Toninho Horta

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Toninho Horta
Toninho Horta
Nome completo Antônio Maurício Horta de Melo
Nascimento 2 de dezembro de 1948 (75 anos)
Belo Horizonte,  Minas Gerais
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Compositor
Arranjador
Produtor Musical
Guitarrista

Antônio Maurício Horta de Melo (Belo Horizonte, 2 de dezembro de 1948) é um compositor, arranjador, produtor musical e guitarrista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sua família toda tem um histórico musical, com um avô maestro e compositor, mãe bandolinista, um pai que tocava violão e um irmão mais velho, Paulo, contrabaixista profissional. Paulo, junto do amigo Chiquito Braga, estimulou Toninho a aprender o violão na infância, enquanto tocava o instrumento junto de Chiquito. Toninho compôs sua primeira canção aos 13 anos com a irmã Gilda, e três anos depois tinha uma composição dos dois, “Flor que cheira saudade”, foi gravada pelo cantor Márcio José e o Conjunto de Aécio Flávio - que incluía o irmão Paulo.[1][2] Em 1967 participou do "2º Festival Internacional da Canção", concorrendo com a música Maria Madrugada, em parceria com Júnia Horta; e em 1969, no "4º Festival Internacional da Canção" concorreu com a música Nem é carnaval, com seu parceiro Márcio Borges.

Com Nivaldo Ornelas faz sua estreia em estúdio em 1969 e, no mesmo ano, toca com Milton Nascimento pela primeira vez. Transfere-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 1970, quando passa integrar o grupo A Tribo, juntamente com a cantora Joyce, Nelson Angelo, Novelli e Naná Vasconcelos, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições (Odeon).

Nesta mesma época passou a tocar com Elis Regina e participou das gravações do álbum Clube da Esquina, de Milton Nascimento. Com o seu trabalho já reconhecido nacionalmente, passou a integrar as bandas de Edu Lobo, Gal Costa, Maria Bethânia e Nana Caymmi, no instante em que sua música era percebida por músicos estrangeiros, como Pat Metheny, que sofreu enorme influência de Toninho Horta.

Em 1989, com Diamond Land, finalmente toma o mercado norte-americano, mudando-se para Nova Iorque.

Por seu talento extraordinário, Toninho tocou com músicos renomados do jazz mundial, como Sergio Mendes, Gil Evans, Flora Purim, Astrud Gilberto, Naná Vasconcelos, Paquito De Rivera, Airto Moreira, Wayne Shorter, Eliane Elias, Herbie Hancock, Keith Jarrett, George Benson, Pat Metheny, Flavio Sala e muitos outros.

No Brasil, tem trabalhos realizados com Tom Jobim, Elis Regina, Gal Costa, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Jane Duboc, Caetano Veloso, MPB4, Simone, Leny Andrade, João Bosco, Hermeto Pascoal, Beto Guedes, Lô Borges, Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas, Edu Lobo, Boca Livre, Alaíde Costa, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Dominguinhos, Nico Assumpçao, Paulo Moura, Nelson Ayres, Márcio Montarroyos, Joyce, Luis Alves, Raul de Souza, Leila Pinheiro, Paulo Braga, Yuri Popoff, Emílio Santiago, Robertinho Silva, Pery Ribeiro, Luiz Eça, André Dequech, Halley Flamarion, Aécio Flavio, Marlene, Rafael Rabello, Sebastião Tapajós, Eduardo Conde, Jacques Morelembaum, Nelson Angelo, Lena Horta, Esdras Ferreira "Neném", Mauro Senise, Léo Gandelman, Armando Marçal, Djalma Correa, Chiquito Braga, Fafá de Belém, Tavinho Moura, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Márcio Borges, Toquinho, Ney Matogrosso, Gilson Peranzzetta, Juarez Moreira, Quarteto em Cy e outros.

Toninho já excursionou pela Inglaterra, Rússia, Japão, Coreia, Finlândia, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Itália, Holanda, Bélgica, Açores (Portugal), Martinica, Suíça e Áustria.

Diversas de suas composições foram gravadas por intérpretes e músicos brasileiros como é o caso da canção Céu de Brasília, de seu primeiro álbum solo Terra dos Pássaros (1980), que foi gravada por Simone, Carla Villar e Hamilton de Holanda.[3]

Toninho Horta

Títulos conquistados[editar | editar código-fonte]

  • 5º melhor guitarrista do mundo pela revista britânica "Melody Maker" em 1977
  • 7º melhor guitarrista em 1978, pela mesma revista
  • Cidadão Honorário da cidade de Austin (EUA), em 1983
  • Integra a antologia "Progressions – 100 Years of Jazz" (EUA, Columbia/Legacy, 2005), como um dos guitarristas mais influentes do mundo do jazz no século XX.
  • Em 2012, foi incluído na lista dos 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão da revista Rolling Stone Brasil.[4]

Projetos importantes[editar | editar código-fonte]

