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Tropicália

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Tropicália
Caetano Veloso interpretando "Alegria, Alegria" no III Festival da Música Popular Brasileira, em 1967
Origens estilísticas
Contexto culturalFinal da década de 1960 na Bahia e no sudeste brasileiro
Instrumentos típicos
Formas derivadasMPB[1]
Formas regionais
Outros tópicos

Tropicália, tropicalismo ou movimento tropicalista foi um movimento cultural brasileiro da segunda metade da década de 1960. Embora a música fosse sua expressão principal, o movimento tropicalista se expressava por outras formas de arte, como cinema, teatro e poesia.

Uma das marcas principais do tropicalismo foram suas inovações estéticas radicais, que mesclavam elementos de manifestações tradicionais da cultura do Brasil – notadamente a união do popular e da vanguarda, bem como a fusão da tradição brasileira – com tendências estrangeiras da época.[2] Esses objetivos comportamentais encontraram eco em boa parte da sociedade brasileira sob a ditadura militar no final da década de 1960.

Musicalmente, a Tropicália representou uma renovação no cenário musical brasileiro ao fundir gêneros como o baião, o caipira, o pop e o rock.[3] O movimento foi iniciado por um grupo de músicos da Bahia, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Rogério Duarte e os poetas Torquato Neto e José Carlos Capinam, radicado em São Paulo, onde conheceram Os Mutantes, Rogério Duprat e Nara Leão. Juntos, esses artistas começaram a produção do álbum Tropicália ou Panis et Circensis, que serviu como manifesto do movimento.[4]

Em outros campos artísticos, a Tropicália foi influenciada pelos trabalhos de artistas como Hélio Oiticica nas artes plásticas, de Glauber Rocha no Cinema Novo, e José Celso Martinez Corrêa no teatro brasileiro, entre outros. O movimento chegou ao fim com as prisões de Gil e Veloso e, posteriormente, com o exílio dos músicos por conta da ditadura militar. Gilberto Gil e Caetano Veloso ficaram em exílio por mais três anos.[4]

Etimologia

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O nome "Tropicália" foi criado por Hélio Oiticica, para sua exposição na mostra de artes visuais Nova Objetividade Brasileira, em 1967, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A exposição se tratava de uma "obra-ambiência".[5] A respeito dessa exposição, Hélio Oiticica afirmou:

Tropicália é um tipo de labirinto fechado, sem caminhos alternativos para a saída. Quando você entra nele não há teto, nos espaços que o espectador circula há elementos táteis. Na medida em que você vai avançando, os sons que você ouve vindos de fora (vozes e todos tipos de som) se revelam como tendo sua origem num receptor de televisão que está colocado ali perto. É extraordinário a percepção das imagens que se tem: quando você se senta numa banqueta, as imagens de televisão chegam como se estivessem sentadas à sua volta. Eu quis, neste penetrável, fazer um exercício de imagens em todas as suas formas: as estruturas geométricas fixas (se parece com uma casa japonesa-mondrianesca), as imagens táteis, a sensação de caminhada em terreno difícil (no chão ha três tipos de coisas: sacos com areia, areia, cascalho e tapetes na parte escura, numa sucessão de uma parte a outra) e a imagem televisiva. (...) Eu criei um tipo de cena tropical, com plantas, areias, cascalhos. O problema da imagem é colocado aqui objetivamente, mas desde que é um problema universal, eu também propus este problema num contexto que é tipicamente nacional, tropical e brasileiro. Eu quis acentuar a nova linguagem com elementos brasileiros, numa tentativa extremamente ambiciosa em criar uma linguagem que poderia ser nossa, característica nossa, na qual poderíamos nos colocar contra uma imagética internacional da pop e pop art, na qual uma boa parte dos nossos artistas tem sucumbido.

Hélio Oiticica, Catálogo da Exposiçăo na Whitechapel Gallery. Londres, 1969.

