Campeonato Brasileiro de Futebol de 1970

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XIV Campeonato Brasileiro de Futebol
Taça de Prata de 1970
Brasil
Dados
Participantes 17
Organização CBD
Local de disputa  Brasil
Período 20 de setembro – 20 de dezembro
Gol(o)s 313
Partidas 142
Média 2,2 gol(o)s por partida
Campeão Rio de Janeiro Fluminense (1º título)
Vice-campeão São Paulo Palmeiras
Melhor marcador Tostão (Cruzeiro) – 12 gols (competição) - Claudiomiro (Inter) e Flávio (Flu) - 11 gols (fase inicial)
Melhor ataque (fase inicial) Minas Gerais Cruzeiro – 29 gols
Melhor defesa (fase inicial) São Paulo Palmeiras – 8 gols
Maior goleada
(diferença)
Cruzeiro Minas Gerais 6 – 0 São Paulo Ponte Preta
Estádio do Mineirão, Belo Horizonte
21 de novembro de 1970
Público 2 876 778
Média 20 259 pessoas por partida
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O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1970, originalmente denominado Taça de Prata pela CBD[1] e também conhecido por Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou Robertão, foi a décima quarta edição do Campeonato Brasileiro e o quarto e último Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que teve como campeão o Fluminense.

Já estabelecida como a mais importante competição de clubes do Brasil, e resolvidas as pendências entre CBD e Conmebol, a Taça de Prata de 1970 indicou os dois representantes brasileiros para a Taça Libertadores da América: o campeão Fluminense e o vice Palmeiras. Nesta edição, foram mantidos os números de dezessete participantes e de sete estados, bem como a fórmula de disputa. As únicas alterações se deram no representante paranaense, que voltou a ser o Atlético Paranaense, campeão de seu estado, e no quinto clube paulista, que deixou de ser a Portuguesa para dar lugar à Ponte Preta, vice campeã estadual. Essa edição bateu o recorde de arrecadação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, com uma receita de 13 745 574,50 cruzeiros em 142 jogos, média de 96 799,82 cruzeiros por partida.[2]

Chegaram ao quadrangular decisivo o Palmeiras (pela quarta vez seguida), o Cruzeiro (repetindo o ano anterior), Atlético Mineiro e Fluminense, que estreavam nas finais. O Fluminense venceu os dois primeiros jogos por 1 a 0 e chegou à última rodada com larga vantagem: enfrentaria o já eliminado Atlético Mineiro em casa, jogando pelo empate e podendo até perder, caso o Palmeiras não ganhasse do também eliminado Cruzeiro em São Paulo, na rodada de 20 de dezembro.[3] Como o Palmeiras fez 4 a 2 no Cruzeiro, o empate em 1 a 1 foi suficiente para o Fluminense sagrar-se campeão, perante 112 402 pagantes, mais de 132 mil torcedores presentes.[4]

Em 2010, o torneio foi reconhecido pela CBF como o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1970, atribuindo o título de campeão brasileiro ao Fluminense,[5] exatamente como fazia em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[6][1] Foi a única competição que contou com todos os 22 jogadores da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970,[7] mundialmente considerada uma das maiores seleções da história do futebol.[8]

História[editar | editar código-fonte]

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça Prata foi uma competição nacional de futebol no Brasil disputada de 1967 a 1970, antes da criação do Campeonato Nacional de Clubes, em 1971, que ficou lembrado por vários anos como sendo o primeiro Campeonato Brasileiro desde que a CBD modificou o seu boletim oficial em 1974.[1][9][10]

