Transparência Internacional

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Transparência Internacional
Logótipo
Fundação 1993
Propósito combate a corrupção
Sede Berlim, Alemanha
Organização Patricia Moreira (diretora)
Sítio oficial transparency.org
Transparency International Berlin.jpg

A Transparência Internacional (TI) é uma organização não-governamental internacional que luta por "um mundo no qual governos, empresas, a sociedade civil e a vida das pessoas sejam livres de corrupção" fundada em março de 1993. A TI tem mais de 100 seções em todo o mundo e um secretariado internacional em Berlim. A TI trabalha em conjunto com governos, empresas e cidadãos para acabar com o abuso de poder, o suborno e negociações secretas.[carece de fontes?]

Organização[editar | editar código-fonte]

O órgão central da TI é o secretariado internacional com sede em Berlim, que coordena a ação de aproximadamente cem capítulos (secções) nacionais. Nasceu na Alemanha em 1993, sob a liderança de Peter Eigen, funcionário aposentado do Banco Mundial, com experiência em projetos de desenvolvimento na África e na América Latina. Inicialmente, uma organização sem fins lucrativos, a TI tem hoje o estatuto de ONG internacional.[carece de fontes?]

O estatuto afirma que a Transparência Internacional é a organização da sociedade civil global liderando a luta contra a corrupção. Ela une os povos numa poderosa coligação em escala mundial para pôr fim ao devastador impacto da corrupção em homens, mulheres e crianças ao redor do mundo. A missão da TI é estimular mudanças em direção a um mundo livre de corrupção.[carece de fontes?]

A TI definiu cinco prioridades globais na luta contra corrupção: a) corrupção política; b) corrupção em contratos internacionais; c) corrupção no setor privado; d) convenções internacionais para prevenir a corrupção; e) pobreza e desenvolvimento.[carece de fontes?]

A TI não investiga, nem relata casos isolados de corrupção. Ela desenvolve ferramentas para combater a corrupção e trabalha com outras organizações, empresas e governos para implantá-las. A TI é apartidária e constrói parcerias contra a corrupção.[carece de fontes?]

Atuação no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Corrupção no Brasil

A TI está se estabelecendo no Brasil com uma equipe local que trabalha em estreita colaboração com o secretariado internacional em Berlim. Esse é um modelo inovador, pois difere da forma tradicional de representação local dos capítulos nacionais. No momento, apenas Alemanha e Bélgica têm essa forma “híbrida”, com a coexistência de um capítulo nacional e um escritório internacional – sendo o primeiro a sede do secretariado global e o segundo o escritório na União Europeia. A TI acredita que o Brasil é um país altamente estratégico na luta contra a corrupção, não apenas pelos seus próprios desafios, mas também pelo impacto que pode exercer globalmente (não confundir com a Transparência Brasil).[carece de fontes?]

A Transparência Internacional apoiou as 10 Medidas contra corrupção, do Ministério Público Federal e a Operação Lava Jato.[1] Em 2019 a Transparência Internacional seguiu na sua luta e apoiou as Novas Medidas Contra Corrupção.[carece de fontes?]

Índices[editar | editar código-fonte]

Visão geral do Índice de Percepção da Corrupção de 2019. (onde a maior percepção de corrupção é de cor vermelha e a menor é de cor verde.)

O Índice de Percepção da Corrupção(IPC) é hoje a mais conhecida e utilizada medição da corrupção em pesquisas científicas. Para formar o índice, empresários e analistas de diversos países são convidados a dar sua opinião sobre o grau de corrupção em cada país. Desta forma, o índice não mede objetivamente a corrupção, mas sim como o conjunto da sociedade percebe subjetivamente a corrupção em cada país.[carece de fontes?]

O índice, que de início abrangia algumas dezenas de países, avaliou, em 2010, 178 nações, que recebem notas de zero a dez. As notas próximas a zero indicam elevados níveis de corrupção e as próximas a dez apontam para baixos níveis de percepção da corrupção.[carece de fontes?]

O índice é criticado por duas razões principais. Primeiro, pela influência que a corrupção passada ou o destaque dado pela imprensa a casos isolados pode exercer nas pessoas pesquisadas. Segundo, a forma de cálculo dificulta que se projetem os índices em séries estatísticas.[carece de fontes?]

Outro índice divulgado pela TI é o índice de países corruptores. Com base em questionário dirigido a milhares de pessoas de diversos países em negócios internacionais, a TI elabora uma lista em que países exportadores são ordenados de acordo com a maior ou menor alegada propensão de empresas neles sediadas de pagarem propinas na hora de fazerem negócios no exterior.[carece de fontes?]

Este índice poderá ser criticado pelo fato de as pessoas pesquisadas terem que dar sua opinião sobre mais de 20 países, já que é possível que os inquiridos não tenham tido experiência com empresas oriundas de todos os países referidos, e que tenham respondido de acordo com uma opinião pessoal subjectiva.[carece de fontes?]

Referências

  1. Fausto Macedo (9 de fevereiro de 2016). «Transparência Internacional apoia 10 Medidas contra a Corrupção». Estadão. Consultado em 19 de março de 2016 

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Relatórios
Barômetro global da corrupção - América Latina e Caribe 2019
Integridade e empresas no Brasil
  • Claudia Sanen e Guilherme Donegá, Integridade e empresas no Brasil, Baseado no Relatório de Avaliação Agenda Nacional de Integridade nos Negócios, da Transparência Internacional Brasil e do Centro de Pesquisas em Direito e Economia da FGV Direito Rio, Transparência Internacional, ISBN 978-3-96076-095-5
São Paulo, a corrupção mora ao lado?
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