Tomás Taveira

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Tomás Taveira
Nome completo Tomás Cardoso Taveira
Nascimento 1938 (78 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Prémios Prémio Valmor 1993 (pelo complexo das Amoreiras)

Tomás Cardoso Taveira (Lisboa, 1938) é um arquitecto português.

Depois de se formar na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, obteve uma pós-graduação em Planeamento Regional e Urbano, pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Leccionou na California Polytechnic State University e na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Exerce a sua profissão em Lisboa, sendo seguidor do estilo pós-moderno, com edifícios espelhados e elementos geométricos de cores garridas. Desenhou três novos estádios do Euro 2004.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Lisboa em 1938 numa casa sem electricidade nem água, com uma pia na cozinha. Filho de um operário, vive entre a Picheleira e Alcântara.
Em 1955 entra para o ateliê Nuno Teotónio Pereira, onde trabalha como desenhador. Antes tinha sido serralheiro mecânico. Ingressa no ateliê Conceição Silva em 1965, que viria a ser seu mestre. Dirá numa conferência que neste ateliê desenhou "tudo". No final da década entra para a Escola de Belas-Artes, onde estuda Arquitectura. Em 1971 abre o seu gabinete de arquitectura, a Tomás Taveira SA, com escritório em Lisboa e, mais tarde, em São Paulo.[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

Uma das Construções de Taveira, em Lisboa

Casos[editar | editar código-fonte]

Escândalo Sexual[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 1989, Tomás Taveira viu-se envolvido num escândalo sexual quando algumas gravações caseiras foram encontradas em cassetes de vídeo e enviadas para a revista portuguesa Semana Ilustrada. As gravações mostravam o arquitecto a ter relações sexuais, e fundamentalmente sexo anal, com diferentes jovens. As gravações em questão tiveram lugar no seu gabinete nas Amoreiras, em Lisboa. A revista espanhola Interviú também publicou fotografias das cenas gravadas, que levaram o advogado de Taveira a processar a revista. As gravações com conteúdo sexual foram disponibilizadas em cassetes VHS que se propagaram entre o público e, mais tarde, pela Internet.

O episódio causou tal perturbação que motivou uma mensagem do primeiro-ministro. Numa declaração à TV e à rádio, Cavaco Silva falou numa “campanha preparada e dirigida contra membros do governo português e suas famílias”, uma vez que, segundo a revista, algumas das mulheres apanhadas a cometer adultério eram casadas com altos funcionários.

Para o arquitecto, o escândalo ditou o fim de um período de grande exposição pública, mas também a não concretização de uma série de projectos em curso e ainda pôs um ponto final no casamento com Amarílis Cristina, com quem tinha dois filhos.[3]

UTL[editar | editar código-fonte]

Tomás Taveira concorreu em 1973 a catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, onde deu aulas até Setembro de 2003, quando foi expulso devido a um processo disciplinar.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Revista Sábado n.º 592 (3 de setembro de 2015). O Arquitecto das Amoreiras e das..., págs. 64-65.
  2. *La joya de Alvalade XXI 19 de Abril de 2012, deia.com. Página acedida em 27 de Abril de 2012.
  3. Tomás Taveira. O enfant terrible da arquitectura portuguesa.

Artigos na Internet[editar | editar código-fonte]

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