Trías

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Na mitologia grega, as trías (em grego antigo, Θριαί) eram as três ninfas irmãs que viviam no monte Parnaso e eram as ninfas que presidiam a adivinhação mediante pedras (ϑριαί) que se lançavam a uma urna.[1][2] No hino homérico IV a Hermes, Apolo diz ter tido como mestras de adivinhação a três mulheres-abelhas, que os estudiosos do tema identificam com as trías.[1][2] Em um princípio estas ninfas criaram ao deus Apolo, a cujo serviço terminaram logo.[2] São ninfas afeiçoadas ao mel, que lhes eram oferecido por quem vinha a consultá-las.[2]

No mito as situa vivendo ao pé do Parnaso, monte consagrado a Apolo e as musas, em cuja ladeira brotava a fonte Castalia , aquela que concedia a inspiração aos poetas, da qual se tomava água para limpar o templo de Delfos, e onde a Pítia somente purificava-se antes de entrar no templo, e segundo alguns beber dela antes de profetizar, ainda que outros autores indiquem que tomava a água da inspiração da fonte próxima Casótide.

Uma passagem de Platão conecta o mel com as fontes que dão inspiração poética (Ion, 534a-b): "Pois certamente nos dizem os poetas que nos oferecem os cantos que, como abelhas, libam-se nas fontes da qual fluem mel em alguns jardins e covas das musas, revoando também eles do mesmo modo". Estas palavras de Platão não podem deixar de recordar-nos as mulheres-abelhas do hino a Hermes, que revoavam nutrindo-se dos favos de mel do Parnaso, e somente quando estas ninfas tomaram mel entram em transe profético, enquanto que quando não se nutrem de mel suas profécias são enganosas (VV. 558-563), o que parece indicar que o mel tem o poder profético.

Existem três trías nos mitos, chamavam-se:

  • Cleodora (Κλεοδώρα, "famosa por seus dons")[3]
  • Melena (Μέλαινα, "a escura")[4]
  • Dafnis (Δάφνις, "a do loureiro")[5]

Referências

  1. a b Henrichs, Albert (1980). Harvard Studies in Classical Philology (em inglês). Cambridge: Harvard University Press. p. 8 
  2. a b c d Rosen, Brenda (2009). The Mythical Creatures Bible: The Definitive Guide to Legendary Beings (em inglês). Nova Iorque: Sterling Publishing Company, Inc. pp. 168–169 
  3. Bane 2013, p. 202.
  4. Bane 2013, p. 228.
  5. Bane 2013, p. 100.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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