada).
  • Vom Sufitum. Einführung in die Mystik des Islams. Munique, Alemanha: Otto Wilhelm Barth-Verlag, 1953.
  • Vom Wesen heiliger Kunst in den Weltreligionen. Zurique, Suíça: Origo-Verlag, 1958.
  • Siena, Stadt der Jungfrau. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1958.
  • Alchemie, Sinn- und Weltbild. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Walter-Verlag, 1960.
  • Fes, Stadt des Islam. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1960.
  • Chartres und die Geburt der Kathedrale. Lausana, Suíça: Urs Graf Verlag, 1962.
  • Von wunderbaren Büchern. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1963.
  • Die maurische Kultur in Spanien. Munique, Alemanha: Callwey Verlag, 1970.
  • Marokko, Westlicher Orient: ein Reiseführer. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Walter-Verlag, 1972.
  • Spiegel der Weisheit: Texte zu Wissenschaft und Kunst. Munique, Alemanha: Diederichs, 1992.

Como editor[editar | editar código-fonte]

  • Wallis, de Charles Ferdinand Ramuz. Basileia, Suíça: Urs Graf Verlag, 1956.
  • Lachen und Weinen. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1964.
  • Die Jagd. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1964.
  • Der wilde Westen. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Urs Graf Verlag, 1966.
  • Scipio und Hannibal: Kampf um das Mittelmeer de Friedrich Donauer. Design da capa e seis ilustrações por Titus Burckhardt. Olten, Suíça & Freiburg im Breisgau, Alemanha: Walter-Verlag, 1939.
  • Zeus und Eros: Briefe und Aufzeichnungen des Bildhauers Carl Burckhardt (1878–1923). Basileia, Suíça: Urs Graf Verlag, 1956.
  • Athos, der Berg des Schweigens, de Philip Sherrard. Tradução por Titus Burckhardt do original inglês de Athos, the Mountain of Silence. Lausana e Freiburg: Urs Graf Verlag, 1959.

Livros em francês[editar | editar código-fonte]

  • Art populaire suisse / Schweizer Volkskunst. Basileia, Suíça: Urs Graf, 1941.
  • Tessin. Olten & Lausana, Suíça: Urs Graf, 1943, 1956.
  • Introduction aux doctrines ésotériques de l'islam. Lyon, França: Paul Derain, 1951 (título original: Du soufisme); Paris: Dervy, 1955, 1969, 2008.
  • Principes et méthodes de l'art sacré. Lyon, França: Paul Derain, 1958; Paris: Dervy, 1976, 1995, 2011.
  • Alchimie: sa signification et son image du monde. Basileia, Suíça: Thoth & Fondation Ludwig Keimer, 1974; Milão, Itália: Archè, 1979.
  • Clé spirituelle de l'astrologie musulmane d'après Mohyiddīn Ibn Arabī. Paris: Éditions Traditionnelles, 1950; Milão, Itália: Archè, 1974.
  • Symboles: recueil d'essais. Milão, Itália: Archè, 1980.
  • L'art de l'islam: langage et signification. Arles, França: Sindbad, 1985, 1999; Wattrelos, França: Tasnîm, 2022.
  • Science moderne et sagesse traditionnelle. Milão, Itália: Archè, 1986.
  • Aperçus sur la connaissance sacrée. Milão, Itália: Archè, 1987.
  • Miroir de l'intellect. Lausana, Suíça: L’Âge d’Homme, 1992.
  • Chartres et la naissance de la cathédrale. Milão, Itália & Dieulefit, França: Archè & La Nef de Salomon, 1995.
  • Fès, ville d'islam. Milão, Itália: Archè, 2007.
  • Sienne, ville de la Vierge. Lausana, Suíça: Les Sept Flèches, 2017.

Traduções do árabe[editar | editar código-fonte]

com introdução e comentários

  • Ibn Arabī, La sagesse des prophètes (Fusūs al-hikam), Paris: Albin Michel, 2008.
  • Abd al-Karīm al-Jīlī, De l'homme universel (Al-insān al-kāmil), Paris: Dervy, 1975.
  • Al-Arabī al-Darqāwī, Lettres d'un maître soufi, Milão, Itália: Archè, 1978.