A décima quarta edição do Campeonato Brasileiro de Futebol, ou o quarto e último Torneio Roberto Gomes Pedrosa, foi realizado em 1970 e contou com a participação de dezessete equipes de sete estados. As únicas modificações se deram no representante do Paraná, que voltou a ser o Atlético Paranaense, e no quinto clube paulista, que deixou de ser a Portuguesa para dar lugar à Ponte Preta.[11] Esta edição do certame ficou marcada como a única competição que contou com todos os jogadores brasileiros campeões de uma Copa do Mundo (a Copa do Mundo de 1970, no México), que, segundo Odir Cunha, foi uma "era áurea" do futebol do País, que possivelmente não voltará a ocorrer, visto que, atualmente, os melhores jogadores brasileiros vão ainda jovens para o exterior, por fins lucrativos.[10] Em 1970, após quatro edições disputadas, o Robertão chegou ao fim: em 1971, a CBD anunciou a transformação da Taça de Prata em Campeonato Nacional de Clubes, com grande influência política.[10][12][13][14] Esse torneio ficaria conhecido, a partir de 1974, como a primeira edição do Campeonato Brasileiro, excluindo a versão anterior, apesar de disputado sob formato similar ao do "Robertão".[9][10]

Pela primeira vez um time não-paulista venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, com o Fluminense sagrando-se campeão após o empate por 1 a 1 na última rodada do quadrangular final com o Atlético Mineiro. O herói do clube carioca nesse título foi Mickey, que marcou três gols no quadrangular final, sendo um em cada uma das três partidas em que substituiu Flávio, goleador tricolor que ainda terminaria como vice-artilheiro da competição com onze gols em quatorze partidas, apesar dos jogos ausente, e que teve que parar para fazer uma operação de amigdalite.[15][16] O vice-campeão foi o Palmeiras, que venceu o Cruzeiro por 4 a 2 na última rodada. Paulistas e cariocas se classificaram para a disputa da Libertadores de 1971, com o Cruzeiro tendo feito o artilheiro da competição, Tostão, com doze gols. Na disputa particular entre os grandes clubes mineiros, o Atlético terminou em terceiro e o Cruzeiro em quarto.[17]

Entre 1969 e 1971, este time do Flu ganharia cinco títulos oficiais, além deste título nacional, dois campeonatos cariocas, em 1969 e em 1971, e duas Taças Guanabara, então competições independentes, nestes mesmos anos, sendo este o primeiro time do Fluminense a receber a alcunha de "Máquina".[18] Na partida contra o Palmeiras, a Torcida do Flu levou uma faixa com os dizeres "O Flu é uma máquina",[19] e, na partida decisiva contra o Atlético Mineiro, a torcida colocou outra faixa, onde se lia "Pra frente, Máquina".[20]

Do time campeão, Félix, um de seus reservas, Jairo, Toninho, Marco Antônio, Denílson, Flávio e Lula defenderam em algum momento de suas carreiras a Seleção Brasileira principal, sendo que Félix e Marco Antônio foram campeões da Copa do Mundo de 1970.[21]

A edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata de 1970 foi a base para a criação do Campeonato Nacional de Clubes, em 1971: as únicas alterações foram a inclusão de um clube do Ceará e de mais um de Minas Gerais e outro de Pernambuco; ou seja, o campeonato passou a ter vinte clubes, em vez de dezessete, não sofrendo nenhuma mudança drástica em relação à edição anterior da Taça de Prata.[22][23][24][25] Alguns autores consideram que "a história do futebol brasileiro, a partir desse momento, foi deixada para trás".[10] Este novo certame viera com a proposta de dar oportunidades diretas para times do país inteiro e, devido à política que ditava o critério de escolha dos participantes, não havia necessidade de as equipes passarem por campeonatos regionais. A fórmula de disputa seguia a mesma da competição anterior, com a criação de uma segunda divisão. No entanto, não existia rebaixamento, mas havia promoção — foi o vice-campeão Remo, e não o campeão Villa Nova, que ficou com a vaga para disputar o Nacional de 1972.[10][22]

