Torre de Ucanha

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Ponte de Ucanha
Início da construção século XII (ponte)
1465 (torre e reedif. ponte)
Função inicial Ponte e portagem
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Ano 1910
DGPC 70487
SIPA 3805
Geografia
País Portugal
Cidade Tarouca
Coordenadas 41° 02' 54" N 7° 44' 50" O

A Torre de Ucanha[1] localiza-se na freguesia de Ucanha, concelho de Tarouca, distrito de Viseu, em Portugal. Está classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910.[2]

O erudito José Leite de Vasconcelos, nascido em Ucanha, aponta essencialmente três razões para a construção da Ponte e Torre de Ucanha, lançada a ponte sobre o rio Varosa, perto de Tarouca e a poucos quilómetros de Lamego: a de defesa, à entrada do couto monástico de Salzedas; a de ostentação senhorial, bem patente na alta torre; e a da cobrança fiscal, pelo valor económico que tal representaria para o mosteiro cisterciense erguido próximo.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

A sua existência já vem documentada no século XII. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, Teresa Afonso, o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o território de Ucanha. A ponte deve ter sido construída pelos romanos, no seguimento de uma estrada que passava ali perto. Teresa Afonso, fundadora do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, doou ao convento o couto que recebera do rei e foram os monges quem mais beneficiou da velha ponte, convertida em apreciável fonte de rendimento pelos direitos de portagem que seriam cobrados.

Em 1324, D. Dinis pretendeu favorecer as gentes e vila de Castro Rei, concedendo-lhes o privilégio da passagem de Moimenta para Lamego, mas face à pressão dos frades de Salzedas, o rei confirmou tal privilégio a Ucanha.

Torre e ponte gótica de Ucanha, Portugal.

A Torre[editar | editar código-fonte]

De planta quadrada, a torre, com porta de acesso bem acima do nível do chão, tem vinte metros de altura e dez de cada lado da base, onde se encontra a seguinte inscrição "Esta obra mandou fazer D. Fernando, abade de Salzedas, em 1465".

No interior, divide-se em três pavimentos: no primeiro apenas uma fresta, no segundo em duas das faces abrem-se duas janelas geminadas e no último salientam-se quatro mata-cães, apoiados em cachorros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Decreto de 16-06-1910» (PDF). Diário da República: 2164. 23 de Junho de 1910. Consultado em 4 de Julho de 2022 
  2. Torre de Ucanha na base de dados Ulysses da Direção-Geral do Património Cultural
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]