Tomás Gutiérrez Alea

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Tomás Gutiérrez Alea
Nascimento 11 de dezembro de 1928
Havana, Cuba
Nacionalidade  Cuba
Morte 16 de abril de 1996 (67 anos)
Havana, Cuba
Ocupação Diretor, Roteirista
Cônjuge Mirta Ibarra
Festival de Berlim
Grand Prix do Júri
1994
IMDb: (inglês)

Tomás Gutiérrez Alea (Havana, 11 de dezembro de 1928Havana, 16 de abril de 1996) foi um cineasta cubano, autor de vários filmes que obtiveram projeção internacional, tornando-o no realizador cubano mais conhecido do século XX.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Oriundo de uma família com tradição de empenhamento político durante a luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, Gutiérrez Alea foi mandado para a Universidade de Havana para cursar Direito, a fim de seguir as pisadas do pai, um eminente advogado. Depois de concluída a licenciatura, rumou a Itália, onde estudou realização no famoso Centro Sperimentale de Cinematografia de Roma, em pleno apogeu do neorrealismo italiano.
Regressou a Cuba em 1953, onde aderiu aos ideais que estiveram na origem da Revolução castrista. Após a instauração do poder socialista na ilha, foi um dos fundadores do Instituto Cubano da Arte e da Indústria Cinematográficas (ICAIC). Começou por realizar documentários e deu ao novo cinema do castrismo a sua primeira longa-metragem: Histórias da Revolução.[1] Nesta primeira fase da sua carreira é ainda bem visível a influência neorrealista, a qual se iria progressivamente atenuar à medida que Alea ia imprimindo um cunho mais pessoal aos seus filmes, como se pode verificar em La muerte de un burócrata (1966) e Memorias del subdesarrollo (1968).
Em 1976 dirige La Ultima Cena que permite alcançar uma visibilidade internacional, em resultado de um filme onde consegue mostrar a sua versatilidade e riqueza de narração. Depois de adoecer, no início da década de 1990, Alea teve que se socorrer do seu amigo Juan Carlos Tabío para co-dirigir os seus dois últimos filmes. O primeiro deles, - Fresa y chocolate (1993) - relata a amizade entre um ingénuo crente do marxismo contemporâneo e um brilhante artista gay, crítico do regime socialista, mostrando neste conflito a complexidade dos registos temáticos do cinema de Gutiérrez Alea. Fresa y chocolate tornou-se o primeiro filme cubano a receber uma nomeação para o Óscar do Melhor Filme em Língua Estrangeira.[2]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Curtas-metragens e documentários[editar | editar código-fonte]

  • 1950: Una confusión cotidiana
  • 1953: Il sogno de Giovanni Bassain
  • 1955: El mégano
  • 1959: Esta tierra nuestra
  • 1960: Asamblea general
  • 1961: Muerte al invasor
  • 1974: El arte del tabaco
  • 1975: El camino de la mirra y el incienso
  • 1977: La sexta parte del mundo
  • 1991: Contigo en la distancia

Longas-metragens[editar | editar código-fonte]

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Festival de Cannes[editar | editar código-fonte]

Palma de Ouro

Festival de Berlim[editar | editar código-fonte]

Urso de Prata / Prémio Especial do Júri

Urso de Ouro / Melhor Filme

Festival de Gramado[editar | editar código-fonte]

Kikito

Festival Sundance de Cinema[editar | editar código-fonte]

Prémio Especial do Júri

Festival de Moscovo[editar | editar código-fonte]

Grande Prémio

Festival de Cine Iberoamericano de Huelva[editar | editar código-fonte]

Colón de Oro

Referências

  1. Georges Sadoul, Dicionário dos Cineastas, Livros Horizonte, 1979
  2. Daniel Yates, Mini-biografia de Tomás Gutiérrez Alea no IMDb, acedido em 23-12-2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]