Existem versões que os motivos da exclusão da versão anterior foram questões políticas. "O Brasil vivia uma ditadura que descobria como o futebol podia ser usado para promover o ufanismo e a imagem de integração nacional", escreveu o jornalista e historiador Roberto Assaf. "Era interessante para o governo da época vender a ideia de que estava sendo criado algo inédito."[23][10][25][12] A forma como o regime militar utilizou o futebol brasileiro para legitimar alguns de seus dogmas é evidente. O tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 é o exemplo mais marcante das intervenções realizadas pelo governo militar no futebol nacional. Porém, também determinaram diversas diretrizes que influenciaram os clubes. A criação do Campeonato Nacional de Clubes em 1971 veio na esteira do Plano de Integração Nacional do presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici.[13][14][26]

A discussão sobre se o Robertão, era, ou não, um campeonato realmente nacional é um assunto controverso. Em dezembro de 1968, a Folha ainda lamentava o fato do Brasil ser "o único país sem campeonato nacional",[27] lamento repetido quatro meses depois, seguido de uma constatação: "Um campeonato brasileiro de futebol, com lei de acesso atualizada, será a salvação do futebol nacional."[28] Já outros veículos da imprensa, além da própria CBD que declarou o Fluminense campeão brasileiro em seu boletim oficial de 1971,[29] tratavam a competição como um verdadeiro campeonato nacional e consideravam seus vencedores campeões brasileiros, como a revista Placar, que, em sua edição de 25 de dezembro de 1970, trazia ampla cobertura das finais do campeonato e estampou em sua capa a manchete "O Flu é o campeão do Brasil!".[12] Em 1967, após a criação da competição, o Jornal do Brasil defendeu que a realização de um campeonato de proporções nacionais era um importante momento para a história do futebol brasileiro e acrescentou: "A esperança de melhores rendas e espetáculos de qualidade superior àqueles proporcionados pelos estaduais parecia concretizar-se, uma vez que a criação de um campeonato nacional racionalizaria o calendário, possibilitando, inclusive, a vinda de clubes estrangeiros para o Brasil, e fortaleceria a Seleção Brasileira, já que jogadores de outros centros poderiam ser úteis para o time verde e amarelo, que tinha perdido a Copa do Mundo em 1966 para os anfitriões ingleses."[12]

Todavia, mesmo com a criação do Campeonato Nacional de Clubes, a imprensa da época continuou dividida: Enquanto uma parte dos jornalistas era otimista com a nova competição, outra parcela permanecia debatendo a respeito da falta de um campeonato verdadeiramente nacional.[23] A revista Placar, que lutara durante todo o ano de 1970 pela criação do Nacional, acabou adotando uma postura cautelosa após a criação da nova competição. Sob o título "Até que enfim um Campeonato Nacional — mas tem que melhorar", a revista criticava a hegemonia dos fatores políticos em detrimento dos aspectos futebolísticos. Para a revista, o Nacional "não passava de um Robertão um pouco diferente", o que não contribuía para alterar a estrutura arcaica do futebol brasileiro.[12] O Jornal dos Sports também não considerou que houve grandes mudanças entre os dois certames e, ao falar das equipes cariocas que disputariam o Campeonato Nacional, apresentou a equipe do Fluminense da seguinte forma: "Flu parte para o bi com toda a força." Ou seja, assim como a Placar no ano anterior, o Jornal dos Sports também tratou o Fluminense como campeão brasileiro mesmo sem a existência oficial do Campeonato Nacional, considerando o Torneio Roberto Gomes Pedrosa como tal. Anos mais tarde essa questão viria a ser de grande relevância e alvo de disputas esportivas e políticas.[12]

O rompimento entre o que já existia e o que surgiu criou um paradoxo: ao mesmo tempo em que existia a noção de que os vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa eram campeões nacionais, a imprensa da época também continuava debatendo a respeito da falta de um campeonato verdadeiramente nacional. "A própria CBF não sabe o que a CBD determinou na transição de 1970 para 1971", afirma o jornalista Paulo Vinícius Coelho. "A documentação da época está na Granja Comary [em Teresópolis, RJ], e o responsável pelo arquivo histórico da entidade ainda não teve condições de procurar esse material."[23]