Antologias dos escritos de Burckhardt[editar | editar código-fonte]

  • Stoddart, William (ed.), The Essential Titus Burckhardt: Reflections on Sacred Art, Faiths, and Civilizations, Bloomington/IN, EUA: World Wisdom, 2003; prefácio de Seyyed Hossein Nasr.
  • Fitzgerald, Michael O. (ed.), The Foundations of Christian Art, Bloomington/IN, EUA: World Wisdom, 2006; prefácio de Keith Critchlow [2].
  • Fitzgerald,Michael O. (ed.), Foundations of Oriental Art & Symbolism, Bloomington/IN, EUA: World Wisdom, 2009; prefácio de Brian Keeble [3].
  • Chouiref, Tayeb (ed.), Titus Burckhardt: Le soufisme entre Orient et Occident, volume 2 (estudos e análises), Wattrelos, França: Tasnîm, 2020.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Symboles (Símbolos, 1980), que reúne "Le masque sacré" (A máscara sagrada), "Le symbolisme du jeu des échecs" (O simbolismo do jogo de xadrez), "La Jérusalem céleste et le paradis de Vaikuntha" (A Jerusalém Celeste e o paraíso de Vaikuntha), "Le retour d'Ulysse" (O retorno de Ulisses), "Considérations sur l'alchimie" (Considerações sobre a alquimia), "Les sciences traditionnelles à Fès" (As ciências tradicionais em Fez), "Commentaire des Noms divins par l'imâm Ghazzâlî" (Comentário aos Nomes Divinos pelo Imâm Ghazzâlî), "Du Barzakh" (Do Barzakh) e "La prière d'Ibn Mashish" (A prece de Ibn Mashish).
    Aperçus sur la connaissance sacrée (Visões do conhecimento sagrado,1987), que reúne "Le folklore dans l'art ornemental" (O folclore ornamental), "Principes et méthodes de l'art traditionnel" (Princípios e métodos da arte tradicional), "Généralités sur l'art musulman" (Generalidades sobre a arte muçulmana), "Nature de la perspective cosmologique" (Natureza da perspectiva cosmológica), "Le temple, corps de l'homme divin" (O templo, corpo do homem divino), "La symbolique du miroir dans la mystique islamique" (A simbólica do espelho na mística islâmica), "De la Thora, de l'Évangile et du Coran" (Da Torá, do Evangelho e do Alcorão), "Le Prototype unique" (O protótipo único) e "La danse du Soleil" (A dança do Sol).
  2. Extrato de uma carta de Burckhardt a Schuon, em 24 de outubro de 1950: "... o santo Papa Pio XII dava a impressão de um mártir, quase que de um cadáver que tivesse ressuscitado do túmulo, desvalido e de constituição frágil, mas inteiramente nobre e exalando uma bondade tão tocante que quase nos causa dor... Seu estado de santidade é evidente e não tem mais nada a ver com o meio clerical e diplomático em que ele se move, solitário e prudente.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Suheyl Omar 2000, p. 125.
  2. Stoddart 1992, p. 10; Du Pasquier 1984, p. 59.
  3. Chouiref 2020, p. 28.
  4. Stoddart 1992, p. 10.
  5. Chouiref 2020, p. 32, 34.
  6. Chouiref 2020, p. 32.
  7. Chouiref 2020, p. 34.
  8. a b Michon 2007, p. 157.
  9. a b Nasr 2003, p. 16.
  10. Suheyl Omar 2000, p. 136.
  11. Titus Burckhardt, Lettres d’un maître soufi, Milan: Archè, 1978, p. 9.
  12. Chouiref 2020, p. 35.
  13. Chouiref 2020, p. 37.
  14. Loopuyt 2020, p. 240.
  15. Chouiref 2020, p. 38.
  16. Jean-Baptiste Aymard, "Frithjof Schuon : approche biographique" in Connaissance des religions, numéro hors-série, Paris: Le Courrier du Livre, 1999, p. 15-16.
  17. a b c Chouiref 2020, p. 40.
  18. Michon 2007, p. 158.
  19. a b Chouiref 2020, p. 52.
  20. Canteins 1984, p. 66.
  21. Revista Études Traditionnelles, Paris, 1937 a 1959.
  22. Suheyl Omar 2000, p. 137-138.
  23. Nasr 2020, p. 204.
  24. Chouiref 2020, p. 54.
  25. Chouiref 2020, p. 55.
  26. Borella 1984, p. 76.
  27. a b Chouiref 2020, p. 59.
  28. Canteins 1984, p. 65.
  29. Chouiref 2020, p. 57; Faure 2000, p. 82, 91.
  30. Bianca 2000, p. 14.
  31. Du Pasquier 1984, p. 60.
  32. Chouiref 2020, p. 177-180.
  33. Stoddart 1992, p. 7-9.
  34. Faure 2000, p. 76.
  35. Nasr 2000, p. 61, 66, 71.
  36. Stoddart 1992, p. 7.
  37. Chouiref 2020, p. 65.
  38. Chouiref 2020, p. 69.
  39. Michon 2000, p. 40.
  40. Bianca 2000, p. 15.
  41. Michon 1984, p. 72.
  42. Michon 2007, p. 160-161.
  43. Michon 2007, p. 160.
  44. Bianca 2000, p. 16; Du Pasquier 1984, p. 61.
  45. Michon 2007, p. 161; Michon 2000, p. 52- 53.
  46. Michon 2007, p. 159.
  47. Ramin Jahanbegloo (2010), In Search of the Sacred: A Conversation with Seyyed Hossein Nasr on his Life and Thought, Santa Barbara/CA, EUA: Praeger, p. 236.
  48. Nasr 2000, p. 63.
  49. Bianca 2000, p. 17-18.
  50. Fitzgerald 2000, p. 232.
  51. Fitzgerald 2000, p. 230-231.
  52. Michon 2007, p. 162; Chouiref 2020, p. 87.
  53. Chouiref 2020, p. 87.

