Tornado em Rio Bonito do Iguaçu
| Tornado em Rio Bonito do Iguaçu | |
Vista aérea da destruição causada pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu | |
| Coordenadas | 25° 29′ 27″ sul, 52° 31′ 33″ oeste |
|---|---|
| História meteorológica | |
| Data | 7 de novembro de 2025 |
| Formação | 17h30 (UTC-3) |
| F4 | |
| na Escala Fujita | |
| Ventos mais fortes | 333-418 km/h |
| Efeitos gerais | |
| Fatalidades | 6 (1 indireta)[1] |
| Feridos | 835[1] |
| Danos | >$19 milhão (2025 USD) |
| Áreas afetadas | Rio Bonito do Iguaçu e cidades vizinhas |
Parte da Onda de tornados no Sul do Brasil em Novembro de 2025 |
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O tornado em Rio Bonito do Iguaçu em 7 de novembro de 2025 foi um evento meteorológico extraordinário e um dos tornados mais intensos já registrados no estado do Paraná, Brasil. O fenômeno ocorreu no final da tarde de sexta-feira, atingindo violentamente a cidade de Rio Bonito do Iguaçu. Outros tornados foram confirmados em Turvo (F2), Guarapuava & Candói (F4) e Porto Barreiro (F0-F1).[2]
No laudo técnico da Simepar, o tornado foi re-classificado de F3 para a categoria de F4 (descartando a escala EF) depois da análise profunda de danos. A Plataforma de Registros e Rede Voluntária de Observadores de Tempestades Severas (PREVOTS) classificou preliminarmente o tornado em F4 na Escala Fujita, com ventos que chegaram a mais 333 km/h, e possíveis rajadas que superaram essa marca em algumas áreas.[3][4]
A MetSul Meteorologia, INPE, UFSM e Conexão GeoClima também classificaram o tornado na intensidade de F4.[5] O tornado deixou um rastro devastador de destruição: seis pessoas morreram (incluindo uma morte indireta),[1] aproximadamente 835 ficaram feridas e cerca de 90% das estruturas urbanas de Rio Bonito do Iguaçu foram destruídas ou danificadas.[6][7]
Características gerais
[editar | editar código]Localização e contexto
[editar | editar código]Rio Bonito do Iguaçu é um município localizado na região Centro-Sul do estado do Paraná, a aproximadamente 400 quilômetros de Curitiba (capital estadual). O município, que tinha uma população estimada de cerca de 14 mil habitantes segundo dados do IBGE de 2020, encontra-se próximo à cidade de Laranjeiras do Sul, localizada a apenas 18 quilômetros de distância.[8]
A região é caracterizada pela presença do Rio Iguaçu e por atividades econômicas baseadas em agricultura e pecuária. Antes do tornado, a cidade era conhecida por seus atrativos naturais, incluindo o canyon formado pelo antigo leito do rio Iguaçu e a represa da Usina Hidroelétrica de Salto Santiago.[9]
Horário e duração
[editar | editar código]O tornado se formou e atingiu Rio Bonito do Iguaçu entre as 17h30 no horário de Brasília (UTC-3), na tarde de sexta-feira, 7 de novembro de 2025. De acordo com relatos de moradores, o fenômeno durou aproximadamente 30 a 40 segundos em sua fase mais destrutiva.[10]
Formação
[editar | editar código]Contexto meteorológico e sistemas sinóticos
[editar | editar código]O tornado foi formado no contexto de um sistema sinótico complexo que afetou a região Sul do Brasil entre 7 e 8 de novembro de 2025. De acordo com o Simepar e a MetSul Meteorologia, o tornado foi causado pela interação entre múltiplos fatores atmosféricos que criaram um ambiente altamente propício para formação de tempestades severas.[11]
A formação do tornado foi precedida pela atuação de um ciclone extratropical sobre a região Centro-Sul do Brasil. Este ciclone extratropical, que se deslocava do continente em direção ao oceano, interagiu com uma frente fria de intensidade considerável que avançava pelo sul do país.[12]
