Trompe-l'oeil

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Exemplo de trompe-l'oeil: a "Perspectiva" nos jardins do Schloss Schwetzingen.

Trompe-l'oeil é uma técnica artística que, com truques de perspectiva, cria uma ilusão óptica que mostre objetos ou formas que não existem realmente. Provém de uma expressão em língua francesa que significa engana o olho e é usada principalmente em pintura ou arquitetura.

Embora a expressão tivesse sua origem no período barroco, onde os artistas a usavam muito, a técnica em si era antiga, já conhecida dos gregos e romanos, e utilizada em murais, como por exemplo os de Pompeia, onde o típico mural trompe-l'oeil mostrava uma janela, porta ou corredor, com a finalidade de visualmente aumentar o aposento.

Com o superior entendimento das técnicas de desenho e perspectiva alcançados após o Renascimento, os artistas passaram a usar essas técnicas em seus trabalhos, explorando os limites entre imagem e realidade.

Duomo da catedral de Parma, por Antônio de Correggio

Um dos locais mais explorados foi o interior do domo das igrejas, onde, a partir do trabalho de Antônio de Correggio no domo da catedral de Parma, mostrando a Ascensão da Virgem e abrindo metaforicamente o espaço interno da igreja para o céu, com resultados fabulosos, pintores maneiristas e barrocos deram ao trompe-l'oeil um realce extraordinário.

Alguns arquitetos, como Francesco Borromini, também utilizaram a técnica em seus edifícios, variando discretamente o tamanho de colunas e arcos, procurando aumentar visualmente o espaço arquitetônico. A partir daí ficou sendo mais uma técnica conquistada pelo uso, usada ou abusada, mais ou menos conforme o gosto do artista e da moda da época.

Modernamente o grafite se apropriou dessa técnica e das modernas tintas resistentes ao clima para dar realce a becos e paredes cegas de edifícios urbanos.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Illusion in art, M.L. d'Otrange Mastai, Abaris Books, New York
  • Images of deception, Célestine Dars, Phaidon
  • L'œil ébloui, Georges Perec et Cuchi White
  • Le XIXe siècle des panoramas, Bernard Comment, Adam Biro

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