Fontes e bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bianca, Stefano (2000). «Quelques souvenirs personnels de ma collaboration avec Titus Burckhardt». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 13–20 
  • Borella, Jean (1984). «Rencontre d'un métaphysicien». Paris: Éditions Traditionnelles. Études Traditionnelles (em francês) (484): 76-78 
  • Canteins, Jean (1984). «De l'auteur et de son œuvre». Paris: Éditions Traditionnelles. Études Traditionnelles (em francês) (484): 63-68 
  • Chouiref, Tayeb (2020). Titus Burckhardt : Le soufisme entre Orient et Occident - volume 1 (biographie, souvenirs et témoignages) (em francês). Wattrelos, França: Tasnîm. ISBN 979-10-91300-27-8 
  • Du Pasquier, Roger (1984). «Un porte-parole de la Tradition universelle». Paris: Éditions Traditionnelles. Études Traditionnelles (em francês) (484): 59-62 
  • Faure, Philippe (2000). «Un comparatisme au service de l'art sacré : arts islamiques et arts chrétiens médiévaux dans l'œuvre de Titus Burckhardt (1908-1984)». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 75–92 
  • Fitzgerald, Michael (2000). «Titus Burckhardt : un grand ami des Indiens d'Amérique». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 230–235 
  • Kansoussi, Jaafar (dir.) (2000). Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua 
  • Laurant, Jean-Pierre (2000). «Tradition et art sacré en Occident au début du XXème siècle : quelques compagnons de route de Titus Burckhardt». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 31–36 
  • Loopuyt, Marc (2020). «Rencontres avec Sidi Ibrahîm Burckhardt». In: Tayeb Chouiref. Titus Burckhardt : Le soufisme entre Orient et Occident - volume 1 (biographie, souvenirs et témoignages) (em francês). Wattrelos, França: Tasnîm. pp. 236–244. ISBN 979-10-91300-27-8 
  • Michon, Jean-Louis (1984). «Titus Burckhardt à Fès, 1972-1977». Paris: Éditions Traditionnelles. Études Traditionnelles (em francês) (484): 69-75 
  • Michon, Jean-Louis (2007). «Postface : Titus Burckhardt à Fès». In: Titus Burckhardt. Fès ville d’islam (em francês). Milão, Itália: Archè. pp. 157–162. ISBN 978-88-7252-201-1 
  • Michon, Jean-Louis (2000). «Titus Burckhardt et le sens de la beauté : pourquoi, comment il a aimé le Maroc». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 37–60 
  • Nasr, Seyyed Hossein (2020). «Avec Titus Burckhardt au tombeau d'Ibn Arabî». In: Tayeb Chouiref. Titus Burckhardt : Le soufisme entre Orient et Occident - volume 1 (biographie, souvenirs et témoignages) (em francês). Wattrelos, França: Tasnîm. pp. 200–207. ISBN 979-10-91300-27-8 
  • Nasr, Seyyed Hossein (2000). «La vision du sens spirituel de l'art islamique chez Titus Ibrahim Burckhardt». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 61–73 
  • Nasr, Seyyed Hossein (2003). «Foreword». In: William Stoddart. The Essential Titus Burckhardt: Reflections on Sacred Art, Faiths, and Civilizations (em inglês). Bloomington/IN, EUA: World Wisdom Books. pp. xv–xvii. ISBN 978-1-933-31638-3 
  • Nasr, Seyyed Hossein (1999). «The Spiritual Significance of Islamic Art: The Vision of Titus Ibrahim Burckhardt». Oakton/VA, EUA: Foundation for Traditional Studies. Sophia (em inglês). 5 (2) 
  • Schaya, Leo (1984). «Souvenir d'une amitié». Paris: Éditions Traditionnelles. Études Traditionnelles (em francês) (484): 79-80 
  • Stoddart, William (1992). «Introduction». In: Titus Burckhardt. Miroir de l’intellect (em francês). Lausanne, Suíça: L’Âge d’Homme. pp. 7–17. ISBN 0-941532-36-4 
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  • Suheyl Omar, Muhammed (2000). «Étude sur l'importance des œuvres de Ibrahim Azzedine (Titus Burckhardt)». In: Jaafar Kansoussi. Sagesse et splendeur des arts islamiques : Hommage à Titus Burckhardt (em francês). Marrakech, Marrocos: Al Quobba Zarqua. pp. 103–104, 125–140 
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