Supercélula e mesociclone
[editar | editar código]As condições atmosféricas favoreceram especificamente a formação de uma supercélula de alta precipitação, um tipo especial de tempestade extremamente perigosa caracterizada pela presença de um mesociclone que gira intensamente no interior da nuvem. Uma supercélula é um tipo particular de tempestade severa que se forma em ambientes com forte instabilidade atmosférica e intenso cisalhamento vertical do vento (diferença nas velocidades do vento entre diferentes níveis da atmosfera).[13]
Diferentemente das tempestades comuns, as supercélulas possuem uma corrente de ar ascendente em rotação, conhecida como mesociclone, que gira dentro da nuvem, geralmente nos níveis médios a superiores da atmosfera. Este mesociclone é o resultado da rotação da vorticidade causada pelas correntes de vento inclinadas. Quando fortes correntes de ar ascendente interagem com o cisalhamento vertical, o ar que estava girando sobre um eixo horizontal é forçado a girar sobre um eixo vertical, gerando uma rotação extrema.[14]
Condições atmosféricas favoráveis
[editar | editar código]A formação do tornado foi favorecida pela confluência de vários fatores meteorológicos específicos. Primeiro, havia uma massa de ar quente e extremamente úmida proveniente da região amazônica e do centro do Brasil que se deslocava em direção ao sul. Este ar, rico em umidade e energia térmica, criou uma camada de ar inferior muito instável. Simultaneamente, a frente fria que avançava do sul do Brasil proporcionava uma camada de ar frio e seco nos níveis superiores da atmosfera.[15]
Esta configuração criou uma situação ideal para a instabilidade atmosférica severa. O ar quente e úmido, sendo menos denso, tende a subir através da atmosfera. Quando encontra o ar mais frio dos níveis superiores, a diferença de densidade dispara um processo de convecção violenta. Na noite de 7 de novembro, a queda brusca de temperatura também contribuiu para aumentar ainda mais esta instabilidade.[16]
Um fator adicional e crítico foi o cisalhamento vertical do vento intenso produzido pelo deslocamento do ciclone extratropical. Os jatos de baixos níveis, que se direcionavam ao oeste de Santa Catarina e Paraná, proporcionaram um cisalhamento extremamente elevado dos ventos em diferentes altitudes. Este cisalhamento vertical é essencial para a tornadogênese, pois ao interagir com o mesociclone, permite a organização e concentração da rotação em escalas cada vez menores, até que se forme um funil de tornado.[11]
Classificação na Escala Fujita Aprimorada
[editar | editar código]O Simepar classificou o tornado como de categoria EF3, equivalente à categoria F3 da escala original de Fujita. A Escala Fujita aprimorada (EF) foi desenvolvida para medir a intensidade dos tornados com base na análise dos danos causados pelas velocidades de vento estimadas, refinando a escala original. A escala vai de EF0 (menos intenso) a EF5 (mais intenso).[2]
Na categoria EF3, os ventos estimados (baseados em rajadas de 3 segundos de duração) devem estar entre 218 e 266 km/h. O tornado de Rio Bonito do Iguaçu atingiu velocidades de 250 km/h, dentro desta faixa, embora em alguns pontos da cidade tenha potencialmente superado este valor.[17] Os danos causados por um tornado EF3 são classificados como severos, com destruição parcial a total de casas bem construídas, derrubada de árvores grandes e danos significativos à infraestrutura.