Esse nome, segundo Caetano Veloso, foi usado por jornalistas para denominar manifestações espontâneas de vanguarda em outras artes e foi posteriormente adotado por ele e Gilberto Gil para nomear o movimento que estavam formando.[6] A respeito disso, Caetano fala:

"Sua própria construção (o nome tropicalismo) - por jornalistas ingênuos a partir de uma sugestão de Luís Carlos Barreto por causa da obra de [Hélio] Oiticica - tem a marca do acaso significativo, do acercamento inconsciente a uma verdade"

Caetano Veloso, Verdade Tropical, p. 501

História

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O movimento surgiu com a união de uma série de artistas brasileiros com um objetivo de criar uma arte de vanguarda, com a inclusão de novos movimentos artísticos e tendências estrangeiras da época, como o rock, com influência de movimentos artísticos brasileiros, como o modernismo da década de 1920. Após a vinda de Gilberto Gil e Caetano Veloso à São Paulo, ambos começaram a fazer parte da cena vanguardista paulistana da época e realizar apresentações em programas de televisão, como o Quadrado e Redondo, da TV Bandeirantes, onde Gil conheceu Os Mutantes e Rogério Duprat.

Na época, os grandes festivais de música, realizados por emissoras de televisão como TV Record e TV Globo, criaram um ambiente favorável para a promoção de novos artistas e novas tendências, como os grupos influenciados pelo rock and roll, como os Beat Boys, grupo de rock formado por músicos argentinos, e Os Mutantes. Além disso, possibilitavam a participação de artistas novos como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.[7]

Com a ideia de criar uma mistura entre a música "jovem" com guitarras elétricas e elementos de música tradicional do Brasil, Gilberto Gil decide convidar Os Mutantes para se apresentarem junto com ele com "Domingo no Parque" no Festival de Música Popular Brasileira de 1967, feito pela TV Record. Caetano convida os Beat Boys para apresentarem "Alegria, Alegria" no mesmo festival. A música de Caetano se classifica em quarto lugar e a de Gil, em segundo, perdendo apenas para "Ponteio", composta por Edu Lobo e Capinam. [6][8]

Com isso, esses músicos começam a realizar shows juntos e chamar outros artistas (como Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão) para participarem, além de co-escrever com poetas como Capinam e Torquato Neto. As influências passaram a ser cada vez mais diversas, com influências que iam desde a Banda de Pífanos de Caruaru, que Gil conheceu durante uma viagem à Recife em 1967, até as tendências do rock internacional, como os The Mamas & the Papas e Jefferson Airplane trazidas pelos Mutantes, além da colagem musical feita em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.

Em outras áreas, o movimento também era influenciado pelas obras de artistas de vanguarda brasileiros, como o filme Terra em Transe, de Glauber Rocha e a peça O Rei da Vela, feita pelo Grupo Oficina e dirigida por Zé Celso, além das obras visuais feitas por Hélio Oiticica.

Com a participação do empresário Guilherme Araújo, os artistas conseguiram assinar um contrato com a Philips para o lançamento de um álbum coletivo. Gravado e lançado em 1968, o álbum Tropicalia ou Panis et Circensis é considerado um manifesto para o movimento tropicalista, com a participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes e Nara Leão. Foi considerado pela revista Rolling Stone Brasil como o segundo melhor álbum da música brasileira.[9]

O cineastra Luiz Carlos Barreto sugeriu o nome para Caetano Veloso, que o incorporou em uma canção composta por ele em 1967.,[10] logo em seguida, Nelson Motta utilizou o termo em um artigo intitulado "A Cruzada Tropicalista" publicado em 1968 no jornal Última Hora.[11]

O grupo de artistas passou a comandar o programa Divino Maravilhoso, na TV Tupi, de outubro a dezembro de 1968, onde realizavam apresentações musicais e de poesias. Com a participação dos artistas tropicalistas, era dirigido por Fernando Faro e Antônio Abujamra. Com a pressão dos militares, o programa foi cancelado e suas fitas foram apagadas.[12]

Pouco depois do Ato Institucional nº5, o movimento tropicalista teve seu fim determinado pela ditadura militar. Em dezembro de 1968, na boate carioca Sucata, houve um show de Caetano e Gil com participação dos Mutantes, onde supostamente houve um desrespeito aos símbolos nacionais por parte dos artistas, com uma reprodução do Hino Nacional e desrespeito à bandeira nacional. [8] Os militares alegaram que Caetano teria cantado o Hino Nacional com versos ofensivos às Forças Armadas. Durante o espetáculo, também teria sido pendurada uma bandeira feita por Hélio Oiticica, com a inscrição "Seja marginal, seja herói" com a imagem do traficante Cara-de-Cavalo, assassinado pela polícia anos antes.[13]

