Transportes Amigos Unidos

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Transportes Amigos Unidos
Slogan Transportando com amor e amizade
Tipo Privada
Fundação 1957 - 2010
Sede Rua João Romaris 122, Ramos RJ (garagem 2 em Triagem) - Brasil Brasil
Pessoas-chave Anselmo de Aguiar Pereira; José Henrique Briggs
Empregados aprox. 800
Produtos Transporte urbano de Passageiro e turismo

Transportes Amigos Unidos (Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 1957 — Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2010) foi uma empresa brasileira de transporte coletivo urbano da cidade do Rio de Janeiro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Em 1957, o transporte por ônibus era realizado pelos antigas e famosas "lotações", 16 sócios se reuniram para criar a Empresa de Lotação Bons Amigos. O nome foi baseado em uma fábrica de carrocerias que existia na época. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Transportes Amigos Unidos. Na época de sua fundação, a Amigos Unidos possuía 26 ônibus e cerca de 60 funcionários. Ficava sediada na Rua Adalberto Ferreira, no bairro do Leblon e operava a linha Gávea – Leme, que fazia dois itinerários circulares – um por Botafogo e outro por Copacabana. Nos anos 50 e início dos anos 60, a empresa tornava-se conhecida entre os usuários mais pela linha do que pelo nome. Ou seja, a Amigos Unidos era a Gávea – Leme. Os sócios, por sua vez, eram chamados de agregados. Em 1963, o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, decretou fim das lotações, dando início ao transporte por ônibus convencionais, os chamados agregados passaram a ser acionistas da empresa.

A empresa transferiu sua sede do Leblon para a garagem do Jardim Botânico, possuindo outra garagem na Rocinha. Após protestos de vizinhos pela sua localização e com a falência da coligada Transportes Mosa, vendeu sua garagem em 2002 e transferiu sua sede administrativa para a antiga garagem da Mosa em Ramos. Após a transferência da sede para Ramos, foi construído um novo prédio para a administração na garagem da Rocinha. Com a inauguração das novas instalações na Rocinha, parte da equipe administrativa foi transferida para este local. Desde então, a empresa passou a funcionar em Ramos e na Rocinha. Cada garagem possui autonomia e administrações próprias, funcionando a garagem de Ramos como matriz e a da Rocinha como filial.

Em 1987, com a falência da Auto Viação Colúmbia, absorveu um lote de linhas ligando o Centro da cidade aos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Três anos depois, com a crise da CTC-RJ em 1990, passou a operar um lote de linhas nos Centro da cidade e no bairro de Santa Teresa em pool com a Viação Verdun. Em 2004 a empresa saiu do pool.

Devido à obras do Governo Federal, a garagem da Rocinha foi trocada em permuta com o governo do estado do Rio de Janeiro pela antiga garagem de Triagem da CTC-RJ, empresa estatal em processo de liquidação.

Em 12 de junho de 2000, um ônibus da empresa que fazia a linha 174 (atual 158), foi sequestrado em frente ao Parque Lage. O caso foi retratado no documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, em 2002. Em 2008, foi retratado em formato de ficção pelo diretor Bruno Barreto, no filme intitulado Última Parada 174. Onde fatos reais juntam-se a fictícios remetendo aos telespectadores os fatos ocorridos em tal episódio.

Em julho de 2009, a empresa formou um pool com a coligada Viação Oeste Ocidental - que enfrenta grave crise financeira - na linha 397 (Largo da Carioca - Campo Grande via Bangu), em função das constantes reclamações sobre a operação da linha. Inicialmente cedendo veículos, que aos poucos foram transferidos e repintados para a Ocidental, passou a dividir o pool com as empresas Auto Viação Bangu e Transportes Campo Grande após acidente com mortes envolvendo com veículo da Ocidental na linha 397 em setembro de 2009.

A frota da empresa, de 250 ônibus distribuídos em Ramos (147 veículos) e Triagem (103 veículos), é composta principalmente por veículos adquiridos usados de outras empresas e transferidos da coligada Oeste Ocidental. Como conseqüência, apresentava uma das maiores idades médias dentre as empresas cariocas, encontrando-se em mau estado de conservação ou inoperante devido à crise financeira que se abate sobre a empresa.

Em março de 2009 a empresa repassou os Comil Svelto que faziam a linha Metrô Siqueira Campos x Barra da Tijuca (Expresso Barra) para Viação Oeste Ocidental, que numa tentativa de se recuperar os colocou na linha 397 Expresso (Tiradentes x Campo Grande). Em Setembro de 2009 a Viação Oeste Ocidental teve sua garagem lacrada, sendo impedida de circular por 6 dias. Quando liberada, esses mesmos carros voltaram a Amigos Unidos, sendo pintado novamente com a identidade visual da empresa e colocados em circulação com o ar condicionado desligados inicialmente na linha 175 (Central x Barra da Tijuca), sendo depois transferidos de volta para a linha 397, mas ostentando identidade visual da Amigos Unidos.

De acordo com ranking elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes, divulgado em 10 de março de 2010[1] , a Amigos Unidos foi considerada a quarta pior empresa de ônibus do município, com 19,93 pontos, acima do ponto de corte de 13,69

Com a licitação dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro em 2010 a empresa foi extinta e suas linhas transferidas para os consórcios de Empresas (Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]