A classificação foi realizada com base em análises de imagens de satélite, vídeos aéreos, análise de radares meteorológicos e principalmente na avaliação dos danos estruturais observados no município. Segundo Samuel Braun, meteorologista do Simepar, em seus 23 anos de carreira profissional, este foi o evento tornádico mais forte que presenciou, afirmando que "não me recordo de chegarmos ao EF3".[2]
Vários meteorologistas e entusiastas do tempo severo (incluindo americanos) estimam o tornado na intensidade de F4. De acordo com a PREVOTS, os danos nessa categoria se destacaram em algumas casas de alvenaria bem-construídas (com lajes e estruturas reforçadas) que foram "moídas" e totalmente arrasadas ao solo, intenso descascamento de árvores ("debarking") e intenso escavamento do solo ("ground scouring"). Muitas árvores saudáveis e grandes nos locais com os piores danos foram descascadas e perderam completamente a folhagem, e algumas casas de alvenaria reforçadas foram niveladas até o solo. Uma escola municipal também foi completamente arrasada.[18][19]
Impactos e danos
[editar | editar código]Destruição urbana e estrutural
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O tornado provocou destruição generalizada e praticamente indiscriminada nas áreas urbana e rural de Rio Bonito do Iguaçu. De acordo com declarações oficiais do governador do Paraná, Ratinho Júnior, aproximadamente 90% das residências e edificações comerciais do município foram danificadas total ou parcialmente.[20]
As imagens aéreas capturadas nas primeiras horas após o desastre revelavam um cenário apocalíptico: casas completamente destelhadas, estruturas de alvenaria colapsadas, árvores arrancadas pela raiz, veículos capotados e arremessados a dezenas de metros de distância. Equipamentos agrícolas de grande porte, incluindo silos gigantescos que normalmente têm capacidade de armazenar centenas de toneladas de grãos, foram derrubados como se fossem pequenos brinquedos. Postos de gasolina foram completamente destruídos, com suas estruturas reduzidas a escombros.[14]
Os relatos de moradores descreviam um cenário literal de "guerra", com destruição total em praticamente todas as direções. Uma moradora relatou à televisão: "Na entrada da cidade já havia sinais muito claros de que algo muito horrível aconteceu. Conforme a gente foi entrando, foi ficando mais caótico. Cenário de guerra mesmo. Carro capotado, árvore no meio da rua." Outra testemunha descreveu o momento exato do tornado: "A gente tem uma farmácia e saímos correndo, porque minha filha estava em casa. Chegamos lá, não deu dois minutos, começou a voar tudo. Voou telha, parede. Corremos para o banheiro, estourou também. Nos abraçamos e pedimos a Deus para nos proteger. O tornado durou 30, 40 segundos, e detonou tudo. Eu tenho dois carros, um deles voou dez metros. Parecia assim como se soltassem uma bomba atômica".[21]
Vítimas e feridos
[editar | editar código]O tornado causou sete mortes confirmadas até o dia 11 de novembro de 2025. As vítimas foram identificadas como:[22][23]
- Julia Kwapis, 14 anos, de Rio Bonito do Iguaçu – uma adolescente que não resistiu aos ferimentos após o colapso da residência onde se abrigava com a família. A vítima foi arremessada contra uma parede.
- Adriane Maria de Moura, 47 anos, de Rio Bonito do Iguaçu
- Jurandir Nogueira Ferreira, 49 anos, de Rio Bonito do Iguaçu
- Claudino Paulino Risse, 57 anos, de Rio Bonito do Iguaçu
- José Gieteski, 83 anos, de Rio Bonito do Iguaçu
- José Neri Geremias, 53 anos, de Guarapuava. No entanto, embora contabilizada como vítima fatal do tornado em Rio Bonito do Iguaçu, essa esteve associada a outro tornado, também de categoria F4.[24]
- José Eronides de Almeida, 70 anos, [23]
Além das vítimas confirmadas, a Polícia Científica do Paraná continua em investigações para confirmação de identidades. Aproximadamente 750 pessoas receberam atendimento médico pelas autoridades de saúde estaduais, conforme relatório da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) até o meio da tarde de 8 de novembro. Destas, nove pessoas apresentavam ferimentos graves que necessitaram de cirurgias e atendimento em unidades de terapia intensiva.[25]
Os hospitais de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel foram mobilizados para receber os feridos em estado grave. O hospital de Laranjeiras do Sul, localizado a apenas 18 quilômetros de Rio Bonito do Iguaçu, ficou sobrecarregado, atendendo centenas de vítimas nas primeiras horas após o desastre. De acordo com informações divulgadas no domingo (9 de novembro), em Laranjeiras do Sul foram contabilizados 143 atendimentos na UBS Dr. Felipe de Sio, 138 no Hospital São Lucas, 455 no Instituto São José, 18 na Faculdade Campo Real e 81 registros de atendimento pelo Samu.[26]