Caetano e Gil foram presos pelos militares, que rasparam seus cabelos grandes. Pouco depois, foram soltos com a condição de que se exilassem. Assim, Caetano e Gil foram para Londres, onde ficaram até 1971. O acontecimento marca o fim do movimento vanguardista.[3]

Pós-tropicalismo

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O pós-tropicalismo (1969-1974) é o nome dado ao movimento que se formou após o tropicalismo, sendo caracterizado por canções de caráter "sombrio", a auto-marginalização, a solidão, a tristeza, a escuridão, a temática da morte e o sentimento de derrota. Os músicos assumiram uma postura de melancolia, da frustração dos sonhos de resistência e da própria derrota, assumindo posturas hippies ou "alternativas".[14][15]

Características do movimento

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Mutantes, 1969. Arquivo Nacional.

O movimento tropicalista trouxe várias inovações para o cenário cultural brasileiro do final da década de 1960.[16] O movimento, de certa forma, foi um rompimento com a arte obviamente militante, que tratava da situação política do país na época da ditadura e tinha a melodia como um sustentáculo desta mensagem.

As letras das canções eram inovadoras, criando jogos de linguagem, se aproximando da poesia dos concretistas. As mensagens das letras eram codificadas, que exigiam uma certa bagagem cultural para que fossem compreendidas. "Alegria, Alegria" de Caetano Veloso não tem sentido óbvio, mas carrega em sua letra preocupações típicas da juventude da década de 1960, um tormento com a violência da ditadura e um desejo de inovar, de romper barreiras.

Eles se caracterizavam pelo excesso, roupas coloridas, cabelos compridos e agregavam várias influências musicais. A intenção era chocar e, por meio de performances caracterizadas pela violência estética, protestar contra a música brasileira bem comportada. Influenciados pela contracultura, se apoderaram da linguagem da paródia e do deboche. Os tropicalistas transformaram a música popular brasileira, sendo grandes expoentes da arte brasileira de vanguarda.

Musicalmente, o tropicalismo unia uma mistura da cultura brega, do rock psicodélico, da música erudita, da cultura popular, entre outros, dando conta de várias manifestações da cultura nacional. O som da guitarra elétrica convivia com violinos e com o berimbau. Era o resgate do movimento antropofágico de Oswald de Andrade aliado a um retorno às raízes das tradições nacionais.

Críticas

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Gilberto Gil nos anos 1960. Arquivo Nacional.

Embora marcante, o tropicalismo era visto por seus adversários como um movimento vago e sem comprometimento político, comum à época em que diversos artistas lançaram canções abertamente críticas à ditadura. De fato, os artistas tropicalistas fazem questão de ressaltar que não estavam interessados em promover através de suas canções referências temáticas tradicionais à problemática político-ideológica, como feito até então pela canção de protesto: acreditavam que a experiência estética vale por si mesma e ela própria já é um instrumento social revolucionário. O próprio Caetano Veloso declarou que ainda em 1966 imaginava um movimento para "regenerar o tecido da MPB".

Durante a década de 1960, delinearam-se na música popular brasileira quatro grandes tendências:

  • A primeira era composta por alguns dos artistas que herdaram a experiência da Bossa Nova (ou seus próprios representantes), e compunham uma música que estabelecia relações com o samba e o cool jazz (grupo no qual pode-se inserir a figura de Chico Buarque);
  • Um segundo grupo, reunido sob o título "Canção de Protesto", se recusava a aceitar elementos da música pop estrangeira, em defesa da preservação da cultura nacional frente ao imperialismo cultural, e via a canção, acima de tudo, como um instrumento de crítica política e social (neste grupo destaca-se a figura de Geraldo Vandré);
  • Um terceiro grupo, interessado em produzir um tipo de música que possuía forte influência do rock inglês e norte-americano, tão em voga no mundo daquele período, e que no Brasil ficou conhecido como iê-iê-iê ou Jovem Guarda (neste grupo destacam-se artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia). O Iê-iê-iê foi usado por cantores e bandas como Os Mutantes, Gilberto Gil e Jorge Ben;
  • Um quarto grupo, especialmente dedicado a promover experimentações e inovações estéticas na música formado justamente pelos artistas tropicalistas.

