Tropo (filosofia)

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Em filosofia, tropos (do grego antigo τρόπος (tropos), 'direção', 'caminho',' maneira'[1] [2] do verbo τρέπειν (trépein): virar[3]) são argumentos introduzidos pelos céticos gregos para concluir a necessidade de suspensão do juízo.

Sexto Empírico chega a enumerar dezessete tropos, dos quais os primeiros dez derivam da classificação proposta por Enesidemo.[4] Diógenes Laércio atribui a Agripa cinco dos sete tropos acrescentados por Sexto Empírico; os outros dois são atribuídos a outros filósofos céticos.

Em metafísica analítica, os tropos são propriedades particulares constitutivas dos objetos do mundo. Os tropos se opõem diretamente aos universais que são considerados como propriedades (ou relações) das quais vários objetos podem compartilhar. Por exemplo, a cor vermelha é compartilhada por vários objetos, tais como a papoula e o sangue.

Referências

  1. Dicionário Houaiss: 'tropo'
  2. Henry George Liddell, Robert Scott. A Greek-English Lexicon τρόπος Perseus
  3. «trope», Merriam-Webster Online Dictionary, 2009 
  4. Ferrater Mora, José. Dicionário de Filosofia Tomo IV (Q - Z). "Tropos". Loyola, 2001; p.2931.


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