Tropaeolum

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Como ler uma caixa taxonómicaTropaeolum
Tropaeolum tricolor.

Tropaeolum tricolor.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Brassicales*
Família: Tropaeolaceae
Género: Tropaeolum
L., 1753
Espécies
Ver texto.
Sinónimos
  • Anisocentra Turcz.
  • Cardamindum Adans.
  • Rixea C. Morren
  • Trophaeum Kuntze[1]
  • Magallana Cav.
  • Tropaeastrum Mabb., orth. var.
  • Trophaeastrum Sparre

Tropaeolum L. é um género botânico pertencente à família Tropaeolaceae,[2] que inclui cerca de uma centena de espécies, entre as quais diversas utilizadas como planta ornamental e como planta medicinal. Algumas espécies estão naturalizadas em diversas regiões subtropicais e temperadas quentes, sendo em alguns casos consideradas espécies invasoras.

Descrição e ecologia[editar | editar código-fonte]

O género Tropaeolum, que inclui as espécies conhecidas pelo nome vulgar capuchina, agrupa herbáceas, anuais e perenes, sendo um dos três géneros da família Tropaeolaceae, com distribuição natural na América do Sul e na América Central. O género inclui várias espécies populares em jardinagem, entre as quais Tropaeolum speciosum, Tropaeolum majus e Tropaeolum peregrinum. A espécie mais robusta é Tropaeolum polyphyllum, do Chile, espécie cujas raízes perenes podem sobreviver a temperaturas inferiores a -15 ºC. Na sua actual circunscrição taxonómica inclui 260 espécies descritas, das quais apenas 88 consideradas aceites.[3]

As espécies do género Tropaeolum apresentam flores chamativas, frequentemente com colorações brilhantes, com cinco pétalas tubulares. As flores são comestíveis, sendo utilizadas em saladas exóticas, conferindo um gosto similar ao Nasturtium officinale (agrião). As sementes imaturas conservadas em vinagre são utilizadas como substituto das alcaparras. A espécie Tropaeolum tuberosum produz tubérculos subterrâneos comestíveis, utilizados como alimento em diversas regiões dos Andes.

Diversas espécies de Tropaeolum são utilizadas como alimento pelas larvas de algumas espécies de Lepidoptera.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

O género foi descrito por Carolus Linnaeus e publicado em Species Plantarum 1: 345. 1753,[1] tendo como espécie tipo Tropaeolum majus.

A etimologia do nome genérico Tropaeolum deriva do grego tropaion e do latim tropaeum, vocábulos que significam "troféu", dada a forma de crescimento da planta, sobre um soporte, recordando um troféu clássico com escudos e capacetes de ouro que se dependuravam nos campos de batalha como sinal de vitória.[4]

Espécies[editar | editar código-fonte]

O género Tropaeolum inclui as seguintes espécies validamente descritas:[5]

Referências

  1. a b «Tropaeolum». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 8 de mayo de 2015. 
  2. USDA, ARS, National Genetic Resources Program. Germplasm Resources Information Network - (GRIN) [Online Database]. National Germplasm Resources Laboratory, Beltsville, Maryland. URL: http://www.ars-grin.gov.4/cgi-bin/npgs/html/genus.pl?12463 (08 May 2015)
  3. «Tropaeolum». The Plant List. Consultado em 8 de mayo de 2015. 
  4. Nombres Botánicos.
  5. Lista completa de espécies.

Classificação do lineana do género[editar | editar código-fonte]

Sistema Classificação Referência
Linné Classe Octandria, ordem Monogynia Species plantarum (1753)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Davidse, G., M. Sousa Sánchez, S. Knapp & F. Chiang Cabrera. 2015. Saururaceae a Zygophyllaceae. 2(3): ined. In G. Davidse, M. Sousa Sánchez, S. Knapp & F. Chiang Cabrera (eds.) Fl. Mesoamer.. Universidad Nacional Autónoma de México, México.
  • Flora of North America Editorial Committee, e. 2010. Magnoliophyta: Salicaceae to Brassicaceae. Fl. N. Amer. 7: i–xxii, 1–797.
  • Forzza, R. C. 2010. Lista de espécies Flora do Brasil http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
  • Idárraga-Piedrahita, A., R. D. C. Ortiz, R. Callejas Posada & M. Merello. (eds.) 2011. Fl. Antioquia: Cat. 2: 9–939. Universidad de Antioquia, Medellín.
  • Jørgensen, P. M., M. H. Nee & S. G. Beck. (eds.) 2014. Cat. Pl. Vasc. Bolivia, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 127(1–2): i–viii, 1–1744. Missouri Botanical Garden Press, St. Louis.
  • Jørgensen, P. M., M. H. Nee & S. G. Beck. (eds.) 2015 en adelante. Catalogo de las plantas vasculares de Bolivia (adiciones).
  • Luteyn, J. L. 1999. Páramos, a checklist of plant diversity, geographical distribution, and botanical literature. Mem. New York Bot. Gard. 84: viii–xv, 1–278.
  • Molina Rosito, A. 1975. Enumeración de las plantas de Honduras. Ceiba 19(1): 1–118.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikispecies
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