Torre Almirante

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A Torre Almirante é um edifício localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente na Avenida Almirante Barroso, 120 metros de de altura . Construído pelo Escritório Pontual Arquitetura, o projeto contou com a colaboração - nas fachadas e área de acesso - do norte-americano Robert Stern Architects. Foi construído no local do antigo Edifício Andorinha, que sofreu incêndio. Trata-se do primeiro empreendimento da tipologia edifícios altos incorporado no país pela Hines Brasil - grupo de origem americana, com matriz em Houston, no Texas -, com projeto do escritório Pontual Arquitetura. Um dos principais atrativos do edifício é seu sistema de iluminação da fachada é capaz de gerar 16 milhões de cores.

Descrições[editar | editar código-fonte]

Desde sua conclusão, em outubro de 2005, o edifício, alugado pela Petrobrás, tornou-se uma referência no centro da cidade. Seu desenho - cuja linguagem internacional foi definida pelo escritório brasileiro com a colaboração do americano- tem como principal apelo o elemento curvo que marca a esquina, caracterizado pela mudança no tom do vidro, que se abre, como uma fenda, conforme ganha altura. A curva movimenta a volumetria, em que prevalecem as superfícies planas. A Torre Almirante conta com 36 andares e com uma área locável de 41.400 metros quadrado.

Outro aspecto interessante no desenho das fachadas é a solução encontrada para as duas faces planas, cada qual voltada para uma rua. Ao contrário da parte curva, os trechos retos possuem quatro tipos de relação entre a estrutura e o caixilho.

Na base - formada por térreo e mezanino -, o fechamento recuado forma uma galeria pública entre os pilares e o caixilho. Nos seis andares seguintes há uma área de transição, com os pilares demarcados quase formando uma grelha alinhada com os caixilhos. No andar acima, os caixilhos estão recuados do pilares.

No restante do prédio, prevalece a superfície de vidro, com marcações horizontais. Dessa forma, criou-se uma transição entre a galeria e os escritórios, sugerindo três percepções possíveis do prédio: na escala do pedestre (galeria), do observador próximo (transição) e na dimensão metropolitana (superfície de vidro).

Devido à legislação municipal, o prédio está “amarrado” à cidade-quarteirão, diferenciando-se de edifícios semelhantes de São Paulo, situados em áreas distantes do centro histórico.

O volume externo, que parece um grande maciço, esconde uma planta em L, iluminada também pelo tradicional fosso interno. Com isso, a Torre Almirante ganha semelhança com os prédios nova-iorquinos construídos ao redor de Times Square.

Dois prédios vizinhos, desocupados, foram adquiridos pelo incorporador, com a intenção de demoli-los para erguer no local um edifício-garagem. Porém, apesar de as construções não serem tombadas, a prefeitura exigiu que as fachadas fossem mantidas. Isso exigiu delicada operação de engenharia, na qual, ao mesmo tempo em que se demoliam as lajes, preservavam-se vigas e pilares, utilizando peças metálicas adicionais para sustentar as fachadas, até que estas pudessem ser escoradas pelas estruturas definitivas.

No bloco de garagem, os dois últimos pavimentos também servem como escritórios. Acima deles, no equivalente ao 15º andar, estão os equipamentos técnicos do conjunto.Com isso, o topo da torre principal ficou completamente livre, ocupado pelo heliponto.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

ArcoWeb (em português)