Em 1967, Gilberto Gil e Caetano Veloso apresentaram suas canções em um festival. Eles usaram guitarras elétricas em suas apresentações e foram vaiados pelo público, que não aceitava aquele instrumento na música brasileira. Naquela ocasião a guitarra elétrica era considerada parte da cultura dos Estados Unidos e que, ao usá-la, os compositores brasileiros estariam negando a musicalidade nacional. Um movimento dentro da MPB era contra o instrumento, havendo até uma Marcha contra a Guitarra Elétrica.[17]

De acordo com os tropicalistas, tudo o que viesse de outros países, poderia ser usado pela música brasileira e mesmo assim não perderia sua identidade, pois estaria sendo recriado com base na cultura do nosso país.

Alguns dos artistas participaram de mais de um desses grupos, mas o estilo dessas correntes eram distintos e tinham características próprias e delimitadas.

Dado o caráter repressivo do período, a intelectualidade da época (e principalmente determinadas fatias da juventude universitária ligadas ao movimento estudantil) tendiam a rejeitar a proposta tropicalista, considerando seus representantes alienados. Apenas décadas mais tarde, quando o movimento já havia se esvaziado, passou a ser efetivamente compreendido e deixou de ser tão criticado.

Influências

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Caetano Veloso no III Festival da Música Popular Brasileira, 1967. Arquivo Nacional.
Gal Costa, 1969. Arquivo Nacional.

A década de 1960 era de intensa transformação cultural: Hélio Oiticica, mudava o rumo das artes.[nota 1][18] No cinema, Glauber Rocha filmava Terra em transe e Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma. Chico Buarque escrevia "Roda Viva", em 1966, e José Celso Martinez Corrêa montava O Rei da Vela, de Oswald de Andrade.[19] A proposta, ou a transformação requerida pelo tropicalismo, consistia em deglutir todas as tendências, informações, manifestações do pensamento e então expressar a realidade do artista brasileiro.[19] No caso das artes plásticas, Mário Pedrosa passou a falar no surgimento da arte pós-moderna. Posteriormente, os tropicalistas enfatizaram que suas obras eram pós-modernas. Com isso, é possível compreender a Tropicália como um momento em que uma fração da classe artística passa a ter consciência de um ciclo cultural pós-moderno no Brasil.[20]

Antropofagia

Grande parte do ideário do movimento pode ser entendido como uma transposição das propostas que, durante as décadas de 1920 e 30, os artistas ligados ao Movimento antropofágico (Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Pagu entre outros) promoviam: são especialmente coincidentes as propostas de digerir a cultura exportada pelas potências culturais (como a Europa e os Estados Unidos) e regurgitá-la após a mesma ser mesclada com a cultura popular e a identidade nacionais (que em ambos os momentos não estava definida, sendo que parte das duas propostas era precisamente definir a cultura nacional como algo heterogêneo e repleto de diversidade, cuja identidade é marcada por uma não identidade mas ainda assim bastante rica).

Pop art

A grande diferença entre as duas propostas (a antropofágica e a tropicalista) é que a primeira estava interessada na digestão da cultura erudita que estava sendo exportada, enquanto os tropicalistas incorporavam todo tipo de referencial estético, seja erudito ou popular. Acrescente-se a isso uma novidade: a incorporação de uma cultura não necessariamente popular, mas pop. O movimento, neste sentido, foi bastante influenciado pela estética da pop art e reflete no Brasil algumas das discussões de artistas pop (como Andy Warhol).

Concretismo

Ainda que tenha sido bastante influenciado por movimentos artísticos que costumam estar associados à ideia de vanguarda negativa, o tropicalismo também manifestou-se como um desdobramento do concretismo da década de 1950 (especialmente da poesia concreta). A preocupação dos tropicalistas em tratar a poesia das canções como elemento plástico, criando jogos linguísticos e brincadeiras com as palavras é um reflexo do concretismo.

