Tropix (álbum)

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Tropix
Álbum de estúdio de Céu
Lançamento 25 de março de 2016
Gênero(s)
Formato(s)
Gravadora(s) Urban Jungle / Slap
Produção
Cronologia de Céu
Ao Vivo
(2014)
Singles de Tropix
  1. "Perfume do Invisível"
    Lançamento: 26 de fevereiro de 2016

Tropix é o quarto álbum de estúdio da cantora e compositora brasileira Céu, foi lançado em 25 de março de 2016.[1][2] O álbum tem produção de Pupillo (baterista do Nação Zumbi) e do francês Hervé Salters.[3] O primeiro single do álbum "Perfume do Invisível" foi lançado no dia 26 de fevereiro de 2016 juntamente com um videoclipe,[4] dirigido por Esmir Filho.[5] O álbum foi indicado a 17º edição do Grammy Latino nas categorias de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e Melhor Álbum de Engenharia de Gravação e venceu ambas[6].

Sobre o álbum[editar | editar código-fonte]

Título e estética[editar | editar código-fonte]

Em entrevista para a coluna Divirta-se do portal mineiro Uai a cantora contou as influências e sons que estava ouvindo para inspiração do disco, nesta época esteve ouvindo Kraftwerk, Tame Impala e também descobriu a banda de pós-punk paulistana Fellini de Cadão Volpato.[7][3]

[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 84/100[9]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Notas Musicais 4.5 de 5 estrelas.[10]
O Globo Bom[11]
The New York Times Bom[12]
Monkeybuzz 5 de 5 estrelas.[3]
Miojo Indie 8.8/10
The Guardian 4 de 5 estrelas.[13]
Rolling Stone Brasil 4 de 5 estrelas.[14]
Sounds and Colours 4 de 5 estrelas.[8]
Allmusic 4 de 5 estrelas.[15]

Mauro Ferreira que escreve para o Notas Musicais elogiou Tropix, diz que mostra a artista em contínuo movimento[10][8], ele finaliza dizendo que Céu jamais se repetiu, arriscando modificações estruturais a cada disco gravado em estúdio.[8]

Tropix recebeu uma boa crítica do jornal O Globo, Silvio diz que o disco é um daqueles discos (e não são muitos hoje em dia) que fazem você se perguntar como algo tão simples e cristalino pode ser tão aliciante — e sem aparentar que está fazendo a menor força para isso[11], finalizando fala que o disco mostra uma espécie de reconexão da música popular brasileira com o pop eletrônico estrangeiro.[8][3]

O disco foi bem recebido pelo jornal nova-iorquino The New York Times, Nate cita que o foco do disco raramente cai em um único pontinho na música, a menos que você conte sua voz, um instrumento de calma sensual e ágil legal[12], não deixando de elogiar a produção musical de Hervé Salters e Pupillo.[8]

André Felipe de Medeiros elogiou Tropix citando que o álbum traz uma ambientação mais noturna e uma configuração de poucos instrumentos nas músicas, elogiando também a voz de Céu que sempre se mostra em primeiro plano de respeito para seu timbre rouco reverberado combinar com as guitarras distorcidas, batidas e elementos eletrônicos que dão forma ao álbum.[3]

Tropix recebeu uma ótima crítica pelo jornal britânico The Guardian, recebendo uma comparação com a cantora de bossa nova Astrud Gilberto, Denselow citou que o álbum anterior Caravana Sereia Bloom foi misteriosamente breve e excessivamente comercial, mas que Tropix é um retorno a forma.[13][8] A revista Rolling Stone Brasil elogiou Tropix e a carreira da cantora paulista Céu, citando que a mesma têm a vocação de evoluir na música como se evolui na vida, vendo que o passado não volta, mas se mantendo fiel a si mesma. Este novo disco que se reconfigura sobre sintetizadores e batidas eletrônicas ora rudimentares, ora dançantes.[8] O primeiro single "Perfume do Invisível" traz a mesma sensualidade da canção "Grains de Beauté" do álbum Vagarosa (2009)[14]. Bruna finaliza dizendo que Tropix é um álbum que se transforma em uma trilha cheia de pequenos detalhes a serem descobertos audição após audição.[15]

A revista inglesa Sounds and Colours super elogiou o álbum Tropix, dando quatro estrelas.[8]

Thom Jurek do Allmusic elogiou o som que Céu produz, citando que ela nunca soou como ninguém além dela mesmo, fazendo um som totalmente particular e autoral.[15] Segundo eles Tropix é um ábum radicalmente futurista e deliberadamente retro.