Festivais[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta - Emi-Odeon LP (1973)
  • Terra dos Pássaros - Independente LP (Brasil, 1980) - Dubas/WEA (1995) - Dubas (2008)
  • Toninho Horta - EMI-Odeon LP (Brasil, 1980) - World Pacific Records/EMI-Odeon (USA/Brasil, 1990) - Minas Records/Odeon 100 anos (2002)
  • Diamond Land - Polygram/Verve Forecast (USA, 1988)
  • Concerto Planeta Terra com Nelson Ayres, Nivaldo Ornelas & Marcio Montarroyos - Independente LP (Brasil, 1989)
  • Moonstone - Polygram/Verve Forecast (USA, 1989)
  • Once I Loved - Polygram/Verve Forecast (USA, 1992)
  • Durango Kid - Big World Music (USA, 1993)
  • Live in Moskow - B & W Records (Inglaterra, 1994)
  • Foot on the Road - Polydor K.K./Polygram Brasil (Japan/Brasil, 1994)
  • Qualquer Canção Chico Buarque com Toninho Horta & Carlos Fernando (musicas de Chico Buarque) - Dubas/Warner Music (1994/2004)
  • Durango Kid 2 - Big World Music (USA, 1995)
  • Sem Você com Toninho Horta & Joyce (musicas de Tom Jobim) - Shinsei-Do (Japan, 1995) - Biscoito Fino (Brasil, 2007)
  • From Belo to Seoul com Jack Lee - TruSpace (USA, 1997) - Minas Records (Brasil, 2001)
  • Toninho Horta e Flavio Venturini no Circo Voador - Dubas/WEA (Brasil, 1997), (gravado ao vivo no Circo Voador em 1989)
  • Serenade - TruSpace/Aqui-Oh Records (USA/ Brasil - 1997)
  • From Ton to Tom (De Ton para Tom) - A Tribute to Tom Jobim - Videoarts (Japan, 1998) - Minas Records (2002) - Ressonance Records (USA, 2008)
  • Duets com Nicola Stilo - Millesuoni-RCA (Itália, 1999) - Adventure Music (USA, 2005)
  • Quadros Modernos com Juarez Moreira e Chiquito Braga - Independente (2000) - Minas Records (2001)
  • O Som Instrumental De Minas - Minas Records (2001)
  • Com o pé no forró - Minas Records (2004)
  • Solo Ao Vivo - Minas Records (2007)
  • Toninho in Vienna - Pao Records (Austria, 2007)
  • Cape Horn com Arismar do Espírito Santo - Porto das Canoas (2007)
  • Tonight com Tom Lellis - Adventure Music (USA, 2008)
  • To Jobim With Love - Resonance Records (USA, 2008)
  • Harmonia & Vozes - Minas Records (2010)
  • Minas/Tokio - Dear Heart Records (Japan, 2010) - Minas Records (Brasil, 2012)
  • Japa (Shinkansen Group) com Jaques Morelenbaum, Liminha & Marco Suzano - Minas Records (2010)
  • From Napoli To Belo Horizonte com Antonio Onorato - Sud Music/Minas Records (Itália/Brasil, 2013)
  • No Horizonte de Napoli com Stefano Silvestri - Minas Records (2014)
  • Alegria é Guardada em Cofres, Catedrais com Alaíde Costa - Minas Records (2015)
  • Cuerdas Del Sur com Juarez Moreira, Chiquito Braga, Luiz Salinas & Cristian Gálvez - Minas Records (2018)
  • Belo Horizonte com Toninho Horta & Orquestra Fantasma - Think! Records (Japan, 2019)

Videografia[editar | editar código-fonte]

  • Ton de Minas: Solo ao Vivo - Minas Records (2011)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Toninho Horta: Harmonia Compartilhada - Terra dos Pássaros (2010)
  • Songbook: Toninho Horta 108 Partituras - Terra dos Pássaros (2017)

Tributo[editar | editar código-fonte]

  • Pedra da Lua: Carla Villar canta Toninho Horta (2008)
  • Nossa Mãos: Homenagem a Toninho Horta (2008)
  • Duduka da Fonseca Trio: Plays Toninho Horta (2011)

Documentário[editar | editar código-fonte]

  • A Música Audaz de Toninho Horta (2011), (Dirigido por Fernando Libânio

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Em 2004, Toninho forneceu uma entrevista ao Museu da Pessoa [5], descreve como foi sua primeira experiência no mundo da música aos 10 anos de idade. Quando questionado sobre qual foi seu primeiro instrumento musical:

"Foi um violão. Tinha um violão velho lá da Del Vecchio amarelo, tenho até hoje. Recentemente o Virgilio, grande craque lá de luthier, de Sabará, ele deu uma reformada nele e tal. Mas é um violão antigo, que tem muita história. Foi onde eu,. os primeiros acordes que eu dei. Inclusive eu comecei a tocar com os dois dedos, e a primeira música que eu toquei, foi uma música do Ary Barroso, até o ano passado foi comemoração dos cem anos do nascimento dele. E eu lembrava que eu tocava o: “Risque Pon dun don dom…” dos baixos e tudo. E foi a primeira música que eu toquei. E as minhas irmãs já tocavam dedilhando, mais delicadamente, assim. Mas daí a pouquinho, eu já estava passando as meninas. (Risos) Aí falaram: “Olha, o Toninho tem jeito pro negócio, tal.”"
— Toninho Horta

 Em entrevista ao Museu da Pessoa

Referências

  1. Toninho Horta no Portal Uai
  2. Toninho Horta Biografia
  3. Maria Luiza Kfouri. «Disco "Face a Face"». Discos do Brasil. Consultado em 26 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2014 
  4. «Toninho Horta entre os 30 maiores guitarristas da historia da música brasileira». Consultado em 22 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2012 
  5. da Pessoa, Museu (16 de abril de 2004). «É só você acreditar e meter bronca». Museu da Pessoa. Consultado em 1 de fevereiro de 2024 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]