João Havelange, ex-presidente da CBD que criou tanto a Taça Brasil, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e o Campeonato Nacional de Clubes, declarou que as competições representavam a sequência uma da outra e que a Taça Brasil e o Robertão foram criados para definir o campeão brasileiro, e que o Campeonato Nacional de Clubes representou o prosseguimento destas competições.[30][31] Também, segundo Odir Cunha, o surgimento do Campeonato Nacional de Clubes não invalidou os títulos brasileiros anteriores.[30][25] Tanto é, que por muitos anos, a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foram computados nos rankings de clubes que se fazia.[30] João Havelange, também declarou em 2010 ser favorável à unificação dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa ao Campeonato Brasileiro. Em um evento oficial do Santos, ele afirmou que "se os títulos existiram é porque as competições foram oficiais e, se foram oficiais, devem ser respeitadas".[23]

Após os times vencedores das competições nacionais antes de 1971 entrarem com pedido na CBF para a entidade equiparar suas conquistas às do Campeonato Brasileiro,[32] em 22 de dezembro de 2010, a CBF unificou oficialmente os títulos nacionais, tornando todas as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa — bem como as da Taça Brasil — válidas como Campeonato Brasileiro,[5] assim como a entidade fazia em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[33]

Fórmula de disputa[editar | editar código-fonte]

Primeira fase: os dezessete participantes jogaram todos contra todos, em turno único, mas divididos em dois grupos (um com oito clubes e outro com nove) para efeito de classificação. Classificaram-se os dois primeiros de cada grupo para a fase final.

Fase final: os quatro clubes classificados jogaram todos contra todos, em turno único. O clube com maior número de pontos nesta fase sagrou-se campeão.

Critérios de desempate: saldo de gols, goal-average e sorteio.

Jogadores e técnico campeões da Copa do Mundo de 1970 na competição[editar | editar código-fonte]

  • Clubes que defenderam na Taça de Prata, idade em 20 de setembro, início da competição.
Técnico
Goleiros
Zagueiros
Meio-campistas
Atacantes

Outro destaque

Classificação da primeira fase[editar | editar código-fonte]

Grupo A
Pos Equipes Pts J V E D GP GC SG
1 São Paulo Palmeiras 23 16 9 5 2 16 7 9
2 Minas Gerais Atlético Mineiro 20 16 7 6 3 21 13 8
3 Rio de Janeiro Botafogo 19 16 7 5 4 21 13 8
4 Rio Grande do Sul Grêmio 18 16 6 6 4 17 13 4
5 São Paulo Santos 16 16 5 6 5 20 20 0
6 Bahia Bahia 15 16 5 5 6 11 18 -7
7 São Paulo São Paulo 11 16 3 5 8 14 20 -6
8 Guanabara America-RJ 10 16 2 6 8 15 23 -8
Zona de classificação para a próxima fase.
Grupo B
Pos Equipes Pts J V E D GP GC SG
1 Minas Gerais Cruzeiro 21 16 9 3 4 29 14 15
2 Rio de Janeiro Fluminense 20 16 8 4 4 26 16 10
3 Rio de Janeiro Flamengo 20 16 7 6 3 18 9 9
4 Rio Grande do Sul Internacional 20 16 8 4 4 21 12 9
5 São Paulo Corinthians 16 16 5 6 5 16 15 1
6 Pernambuco Santa Cruz 14 16 3 8 5 14 22 -8
7 Paraná Atlético Paranaense 12 16 4 4 8 13 22 -9
8 São Paulo Ponte Preta 10 16 3 4 9 11 34 -23
9 Rio de Janeiro Vasco da Gama 7 16 2 3 11 14 26 -12
Zona de classificação para a próxima fase.

