Tivela mactroides
| Sapinhaguá Tivela mactroides | |||||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
Tivela mactroides (Born, 1778)[1] | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
Tivela mactroides (nomeada, em inglês, trigonal Tivela;[2] em castelhano, na Venezuela, guacuco;[3][4] em português, no Brasil, sapinhaguá,[5][6][7][8] sapinhauá,[4][6][8] sapinhoá,[5] sapinhanguá,[8][9] cernambi[8][10] – Segundo o Dicionário Aurélio a denominação "cernambi" é dada especialmente para Anomalocardia flexuosa;[11] ainda citando Amarilladesma mactroides[12] e Erodona mactroides[13] sob tal nome[14] – sernambi,[9] berbigão,[4][15] marisco-de-areia ou crioulo;[4][8] aparentada à amêijoa portuguesa. O Dicionário Houaiss ainda cita os seguintes sinônimos: maçambique, maçunim, moçambique, samanguaiá, samanguiá, samongoiá, simanguaiá, simongoiá, simongóia[16]; dando o Dicionário Aurélio tais nomes para Amarilladesma mactroides, em confusão de sinonímia)[12][14] é uma espécie de molusco Bivalvia, marinha e litorânea, da família Veneridae e gênero Tivela, classificada por Ignaz Edler von Born e denominada Venus mactroides, em 1778, na sua obra Index rerum naturalium Musei Caesarei Vindobonensis. Verzeichniss der Natürlichen Seltenheiten des K.K. Naturalien Kabinets zu Wien. Erster Theil, Schalthiere. Pars 1 Testacea.[1] Habita as costas do oeste do Atlântico, do México[17] e mar do Caribe até a região sul do Brasil, em Santa Catarina,[2][7][18] enterrando-se no substrato arenoso-lamoso de águas rasas e na zona entremarés das praias, geralmente a cerca de 20 centímetros de profundidade e variando entre 10 a 30 centímetros, com aumento do número de indivíduos ao se afastar das regiões estuarinas.[2][16][19][20] É usada para a alimentação humana, na Venezuela[3][4] e Brasil,[6][16][21] sendo explorada comercialmente; podendo ser encontrada em sambaquis, do Rio de Janeiro até Santa Catarina, e sendo também utilizada como matéria-prima para o artesanato.[8] Embora seja uma espécie comum,[2] em 2018 a Tivela mactroides foi colocada no Livro Vermelho do ICMBio; considerada uma espécie deficiente de dados (DD).[15]
Descrição da concha
[editar | editar código]Tivela mactroides possui concha trigonal, lisa, de valvas espessas e com finas linhas de crescimento e infladas; com coloração e padronagem de faixas variada, indo de indivíduos de concha branca a diversas tonalidades de creme, creme-amarelado, castanho, castanho-alaranjado, cinza ou lilás; dotada de margem anterior arredondada e mais curta do que a posterior; com umbo proeminente e subcentral, de região mais clara do que a da margem ventral; podendo atingir tamanhos de aproximadamente 4.5 centímetros de comprimento, quando bem desenvolvida. Perióstraco fino e castanho-amarelado (como observado no espécime de concha branca, na foto) a castanho-escuro, pouco brilhante e deiscente. O interior das valvas geralmente é branco, mas também pode ser manchado de violeta.[6][7][8][19]
Etimologia de mactroides
[editar | editar código]A etimologia do epíteto específico mactroides está relacionada com o gênero Mactra de bivalves e significaria "na forma de Mactra", "parecido com Mactra".[22]
Predação
[editar | editar código]Além da predação por organismos marinhos, como gastrópodes que lhe perfuram a concha,[4] o guia Conchas de Moluscos Marinhos do Paraná afirma que esta espécie é predada por aves marinhas - "ex.: a gaivota Larus dominicanus que alça voo com o molusco na boca, a cerca de 10 metros o solta para quebrar a concha na areia e comer as partes moles".[5]
Ligações externas
[editar | editar código]- Tivela mactroides mostrando o seu pé (instrumento utilizado para cavar a areia e se esconder).
Referências
- 1 2 3 4 5 «Tivela mactroides (Born, 1778)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 3 4 ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 355. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0
- 1 2 Wilfredorrh (19 de maio de 2013). «Guacuco Selling» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021.