Carmen Miranda

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Com suas vestes de baiana estilizada e o arranjo de frutas tropicais que carregava sobre a cabeça – marcas definitivas de sua imagem – Carmen Miranda, a "pequena notável", acabou por expor ao mundo uma visão caricata e estereotipada do Brasil. No auge da "política da boa vizinhança" entre os Estados Unidos e a América do Sul, sua imagem latina era explorada pelos estúdios à exaustão. Tal exposição internacional fez despertar na intelectualidade brasileira um certo sentimento de desprezo por sua figura, acusando-a de tornar-se "americanizada".[21]

As imagens de Carmen Miranda voltam à cena durante o movimento tropicalista. Ícone da cultura popular e do exagero estético, sua figura era evocada menos por sua importância musical na cena brasileira e mais pela sua vinculação a uma imagem estereotipada e "tropical" do Brasil. A cantora viria a ser assumida como um dos ícones tropicalistas, estando presente tanto nas letras de canções (como "Tropicália", de Caetano Veloso), quanto nas imitações dos trejeitos da artista – o torcer das mãos e o revirar dos olhos – com que Caetano Veloso por mais de uma vez brindou/provocou a plateia.

Nomes ligados à Tropicália

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Alguns dos principais representantes do movimento foram:

Outros são:

Canções tropicalistas que fizeram sucesso

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Referências

  1. «Tropicalia Music Style Overview». AllMusic (em inglês). Consultado em 16 de maio de 2026. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026
  2. Di Carlo, Josnei (10 dez. 2017). «Tropicália é a prova dos nove». Outras Palavras. Consultado em 6 de março de 2018. Cópia arquivada em 26 de julho de 2024
  3. 1 2 Ana Elisa Santana, Leandro Melito e Sueli de Freitas (21 de outubro de 2017). «Tropicália 50 anos: A história do movimento que marcou a cultura nacional». Agência Brasil. Consultado em 11 de junho de 2021. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
  4. 1 2 Rafael Gregorio (26 de dezembro de 2018). «Tropicália 50 anos: A história do movimento que marcou a cultura nacional». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de junho de 2021. Cópia arquivada em 2 de maio de 2025
  5. Napolitano, Marcos; Villaça, Mariana Martins (1998). «Tropicalismo: As Relíquias do Brasil em Debate». Revista Brasileira de História. 18: 53–75. ISSN 0102-0188. doi:10.1590/S0102-01881998000100003. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2026
  6. 1 2 Pesquisa - Tropicalismo
  7. Tropicália 40 anos: Após a Bossa Nova, movimento foi o mais influente na música brasileira
  8. 1 2 Arquivo - Caixa reúne sete CDs dos Mutantes, incluindo um de raridades
  9. «Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira». Rolling Stone Brasil. Consultado em 19 de outubro de 2014. Cópia arquivada em 11 de março de 2026
  10. «Foi Barretão quem sugeriu a Caetano dar o título 'Tropicália' à sua canção». Folha de S.Paulo. 23 de julho de 2026. Consultado em 29 de julho de 2026
  11. «: Matéria : Tropicalismo». CliqueMusic. Consultado em 29 de julho de 2026
  12. «Programa Divino Maravilhoso da TV Tupi causou polêmica em 1968». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 6 de maio de 2026
  13. «Oiticica e a Tropicalondon | Paula Góes». Digestivo Cultural. Consultado em 29 de julho de 2026
  14. Da bossa nova ao pós-tropicalismo
  15. "Desbunde" e contracultura: a MPB pós-tropicalista no contexto do AI-5 (1969-1974)
  16. Tropicália - "O surgimento. Uma explosão colorida" - Celso Favaretto, extraído de Tropicália: Alegria, Alegoria. Ateliê Editorial, 1996
  17. Cantar em inglês é proibido num país que ainda vive sob o medo da guitarra elétrica
  18. Lima, Marisa Alvarez - "Marginália, arte e cultura na idade da pedrada". Editora Aeroplano, Rio de Janeiro (2002)
  19. 1 2 "ESTREIA- Tropicália reavalia impacto do Tropicalismo na cultura". Jornal O Estadão. São Paulo. 2012. (Página acessada em 03 de fevereiro de 2013)
  20. Di Carlo, Josnei (2019). «Objetos não identificados: tropicalismo e pós- modernismo no Brasil dos anos 1960». Interseções. Cópia arquivada em 26 de julho de 2024
  21. Tropicália - Carmen Miranda
  22. Fráguas, Márcia Cristina (11 de novembro de 2020). «"Leia na minha camisa": alguns apontamentos sobre "Baby" (1968), de Caetano Veloso.». Magma (16): 49–60. ISSN 2448-1769. doi:10.11606/issn.2448-1769.mag.2020.189586. Consultado em 1 de dezembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2025

Notas

Bibliografia

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Ver também

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Ligações externas

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