Desabrigados e desalojados
[editar | editar código]De acordo com a Defesa Civil do Paraná, o tornado deixou mais de 1 000 pessoas desalojadas (que tiveram que sair de suas casas, mas encontraram abrigo em outras residências com parentes ou amigos) e aproximadamente 28 a 30 pessoas completamente desabrigadas (sem nenhum local para se acomodar). Considerando a população total de Rio Bonito do Iguaçu de cerca de 14 mil habitantes, isto significa que aproximadamente 11 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo tornado, representando cerca de 80% da população do município.[2]
Infraestrutura e danos à rede elétrica
[editar | editar código]A rede de distribuição de energia elétrica sofreu danos catastróficos. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) mobilizou mais de 100 profissionais para trabalhar especificamente em Rio Bonito do Iguaçu para restaurar o fornecimento de energia. Foram contabilizados aproximadamente 280 postes de energia derrubados e três torres de alta tensão destruídas na região, particularmente na porção sudoeste próxima a Guarapuava.[27]
Contexto histórico e comparação com outros tornados
[editar | editar código]Segundo especialistas em meteorologia e climatologia, o tornado de Rio Bonito do Iguaçu classificou-se como um dos tornados mais intensos já registrados na história recente do estado do Paraná. Pesquisadores apontam que tornados de categoria EF3/EF4 são eventos raros e extremamente graves no Sul do Brasil.[28]
Para contexto histórico, um tornado bastante violento ocorreu na cidade de Itu, em São Paulo, em 1991. Aquele tornado foi classificado como F4, com ventos estimados em até 300 quilômetros por hora, que derrubou um obelisco de 100 toneladas, arrastou veículos por 700 metros e causou 15 mortes. Em 2018, um tornado F4 atingiu o Rio Grande do Sul (estados vizinhos) entre as cidades de Coxilha e Tapejara, com ventos acima de 200 km/h, causando duas mortes. Três anos antes, em 2015, uma comunidade rural em Francisco Beltrão (também no Paraná) foi atingida por um tornado F3, causando danos extraordinários em árvores e a intensa mutilação de um carro o deixando irreconhecível.[28][29]
Resposta emergencial
[editar | editar código]Mobilização inicial
[editar | editar código]Equipes de resgate foram acionadas ainda na noite de sexta-feira (7). A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná, o Exército Brasileiro e agências de resposta federal foram rapidamente deslocadas ao município. O coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros do Paraná, declarou que equipes de várias regiões do estado, incluindo Curitiba, foram enviadas para reforçar as operações de busca e resgate. Ambulâncias e aeronaves também foram mobilizadas para transporte de feridos graves.[30]
As operações de busca por vítimas foi realizada intensivamente entre os escombros durante todo o fim de semana de 8-9 de novembro. O Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), especializado em buscas em escombros, foi mobilizado e utilizou cães farejadores para localizar possíveis desaparecidos. Pelo menos as 17h de sábado (8), o Corpo de Bombeiros informou que não havia mais ninguém a ser localizado nos escombros das construções urbanas, embora buscas continuassem em áreas rurais.[31]
Encerramento das buscas
[editar | editar código]No domingo, 9 de novembro de 2025, o Coordenador Estadual da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Schunig, confirmou oficialmente o encerramento das buscas por vítimas em Rio Bonito do Iguaçu. De acordo com as autoridades, não há mais registros de desaparecidos. As equipes de busca realizaram sobrevoos em áreas rurais e todas as notificações de possíveis vítimas foram verificadas sem sucesso em localizar mais pessoas.[32] "Felizmente, não temos mais registro de desaparecidos. Agora o trabalho continua na reorganização dos serviços essenciais, como água, energia e limpeza urbana", afirmou o coronel Schunig.[33]
Fornecimento de alimentos e água
[editar | editar código]O governo estadual enviou centenas de cestas básicas, água potável, cobertores e kits de higiene para a população afetada. A Defesa Civil forneceu especificamente 1 200 cestas básicas, 565 colchões, e 2 600 telhas para reparos iniciais. Equipes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foram mobilizadas para restaurar o abastecimento de água nas áreas afetadas, essencial dado que aproximadamente 75% do sistema de distribuição elétrica havia sido destruído.[34]
Resposta governamental
[editar | editar código]Decretos de calamidade pública
