Tumor hepático

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Tumores hepáticos
Metástases de um adenocarcinoma de pâncreas ao fígado.
Classificação e recursos externos
CID-10 C22, D18.0
CID-9 155
ICD-O: M8170/3
OMIM 114550
DiseasesDB 7547
MedlinePlus 000280
eMedicine article/197319
MeSH D008113
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Tumor hepático ou tumor do fígado é qualquer crescimento anormal dentro da estrutura do fígado, incluindo neoplasias benignas e malignas, originado no órgão (primário) ou fora dele (metástase), infecciosas ou não.

Benignos[editar | editar código-fonte]

Os tumores hepáticos benignos são relativamente comuns e geralmente não causam sintomas. A maioria dos tumores benignos é detectada apenas quando um exame de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), é feito por uma razão não relacionada com o tumor. Raramente, esses tumores causam desconforto na parte superior direita do abdômen, fazem com que o fígado aumente (hepatomegalia) ou causam sangramento na cavidade abdominal. [1]

O fígado geralmente funciona normalmente, mesmo quando um tumor não canceroso está presente. Assim, os resultados de exames de sangue para avaliar a função hepática são normalmente normais. O tratamento pode ou não ser necessário.[carece de fontes?]

Hemangiomas[editar | editar código-fonte]

Hemangioma hepático visto em uma tomografia computadorizada.

Os hemangiomas são a forma mais comum de tumores hepáticos, afetando cerca de 5% da população e mais comum entre as mulheres. São tumores dos vasos sanguíneos e podem aparecem em vários outros lugares do corpo. Geralmente estes tumores benignos não produzem sintomas e não necessitam de ser tratados. Quando crescem mais de 4cm, causando efeito de massa, podem ser removidos com uma laparoscopia abdominal.[2]

Cistos hepáticos[editar | editar código-fonte]

Os cistos são estruturas de paredes finas que contêm fluido. Cistos hepáticos são comuns, estimando que afetem aproximadamente 5 por cento da população. Como apenas cerca de 5% desses cistos causam sintomas, a maioria nunca é detectada ou só é detectada incidentalmente. Mesmo quando sangram e causam dor, frequentemente melhoram em alguns dias mesmo sem tratamento. A maioria dos cistos são solitários, mas em 12% dos casos sofrem com fígado policístico. Quando causam dor, sangramento e mal estar prolongado podem ser removidos com laparoscopia.[3]

Alguns cistos podem ser causados por parasitas como na equinococose.[carece de fontes?]

Adenoma hepático[editar | editar código-fonte]

Os Adenomas hepáticos são tumores glandulares, mais frequentes em mulheres em idade fértil. Associados a altos níveis de estrógeno, por exemplo, pelo uso de contraceptivos orais. Possuem risco significativo de sangramento abdominal e raramente se tornam malignos. Recomenda-se cirurgia para removê-los. [2]

Hiperplasia focal nodular[editar | editar código-fonte]

As hiperplasias nodulares focais (HNF) são tumores hepáticos comuns, mas que raramente causam sintomas ou requerem tratamento. Causados por má-formação dos vasos sanguíneos do fígado são mais frequentes em mulheres e dos 20 aos 30 anos.[1]

Malignos[editar | editar código-fonte]

A maioria dos cânceres de fígado são metástases de outros tumores, geralmente de origem abdominal como o câncer de cólon, câncer de ovário e câncer renal, mas também são comuns os originados de um câncer de mama e câncer de pulmão.

O câncer hepático primário mais frequente é o carcinoma hepatocelular (também denominado hepatocarcinoma). A principal causa de carcinoma hepático é cirrose devido a hepatite B, hepatite C ou alcoolismo. Também pode ser causado por aflatoxinas produzidas por fungos que contaminam alimentos. Obesidade, diabetes e tabagismo são importantes fatores de risco. [4]

Formas primárias mais raras de câncer de fígado incluem o colangiocarcinoma, um sarcoma, o hepatoblastoma e suas versões mistas.[carece de fontes?]

Referências

  1. a b Benign Liver Tumors. https://www.emoryhealthcare.org/liver-disease/benign-tumors.html
  2. a b Marrero JA, Ahn J, Rajender Reddy K; American College of Gastroenterology. ACG clinical guideline: the diagnosis and management of focal liver lesions. Am J Gastroenterol 109(9):1328-1347, 2014. doi: 10.1038/ajg.2014.213.
  3. http://my.clevelandclinic.org/health/articles/liver-cysts-tumors
  4. GBD 2013 Mortality and Causes of Death, Collaborators (17 December 2014). "Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013.". Lancet. 385: 117–71. doi:10.1016/S0140-6736(14)61682-2. PMC 4340604Freely accessible. PMID 25530442.