Tumba dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Tumba dos profetas

Tumba dos Profetas Ageu, Zacarias e Malaquias (em árabe: قبر النبيا Qubur El Anbiyya, lit. "Sepultura (dos) Os Profetas") é um antigo cemitério localizado na encosta ocidental superior do Monte das Oliveiras, em Jerusalém. De acordo com uma tradição judaica medieval também adotada pelos cristãos, acredita-se que a catacumba seja o local de sepultamento de Ageu, Zacarias e Malaquias, os três últimos profetas da Bíblia hebraica que se acredita terem vivido nos séculos VI a V a.C. Os arqueólogos dataram as três primeiras câmaras funerárias até o século I a.C, contradizendo assim a tradição.[1]

Câmara funerária[editar | editar código-fonte]

A câmara forma duas passagens concêntricas contendo 38 nichos de sepultamento. [2] A entrada para a grande caverna enterrada em pedra está do lado oeste, onde uma escada desce, ladeada por ambos os lados por uma balaustrada de pedra.[3] Leva a um grande cofre central circular medindo 7,3 metros de diâmetro. Dela, dois túneis paralelos, de 1,5 metros de largura e 3 metros de altura, estendem-se cerca de 20 metros através da rocha. Um terceiro túnel corre noutra direção. Todos estão ligados por galerias transversais, sendo que o exterior mede 40 metros de comprimento.[4]

Pesquisas mostram que o complexo data realmente do século I a.C., quando esses estilos de tumbas foram usados para o enterro judaico. Algumas inscrições gregas descobertas no local sugerem que a caverna foi reutilizada para enterrar cristãos estrangeiros durante os séculos IV e V d.C.[5] Em uma das paredes laterais do cofre, uma inscrição grega traduz:

Coloque sua fé em Deus, Dometila: Nenhuma criatura humana é imortal![6]

Local sagrado[editar | editar código-fonte]

O local é venerado pelos judeus desde os tempos medievais, e eles costumavam visitá-lo.[3][7][8] Em 1882, o arquimandrita Antonine (Kapustin) adquiriu o local para a Igreja Ortodoxa Russa.[9] Ele planejava construir uma igreja no local, que provocou fortes protestos dos judeus que visitaram e adoravam na caverna.[10] Os tribunais otomanos decidiram em 1890 que a transação era vinculativa, mas os russos concordaram em não exibir símbolos ou ícones cristãos no local, que permaneceria acessível para pessoas de todas as religiões.

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jerome Murphy-O'Connor, The Holy Land: An Oxford Archaeological Guide from Earliest Times to 1700, 2008 (5th edition)
  2. Gaalyahu Cornfeld (1973). I Love Jerusalem. Kinneret. [S.l.: s.n.] GGKEY:75S35PKF07B 
  3. a b Amos Kloner; Boaz Zissu (2007). The Necropolis of Jerusalem in the Second Temple period. Peeters. [S.l.: s.n.] ISBN 978-90-429-1792-7. The place is known as the "Tombs of the Prophets" due to a medieval Jewish tradition that Haggai, Zechariah and Malachi were buried here. 
  4. Josias Leslie Porter (1866). The giant cities of Bashan and Syria's Holy places. T. Nelson and Sons. [S.l.: s.n.] pp. 150–151 
  5. Dave Winter (1999). Israel handbook: with the Palestinian Authority areas. Footprint Travel Guides. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-900949-48-4 
  6. Louis Félicien Joseph Caignart de Saulcy; Edouard de Warren (1854). Narrative of a journey round the Dead Sea, and in the Bible lands, in 1850 and 1851. Parry and M'Millan. [S.l.: s.n.] 
  7. Nagel Publishers (1954). Israel. Nagel. [S.l.: s.n.] This catacomb is venerated by the Jews as the tomb of the Prophets Haggai, Zechariah and Malachi. 
  8. Israel Joseph Benjamin (1859). Eight years in Asia and Africa from 1846-1855. The author. [S.l.: s.n.] Further down, towards the town, mid way up the mountain, is another cave, consisting of several divisions, containing the tombs of the Prophets Haggai, Zechariah and Malachi, which are frequently visited by the Jews. 
  9. 19th Annual Conference of Judea and Samaria Studies, ariel.ac.il (Hebrew)
  10. The Churchman. Churchman Co. [S.l.: s.n.] 1883. On the ascent of the Mount of Olives is a burial place, which from immemorial time has been regarded as containing the remains of Haggai, Zechariah, and Malachi. A Russian priest has been endeavoring to purchase it to build a church upon, but the Turkish government has, at the request of the Jews, deferred the completion of the sale.