Jogos da fase final[editar | editar código-fonte]

  • 13 de dezembro, no Rio de Janeiro: Fluminense 1–0 Palmeiras.
  • 13 de dezembro, em Belo Horizonte: Cruzeiro 1–1 Atlético-MG.
  • 16 de dezembro, em Belo Horizonte: Cruzeiro 0–1 Fluminense.
  • 16 de dezembro, em São Paulo: Palmeiras 3–0 Atlético-MG.
  • 20 de dezembro, em São Paulo: Palmeiras 4–2 Cruzeiro.
  • 20 de dezembro, no Rio de Janeiro: Fluminense 1–1 Atlético-MG.

Classificação do quadrangular final[editar | editar código-fonte]

Pos Equipes Pts J V E D GP GC SG
1 Guanabara Fluminense 5 3 2 1 0 3 1 2
2 São Paulo Palmeiras 4 3 2 0 1 7 3 4
3 Minas Gerais Atlético Mineiro 2 3 0 2 1 2 5 -3
4 Minas Gerais Cruzeiro 1 3 0 1 2 3 6 -3

Premiação[editar | editar código-fonte]

Campeão Brasileiro de 1970
Rio de Janeiro
Fluminense Football Club
(1º título)
Bola de Prata de 1970

Os melhores jogadores do campeonato em suas posições, eleitos pela revista Placar:[34]

Flag of Brazil (1968-1992).svg Picasso (Bahia)
Flag of Brazil (1968-1992).svg Humberto Monteiro (Atlético Mineiro)Flag of Brazil (1968-1992).svg Brito (Cruzeiro)Flag of Paraguay (1954-1988).svg Reyes (Flamengo)Flag of Brazil (1968-1992).svg Everaldo (Grêmio)
Flag of Brazil (1968-1992).svg Zanata (Flamengo)Flag of Brazil (1968-1992).svg Samarone (Fluminense)Flag of Brazil (1968-1992).svg Dirceu Lopes (Cruzeiro)
Flag of Brazil (1968-1992).svg Vaguinho (Atlético Mineiro)Flag of Brazil (1968-1992).svg Tostão (Cruzeiro)Flag of Brazil (1968-1992).svg Paulo Cézar Caju (Botafogo)

Hors concours: Flag of Brazil (1968-1992).svg Pelé

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Pos Equipes Pts J V E D GP GC SG Classificação ou rebaixamento
1 Guanabara Fluminense 25 19 10 5 4 29 16 +13 Fase de grupos da Copa Libertadores de 1971.
2 São Paulo Palmeiras 27 19 11 5 3 24 11 +13
3 Minas Gerais Atlético Mineiro 22 19 7 8 4 23 18 +5 Também participaram da fase final.
4 Minas Gerais Cruzeiro 22 19 9 4 6 32 20 +12
5 Rio Grande do Sul Internacional 20 16 8 4 4 21 12 +9 Participaram da primeira fase.
6 Guanabara Flamengo 20 16 7 6 3 18 9 +9
7 Guanabara Botafogo 19 16 7 5 4 21 13 +8
8 Rio Grande do Sul Grêmio 18 16 6 6 4 16 13 +3
9 São Paulo Corinthians 16 16 5 6 5 17 16 +1
10 São Paulo Santos 16 16 5 6 5 20 20 0
11 Bahia Bahia 15 16 5 5 6 11 18 -7
12 Pernambuco Santa Cruz 14 16 3 8 5 14 22 -8
13 Paraná Atlético Paranaense 12 16 4 4 8 13 22 -9
14 São Paulo São Paulo 11 16 3 5 8 14 20 -6
15 Guanabara America 10 16 2 6 8 15 23 -8
16 São Paulo Ponte Preta 10 16 3 4 9 11 34 -23
17 Guanabara Vasco da Gama 7 16 2 3 11 14 26 -12

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

  1. Cruzeiro 6–0 Ponte Preta, 21 de novembro de 1970.[35]
  2. Fluminense 6–1 Ponte Preta, 4 de novembro de 1970.
  3. Grêmio 5–0 Atlético-PR, 7 de novembro de 1970.
  4. Bahia 1–5 Santos, 2 de dezembro de 1970.
  5. Vasco 5–1 Santos, 17 de outubro de 1970.
  6. Flamengo 5–1 Santa Cruz, 31 de outubro de 1970.

