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Trio para piano

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Um trio de piano, violino e violoncelo.

Um trio para piano é um grupo de piano e outros dois intrumentos, geralmente um violino e um violoncelo, ou uma peça musical escrita para tal grupo. Esta é uma das formas mais conhecidas na música clássica de câmara. O termo também pode se referir a um grupo de músicos que regularmente interpreta seu repertório em conjunto.

História

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As Sonate a tre (sonatas em trio), constituídas de três instrumentos — geralmente um violino e um baixo contínuo — surgem no século XVII e representam uma das primeiras formas de música de câmara. As sonate per due violoni e violone de Giovanni Legrenzi estão entre os primeiros exemplos desse gênero. Sonatas em trio também foram compostas para órgão — instrumento que pode possuir mais de um teclado manual e um pedal —, especialmente por Johann Sebastian Bach (seis sonatas em trio para órgão).[1]

Podem-se citar ainda as 12 Sonate a 3 op. 5 de Arcangelo Corelli, incluindo a célebre décima segunda, La Follia; as cinquenta e uma sonatas em trio TWV 42 de Georg Philipp Telemann; as Doze Sonatas em trio, op. 1, de Vivaldi; as seis “sonades” em trio e as duas “Apothéoses” — de Corelli e Lully — de François Couperin; as trinta e uma sonatas em trio de Carl Philipp Emanuel Bach, H. 567–597; entre muitos outros exemplos.[1]

É no século XVIII que a forma de trio se consolida, especialmente com Joseph Haydn, que compôs: 42 trios completos (trios, sonatas, partitas, divertimenti); 3 movimentos isolados para piano, violino e violoncelo; 22 trios completos e 58 movimentos isolados para diversas formações de cordas; 11 divertimentos completos e 12 movimentos isolados para 3 instrumentos variados, incluindo seis trios para flauta ou violino, violino e violoncelo, H. IV:6–11; 126 trios e 6 movimentos isolados para baryton (um instrumento de cordas friccionadas da família das violas da gamba), viola e violoncelo; Mozart também escreveu trios, assim como Beethoven, em especial o célebre Trio do Arquiduque (Trio an den Erzherzog). Outros exemplos importantes são os Trios e o Notturno de Franz Schubert, além dos trios de Johannes Brahms.[1]

Referências

  1. a b c Gérard Pernon, Dictionnaire de la musique, Paris, Ouest-France, coll. « Le Livre de poche », 1984, 480 p. (ISBN 9782253038726), p. 407-408.

Bibliografia

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  • Parakilas, James (1999) Piano roles : three hundred years of life with the piano. New Haven, CT: Yale University Press.
  • Wheelock, Gretchen (1999) "The classical repertory revisited: instruments, players, and styles," in Parakilas (1999), pp. 109–131.

Ligações externas

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