Tratado de Leoben

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Esboço para uma pintura de 1806, a óleo sobre tela, conservada no Musée de Versailles. Representa uma das reuniões que conduziram ao Tratado de Leoben. Guillaume Guillon Lethière, 1806

O Tratado de Leoben (também conhecido como Preliminares de Leoben ou Paz de Leoben) foi um acordo assinado a 18 de Abril de 1797, entre Napoleão Bonaparte, comandante do Exército de Itália e Francisco I da Áustria. Com este tratado terminaram as operações militares da Guerra da Primeira Coligação.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após as vitória de Napoleão Bonaparte em Itália durante a Guerra da Primeira Coligação, as tropas francesas invadiram a Áustria e, quando se encontravam já em Leoben, a cerca de 150 Km de Viena, o Imperador austríaco decidiu enviar emissários a fim de negociar os termos da paz com Napoleão. Embora se encontrasse a curta distância de Viena e, por isso, parecesse relativamente fácil apoderar-se da cidade, Napoleão sabia que à sua retaguarda ficava um território conquistado em que uma população hostil podia pôr em perigo as suas linhas de comunicação. Assim, antes que a sua situação fosse posta em causa por possíveis acontecimentos que lhe fossem desfavoráveis no Norte de Itália, Napoleão ditou os termos do tratado sem consultar o Directório[1].

Os termos do tratado[editar | editar código-fonte]

Os termos do tratado negociados em Leoben foram aceites pelo Directório e, a 17 de Outubro de 1797, foram consagrados no Tratado de Campoformio. No Tratado de Leoben existiam algumas clausulas secretas. Entre estas, estava estabelecido que a Áustria perdia o controlo dos Países Baixos Austríacos e da Lombardia, territórios que passavam a ser controlados pela França; em troca, a Áustria recebia as possessões venezianas da Ístria e da Dalmácia, desmembrando a República de Veneza que deixava de existir como Estado independente. A evidência da incapacidade militar de os Austríacos enfrentarem as tropas francesas ficou patente nas operações em Itália. Quando os Austríacos se prontificaram a reconhecer a República Francesa, Napoleão Bonaparte, com arrogância, respondeu: A República não precisa de ser reconhecida, ela é o Sol ao meio-dia; tanto pior para quem não vê isso[2]. Ao ser redigido o Tratado de Campoformio foram acrescentadas novas clausulas.

Referências

  1. Dupuy & Dupuy, pp. 687 e 688.
  2. Fremont-Barnes, p. 41.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

CONNELLY, Owen, The Wars of the French Revolution and Napoleon 1792-1815.
DUPUY, Richard Ernest e DUPUY, Trevor Nevitt, The Encyclopedia of Military History, Harper & Row, Publishers, New York, 1985.
FREMONT-BARNES, Gregory, The French Revolutionary Wars, Osprey Publishing, Great Britain, 2001.