Principais artilheiros[editar | editar código-fonte]

  1. Tostão (Cruzeiro): 12 gols.[36]
  2. Claudiomiro (Internacional) e Flávio (Fluminense): 11 gols.[37]
  3. Paulo Cézar Caju (Botafogo): 7 gols.[38]

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

  • Públicos pagantes, acima de 50.000.[39]
  1. Fluminense 1–1 Atlético-MG, 112 403, Maracanã, 20 de dezembro de 1970. (*)
  2. Atlético-MG 1–1 Cruzeiro, 85 253, Mineirão, 13 de dezembro de 1970.
  3. Flamengo 1–1 Fluminense, 81 616, Maracanã, 22 de novembro de 1970.
  4. Atlético-MG 1–1 Cruzeiro, 76 505, Mineirão, 25 de outubro de 1970.
  5. Flamengo 1–0 Atlético-MG, 69.156, 2 de dezembro de 1970.
  6. Flamengo 1–0 Internacional, 62.634, 22 de novembro de 1970.
  7. Botafogo 0–0 Flamengo, 59.083, 25 de novembro de 1970.
  8. Atlético-MG 3–1 Fluminense, 58.059, 29 de novembro de 1970.
  9. Fluminense 3–1 Vasco, 55.392, 1 de novembro de 1970.
  10. Flamengo 0–0 Palmeiras, 54.620, 18 de outubro de 1970.
  11. Cruzeiro 1–1 Santos, 50.513, 27 de setembro de 1970.
  12. Fluminense 1–0 Palmeiras, 50.421, 13 de dezembro de 1970.

(*) Publicou O Estado de S. Paulo, de 22 de dezembro de 1970, em sua página 32: "Mais de 130.000 pessoas — 112.403 que pagaram ingressos e mais de 20 mil que entraram de graça — proporcionando a renda recorde de Cr$ 525.419,50, assistiram ao jogo entre Fluminense e Atlético Mineiro…".

Campanha do campeão[editar | editar código-fonte]

Time base[40]

Flag of Brazil (1968-1992).svg Félix
Flag of Brazil (1968-1992).svg OliveiraFlag of Brazil (1968-1992).svg GalhardoFlag of Brazil (1968-1992).svg AssisFlag of Brazil (1968-1992).svg Marco Antônio
Flag of Brazil (1968-1992).svg DenílsonFlag of Brazil (1968-1992).svg Didi (Flag of Brazil (1968-1992).svg Silveira) • Flag of Brazil (1968-1992).svg Samarone (Flag of Brazil (1968-1992).svg Cláudio Garcia)
Flag of Brazil (1968-1992).svg CafuringaFlag of Brazil (1968-1992).svg Flávio (Flag of Brazil (1968-1992).svg Mickey) • Flag of Brazil (1968-1992).svg Lula
Flag of Brazil (1968-1992).svg Paulo Amaral (treinador)

