Tristeza do Jeca (canção)

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Tristeza do Jeca é uma canção de autoria de Angelino de Oliveira, que nasceu em Itaporanga, São Paulo e aos seis anos de idade mudou-se com a família para Botucatu, São Paulo. Foi lançada em 1918 sem letra e assim gravada em 1924 pela Orquestra Brasil-América. Em 1926 foi gravada com letra pelo cantor Patrício Teixeira com muito sucesso, tornando-se um dos clássicos da música sertaneja brasileira até os dias de hoje.[1]


Letra:

Nesses versos tão singelos

Minha bela meu amor

Pra você quero cantar

O meu sofrer a minha dor


Eu sou como o sabiá

que quando canta é só tristeza

Desde o galho onde ele está


Nessa viola

eu canto e gemo de verdade

Cada toada representa uma saudade


Eu nasci naquela serra num ranchinho a beira chão

todo cheio de buracos onde a lua faz clarão

quando chega a madrugada

lá no mato a passarada

principia o barulhão


Lá no mato tudo é triste

Desde o jeito de falar

Pois o jeca quando canta

Da vontade de chorar


Não tem um que cante alegre

Tudo vive padecendo

Cantando pra se aliviar


Vou parar com minha viola

Já não posso mais cantar

Pois o jeca quando canta

Da vontade de chorar

E o choro que vai caindo

Devagar vai se sumindo

Como as águas vão pro mar.

Referências

2. https://www.letras.mus.br/angelino-de-oliveira/1490266/