[editar | editar código]O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), decretou formalmente Estado de Calamidade Pública em Rio Bonito do Iguaçu na manhã de sábado, 8 de novembro de 2025. Este decreto permite que o governo estadual adote procedimentos emergenciais, incluindo a dispensa de licitações nas compras de alimentos, combustível e materiais de construção, a mobilização imediata de recursos orçamentários estaduais, o pedido de apoio financeiro federal e o estabelecimento de convênios emergenciais para reconstrução.[35]
Força-tarefa de reconstrução
[editar | editar código]O governador Ratinho Júnior anunciou uma força-tarefa coordenada entre múltiplas agências estaduais para reconstruir Rio Bonito do Iguaçu. Equipes da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) iniciaram imediatamente o mapeamento das áreas afetadas, avaliando quais casas poderiam ser reparadas e quais precisariam ser completamente reconstruídas.[36]
No domingo (9 de novembro), o Governo do Paraná concentrou seus esforços na limpeza e reconstrução. De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, o município foi dividido em cinco setores para agilizar o trabalho. "Hoje o foco é começar a limpar a cidade, retirar entulhos e levantar os prejuízos para que possamos, o quanto antes, fazer chegar recursos financeiros às famílias e comerciantes afetados. Temos mais de 30 equipamentos cedidos pelo Estado e municípios vizinhos".[37] Técnicos da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR) realizam avaliações das condições das moradias atingidas.
Solidariedade interestadual
[editar | editar código]A tragédia de Rio Bonito do Iguaçu mobilizou uma onda de solidariedade entre os líderes estaduais e municipais de todo o Brasil. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ofereceu explicitamente apoio e colocou equipes à disposição. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reforçou o vínculo de cooperação entre os estados do Sul, relembrando que o Rio Grande do Sul havia recebido apoio durante as enchentes históricas de 2024 e estava pronto para retribuir. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou que a Defesa Civil catarinense estava em prontidão para reforçar as operações no Paraná. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ressaltou a importância da cooperação federativa.[38]
Consequências socioeconômicas
[editar | editar código]Estimativas de danos e prejuízos
[editar | editar código]O laudo técnico da Simepar estima os danos em Rio Bonito do Iguaçu entre 114 milhões de reais.[39] Considerando que aproximadamente 90% das estruturas urbanas de um município de 14 mil habitantes foram destruídas ou danificadas, e que incluem residências, comércios, propriedades agrícolas, infraestrutura pública e equipamentos, estima-se que os danos totalizaram centenas de milhões de reais em valores de reconstrução.[40]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b c Sartori, Millena (11 de novembro de 2025). «Paraná confirma sétima morte após passagem de tornados; 20 feridos seguem internados». g1. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b c d «Tornado que atingiu Paraná é classificado como EF3, diz Simepar». G1. 8 de novembro de 2025. Consultado em 8 de novembro de 2025
- ↑ «Simepar classifica tornado de Rio Bonito como EF3». SIMEPAR. 8 de novembro de 2025. Consultado em 8 de novembro de 2025
- ↑ «Pelo menos 8 tornados foram identificados em SC e PR na última sexta-feira. O tornado mais significativo, que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, recebeu classificação *preliminar* de F4 no nosso banco de dados com base nos danos na cidade. Vamos atualizar os dados nos próximos dias.». Prevots via Twitter. 8 de novembro de 2025. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ Nachtigall, Estael Sias, Luiz F. (9 de novembro de 2025). «Tornado que atingiu o Paraná pode ter sido um EF-4 com vento de até 300 km/h». MetSul Meteorologia. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ «Tornado destrói 90% de cidade no Paraná e causa seis mortes». Agência Brasil. 7 de novembro de 2025. Consultado em 8 de novembro de 2025
- ↑ «Tornado no Paraná: hospitais já atenderam 750 feridos». CNN Brasil. 8 de novembro de 2025. Consultado em 8 de novembro de 2025
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- ↑ «Governadores se unem em apoio ao Paraná após tornado». Correio Braziliense. 7 de novembro de 2025. Consultado em 9 de novembro de 2025
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- ↑ «Paraná decreta calamidade pública após tornado destruir cidade». MoneyTimes. 7 de novembro de 2025. Consultado em 9 de novembro de 2025