Tratado de Amiens

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O Tratado de Amiens foi um tratado de paz firmado em 25 de março de 1802 na cidade francesa de Amiens. Ele pôs fim às hostilidades existentes entre França e Reino Unido durante as chamadas Guerras Revolucionárias Francesas. O tratado, que foi assinado entre José Bonaparte e o Marquês de Cornwallis, foi chamado de "tratado de paz definitivo", pois trouxe fim ao conflito entre as duas maiores potências bélicas da Europa naquele tempo. Esse "fim" infelizmente não durou muito, pois foi quebrado um ano depois. Mesmo assim, marcou um dos poucos anos de paz que a Europa veria em muito tempo, já que a França vinha participando de repetidas batalhas desde 1793 até 1815, considerado o fim das Guerras Francesas.[1]

Termos[editar | editar código-fonte]

Página do Tratado com os oito selos e as oito assinaturas dos signatários

Página do Tratado com os oito selos e as oito assinaturas dos signatários O tratado, além de confirmar "paz, amizade e bom entendimento", exigia o seguinte:

Dois dias após a assinatura do tratado, todas as quatro partes assinaram um adendo, especificamente reconhecendo que o não uso dos idiomas de todas as potências signatárias (o tratado foi publicado em inglês e francês) não foi prejudicial e não deve ser visto como um cenário de precedente. Afirmou também que a omissão dos títulos de qualquer pessoa era não intencional e não tinha a intenção de ser prejudicial. Os representantes holandeses e franceses assinaram uma convenção separada, esclarecendo que a República Batávia não seria financeiramente responsável pela indenização paga à Casa de Orange-Nassau.[3]

As preliminares foram assinadas em Londres em 1 de outubro de 1801. O rei George proclamou a cessação das hostilidades em 12 de outubro.

Referências

  1. Dorman, Robert Marcus Phipps (1902). A history of the British empire in the nineteenth century, Volume 1. London: Kegan, Paul, Trench, and Trüber. OCLC 633662790 
  2. a b «Official text - Treaty of Amiens, March 25, 1802 - Napoleon & Empire». www.napoleon-empire.com. Consultado em 18 de maio de 2021 
  3. Burke, Edmund (ed) (1803). Annual Register, Volume 44. London: Longman and Greens. OCLC 191704722, p. 614