Primeira fase
Fluminense 1–0 Corinthians (SP), 26/09/1970.[41]
Fluminense 2–1 Cruzeiro (MG), 03/09/1970.
Fluminense 2–1 Grêmio (RS), 07/10/1970.
Fluminense 3–0 America (GB), 11/10/1970.
Bahia (BA) 1–0 Fluminense, 14/10/1970.
Santa Cruz (PE) 0–1 Fluminense, 18/10/1970.
Fluminense 1–1 São Paulo (SP), 22/10/1970.
Internacional (RS) 2–0 Fluminense, 25/10/1970.
Fluminense 3–1 Vasco (GB), 01/11/1970.
Fluminense 6–1 Ponte Preta (SP), 04/11/1970.
Palmeiras (SP) 0–3 Fluminense, 07/11/1970.
Fluminense 1–1 Botafogo (GB), 12/11/1970.
Santos (SP) 1–0 Fluminense, 18/11/1970.
Flamengo (GB) 1–1 Fluminense, 22/11/1970.
Atlético (MG) 3–1 Fluminense, 29/11/1970.
Atlético (PR) 1–1 Fluminense, 06/12/1970.
Fase final
Fluminense 1–0 Palmeiras (SP), 13/12/1970.
Cruzeiro (MG) 0–1 Fluminense, 16/12/1970.
Fluminense 1–1 Atlético (MG), 20/12/1970.
Resumo[42]
Partidas: 19.
Vitórias: 10.
Empates: 5.
Derrotas: 4.
Gols a favor: 29.
Gols contra: 16.
Saldo de gols: 13.
Média de público (mando de campo): 40.408 pagantes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Boletim da CBD, de 1972, intitulado de Progresso do Campeonato Nacional, conta os títulos nacionais desde 1967». Consultado em 23 de julho de 2016 
  2. Revista Grandes Clubes Brasileiros - Campeonato Nacional - História do Nacional, página 25, Rio Gráfica e Editora S.A. (1971)
  3. PONTES, Ricardo F. F. e REIS, Santiago (18 de outubro de 2009). «Brazil 1970 Taça de Prata (Torneio Roberto Gomes Pedrosa)» (em inglês). RSSSFBrasil.com. Consultado em 16 de outubro de 2015 
  4. Jornal O Estado de S. Paulo, de 22 de dezembro de 1970, página 32.
  5. a b «CBF oficializa títulos nacionais de 1959 a 70 com homenagem a Pelé». Globo Esporte. Consultado em 15 de março de 2016 
  6. Boletins oficiais da CBD entre 1971 e 1974.
  7. FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, Site oficial - As razões para o torcedor encher o peito e dizer: sou campeão mundial, página editada em 2 de agosto de 2012 e disponível em 26 de outubro de 2016.
  8. MOTA, Cahe e IANNACCA, Márcio - Site Globoesporte - Lendas do futebol apontam Seleção de 70 como maior time de todos, página editada em 11 de março de 2013 e disponível em 31 de outubro de 2016.
  9. a b «Entenda como eram a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa». Globo Esporte. Consultado em 15 de março de 2016 
  10. a b c d e f g «Um olhar weberiano sobre a unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959». Efdeportes.com. Consultado em 15 de março de 2016 
  11. «Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão ou Taça de Prata)». Quadro de Medalhas. Consultado em 15 de março de 2016 
  12. a b c d e f «Futebol e política: a criação do Campeonato Nacional de Clubes de Futebol» (PDF). Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 15 de março de 2016 
  13. a b «Como a Ditadura Militar se apropriou do futebol brasileiro». Trivela. Consultado em 15 de março de 2016 
  14. a b «O futebol também foi uma obra faraônica dos militares, e sofremos com isso até hoje». Trivela. Consultado em 15 de março de 2016 
  15. Revista PLACAR - ESPECIAL FLUMINENSE, página 7, abril de 1979.
  16. «Herói do título do Flu de 1970 entrou na lista de suspeitos da ditadura». Globo.com. Consultado em 15 de março de 2016 
  17. «Confira detalhes do título do Flu no "Robertão" de 1970». Portal Terra. Consultado em 15 de março de 2016 
  18. Revista PLACAR nº 40, de 18 de dezembro de 1970, página 8, citando "A MÁQUINA JÁ SABE COMO VENCER O CRUZEIRO" (pelo jornalista Teixeira Heizer).
  19. Revista PLACAR nº 40, de 18 de dezembro de 1970, página 8, citando "A MÁQUINA JÁ SABE COMO VENCER O CRUZEIRO" (pelo jornalista - Teixeira Heizer).
  20. Revista Placar nº 41, de 25 de dezembro de 1970, página 5.
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Taça de Prata de 1970: O Campeonato Brasileiro mais difícil de todos os tempos, conquistado pelo Fluminense, por Roberto Sander, Editora Maquinária (2010).