Tivela mactroides (Born, 1778), Guacuco Selling & Cassis madagascariensis Lamarck, 1822.
- 1 2 3 4 5 6 das Chagas, Rafael Anaisce; dos Santos, Werverton John Pinheiro; Melo, Adriana da Cruz; Gomes, Ana Carla de Araújo; Barros, Mara Rúbia Ferreira; Bezerra, Andrea Magalhães (2020). «Predação estereotípica e tamanho seletivo por gastrópodes no forrageamento de Tivela mactroides (Born, 1778) (Bivalvia: Veneridae)» (PDF) (em inglês). Bioscience. Vol. 9 nº 2. (UNISANTA/ResearchGate). p. 88. Consultado em 27 de março de 2021.
É conhecido por “guacuco” (Venezuela), “berbigão”, “marisco-de-areia”, “sapinhauá” e “crioulo”.
- 1 2 3 ABSHER, Theresinha Monteiro; FERREIRA JUNIOR, Augusto Luiz; CHRISTO, Susete Wambier (2015). Conchas de Moluscos Marinhos do Paraná (PDF). Curitiba - PR: Museu de Ciências Naturais - MCN - SCB - UFPR. p. 6. 20 páginas. ISBN 978-85-66631-18-0. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 3 4 BOFFI, Alexandre Valente (1979). Moluscos Brasileiros de Interesse Médico e Econômico. São Paulo: FAPESP - Hucitec. p. 59. 182 páginas
- 1 2 3 RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 285. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2
- 1 2 3 4 5 6 7 SOUZA, Rosa Cristina Corrêa Luz de; LIMA, Tania Andrade; SILVA, Edson Pereira da (2011). Conchas Marinhas de Sambaquis do Brasil 1ª ed. Rio de Janeiro, Brasil: Technical Books. p. 126. 252 páginas. ISBN 978-85-61368-20-3
- 1 2 HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 423. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X
- ↑ Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001; página 679); cernambi; s.m. - substantivo masculino - MALAC - malacologia - B - regionalismo - f. a evitar - forma a evitar -, por SERNAMBI.
- ↑ «Anomalocardia flexuosa (Linnaeus, 1767) (imagem)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 «Amarilladesma mactroides (Reeve, 1854)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- ↑ «Erodona mactroides Bosc, 1801 (imagem)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda (1986). Novo Dicionário da Língua Portuguesa 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. p. 384. 1838 páginas
- 1 2 ICMBio (2018). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume I (PDF). Brasília, DF: ICMBio/MMA. p. 464. 492 páginas. ISBN 978-85-61842-79-6. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 3 HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (Op. cit., p.2555.).
- ↑ dos Santos, Weverton John Pinheiro dos; Melo, Adriana da Cruz; Gomes, Ana Carla de Araújo; Barros, Mara Rúbia Ferreira; das Chagas, Rafael Anaisce; Bezerra, Andréa Magalhães (2020). «Variação morfométrica de Tivela mactroides (Bivalvia, Veneridae) no litoral Norte-Nordeste do Brasil». Revista Brasileira de Zoociências. 21(1). p. 2
- ↑ «Tivela mactroides (Born, 1778)». Conquiliologistas do Brasil: CdB. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- 1 2 ROSA, Carlos Nobre (1973). Os Animais de Nossas Praias 2 ed. São Paulo: Edart. p. 128. 192 páginas
- ↑ Medeiros, Eudilena Laurindo; Fernades, Gabryelle Viégas; Silva, Gustavo Gonzaga (2014). «Distribuição e densidade do bivalve Tivela mactroides (Born, 1778) em região estuarina tropical do semiárido do nordeste brasileiro». Biotemas; v. 27 n. 1. (UFSC). 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021
- ↑ «Novos frutos do mar». Revista Pesquisa. Edição 84. (FAPESP). Fevereiro de 2003. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021.
O molusco Tivela mactroides, uma concha acinzentada da qual se extrai um marisco comestível.
- ↑ Cadê o Berbigão? (17 de abril de 2018). «Mactroides» (em inglês). Facebook. 1 páginas. Consultado em 27 de março de 2021.
Mactra é um outro gênero de bivalve; mactroides seria algo "na forma de Mactra", "parecido com Mactra".
