Transparência Internacional

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Competitividade e corrupção – Competitiveness and corruption – apresentado no Workshop Corruption — how and why to avoid it – Praga, Nov.98

A Transparência Internacional (TI) é uma organização não-governamental que tem como principal objectivo a luta contra a corrupção. Foi fundada em março de 1993 e encontra-se sediada em Berlim. É conhecida pela produção anual de um relatório no qual se analisam os índices de percepção de corrupção dos países do mundo.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

  • Criação de convenções internacionais de combate à corrupção[1]
  • Julgamento de líderes corruptos e apreensões de suas riquezas ilicitamente adquiridos[1]
  • Eleições nacionais ganhas e perdidas em combate à corrupção[1]
  • Empresas responsáveis ​​pelo seu comportamento, tanto em casa como no estrangeiro.[1]

Organização[editar | editar código-fonte]

O órgão central da TI é o secretariado internacional com sede em Berlim, que coordena a ação de aproximadamente cem capítulos (secções) nacionais. Nasceu na Alemanha em 1993, sob a liderança de Peter Eigen, funcionário aposentado do Banco Mundial, com experiência em projetos de desenvolvimento na África e na América Latina. Inicialmente, uma organização sem fins lucrativos, a TI tem hoje o estatuto de ONG internacional.

O estatuto afirma que a Transparência Internacional é a organização da sociedade civil global liderando a luta contra a corrupção. Ela une os povos numa poderosa coligação em escala mundial para pôr fim ao devastador impacto da corrupção em homens, mulheres e crianças ao redor do mundo. A missão da TI é estimular mudanças em direção a um mundo livre de corrupção.

A TI definiu cinco prioridades globais na luta contra corrupção: a) corrupção política; b) corrupção em contratos internacionais; c) corrupção no setor privado; d) convenções internacionais para prevenir a corrupção; e) pobreza e desenvolvimento

A TI não investiga, nem relata casos isolados de corrupção. Ela desenvolve ferramentas para combater a corrupção e trabalha com outras organizações, empresas e governos para implantá-las. A TI é apartidária e constrói parcerias contra a corrupção

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A AMARRIBO Brasil é a representante da TI no Brasil[2] (não confundir com a Transparência Brasil).

A Transparência Internacional apoia as 10 Medidas contra corrupção, do Ministério Público Federal e a Operação Lava Jato.[3]

Rank da corrupção mundial[editar | editar código-fonte]

Em 27 de janeiro de 2016, O Brasil perdeu 7 posições no rank mundial de corrupção e passou a ser o o 76º colocado, segundo estudo divulgado pela organização Transparência Internacional, que analisa 168 países e territórios. O índice brasileiro foi de 38 – 5 pontos a menos que em 2014, quando o país ficou em 69º lugar. Naquele ano, 175 países foram analisados, portanto o Brasil piorou tanto sua posição quanto sua nota. Foi o pior resultado de uma nação no relatório 2015 comparando com o ano anterior. A ONG elenca o escândalo na Petrobras, os problemas na economia e o crescimento do desemprego como alguns motivos para a deterioração do Brasil no ranking. O país divide a 76ª posição com mais seis nações: Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia.[4]

Índices[editar | editar código-fonte]

Visão geral do Índice de Percepção da Corrupção de 2009. (onde a maior percepção de corrupção é de cor vermelha e a menor é de cor verde.)

O Índice de Percepção da Corrupção é hoje a mais conhecida e utilizada medição da corrupção em pesquisas científicas. Para formar o índice, empresários e analistas de diversos países são convidados a dar sua opinião sobre o grau de corrupção em cada país. Desta forma, o índice não mede objetivamente a corrupção, mas sim como o conjunto da sociedade percebe subjetivamente a corrupção em cada país.

O índice, que de início abrangia algumas dezenas de países, avaliou, em 2010, 178 nações, que recebem notas de zero a dez. As notas próximas a zero indicam elevados níveis de corrupção e as próximas a dez apontam para baixos níveis de percepção da corrupção.

O índice é criticado por duas razões principais. Primeiro, pela influência que a corrupção passada ou o destaque dado pela imprensa a casos isolados pode exercer nas pessoas pesquisadas. Segundo, a forma de cálculo dificulta que se projetem os índices em séries estatísticas.

Outro índice divulgado pela TI é o índice de países corruptores. Com base em questionário dirigido a milhares de pessoas de diversos países em negócios internacionais, a TI elabora uma lista em que países exportadores são ordenados de acordo com a maior ou menor alegada propensão de empresas neles sediadas de pagarem propinas na hora de fazerem negócios no exterior.

Este índice poderá ser criticado pelo fato de as pessoas pesquisadas terem que dar sua opinião sobre mais de 20 países, já que é possível que os inquiridos não tenham tido experiência com empresas oriundas de todos os países referidos, e que tenham respondido de acordo com uma opinião pessoal subjectiva.

Referências

  1. a b c d «OVERVIEW» (em english). transparency.org. Consultado em 27 de janeiro de 2016. 
  2. «TRANSPARENCY INTERNATIONAL IN BRAZIL» (em english). Transparency International. Consultado em 27 de janeiro de 2016. 
  3. Fausto Macedo (9 de fevereiro de 2016). «Transparência Internacional apoia 10 Medidas contra a Corrupção». Estadão. Consultado em 19 de março de 2016. 
  4. «Brasil piora 7 posições em ranking mundial de corrupção e fica em 76º». G1 economia. 27 de janeiro de 2016. Consultado em 27 de janeiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]