Premiações[editar | editar código-fonte]

Em 2016, foi vencedor dos Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro e Melhor Engenharia de Gravação.[16] Durante o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2016, Tropix foi vitorioso na categoria Melhor Gravação de Disco, enquanto que "Chico Buarque Song" ganhou em Versão do Ano.[17]

A revista Rolling Stone Brasil o elegeu o melhor disco brasileiro de 2016.[18]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "Perfume do Invisível"   5:08
2. "Arrastar-te-ei"  
  • Céu
3:38
3. "Amor Pixelado"  
  • Céu
4:15
4. "Varanda Suspensa"  
  • Céu
  • Hervé Salters
4:48
5. "Pot-Pourri: Etílica / Interlúdio" (Part. Tulipa Ruiz)Céu 4:21
6. "A Menina e o Monstro"  
  • Céu
3:21
7. "Minhas Bics"  
  • Céu
3:17
8. "Chico Buarque Song"  
  • Ricardo Salvagni
  • Carlos Adão Volpato
  • Jair Marcos Vieira
  • Thomas Kurt Georg Pappon
3:30
9. "Sangria"  
  • Céu
  • Lira
3:42
10. "Camadas"  
  • Céu
  • Fernando Almeida
4:14
11. "A Nave Vai"   3:47
12. "Rapsódia Brasilis"  
  • Céu
3:54

Referências

  1. «Céu anuncia quarto álbum de estúdio, 'Tropix', programado para 25 de março». Notas Musicais. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 1 de março de 2016 
  2. «Tropix por Céu». iTunes Store. 26 de fevereiro de 2016. Consultado em 1 de março de 2016 
  3. a b c d e f Felipe de Medeiros, André (28 de março de 2016). «CÉU - TROPIX». Monkeybuzz. Consultado em 5 de abril de 2016 
  4. «Watch Céu's Mesmerizing 'Perfume Do Invisível' Video (Premiere)». Billboard. 29 de fevereiro de 2016. Consultado em 1 de março de 2016 
  5. «Exclusivo: conheça o clipe de "Perfume do Invisível", single de Tropix, novo disco de Céu». Rolling Stone Brasil. 29 de fevereiro de 2016. Consultado em 1 de março de 2016 
  6. «Scalene, Paula Fernandes, Djavan, Elza Soares, Martinho da Vila e mais brasileiros ganham Grammy Latino de 2016». Gshow. G1. 17 de novembro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2016 
  7. «Cantora e compositora Céu investe em timbres mais sintéticos em novo disco». Divirta-se. 16 de março de 2016. Consultado em 18 de março de 2016 
  8. a b c d e f g h i Alzuphar, Adolf (26 de abril de 2016). «Review Céu - Tropix». Sounds and Colours. Consultado em 22 de abril de 2016 
  9. «Tropix Reviews». Metacritic. CBS Interactive. 25 de Março de 2016. Consultado em 15 de Junho de 2018 
  10. a b Ferreira, Mauro (14 de março de 2016). «'Tropix' ambienta Céu no mundo artificial da noite sem perda da naturalidade». Notas Musicais. Consultado em 28 de março de 2016 
  11. a b Essinger, Silvio (17 de março de 2016). «Crítica de 'Tropix': Aliciante, e sem parecer que está fazendo força». O Globo. Consultado em 28 de março de 2016 
  12. a b Chinen, Nate (23 de março de 2016). «Review: Layers in 'Tropix,' From Céu». The New York Times. Consultado em 28 de março de 2016 
  13. a b Denselow, Robin (31 de março de 2016). «Céu: Tropix review – laidback electro bossa from a modern Astrud Gilberto». The Guardian. Consultado em 1 de abril de 2016 
  14. a b Veloso, Bruna (25 de abril de 2016). «Céu - Tropix». Rolling Stone Brasil. Consultado em 14 de abril de 2016 
  15. a b c Jurek, Thom. «Céu Tropix». Allmusic. Consultado em 26 de abril de 2016 
  16. «Lista completa de nominados a Latin GRAMMY 2016». Univision. Univision Communications. 21 de setembro de 2016. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  17. «Veja a lista completa dos ganhadores do Prêmio Multishow 2016». Billboard Brasil. 26 de outubro de 2016. Consultado em 26 de outubro de 2016 
  18. «Melhores Discos Nacionais de 2016». Rolling Stone Brasil. Grupo Spring de Comunicação. 2016. Consultado em 20 de janeiro de 2019 
  19. Ferreira, Mauro (4 de maio de 2016). «'Tropix' é editado em vinil com 10 das 12 músicas do álbum original de Céu». Notas Musicais. Consultado em 8 de junho de 2016 
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