Tupã Futebol Clube

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Tupã
Tupã Futebol Clube escudo.jpg
Nome Tupã Futebol Clube
Alcunhas Tricolor da Alta Paulista
Majestade
Indião do Oeste Paulista
Mascote Índio Guerreiro
Fundação 8 de fevereiro de 1936 (82 anos)
Estádio Alonso de Carvalho Braga
Capacidade 12.000 lugares
Presidente Fabiane Bizo Menezes
Treinador Maizena
Material (d)esportivo Aktion Sports
Competição Campeonato Paulista - Segunda Divisão
Website Site oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Tupã Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol do município de Tupã, interior do estado de São Paulo. Fundado em 8 de fevereiro de 1936, suas cores são vermelha, preta e branca. Possui um estádio com capacidade para doze mil espectadores, que é palco de jogos inesquecíveis à torcida local, com público considerável.

História[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de fevereiro de 1936, um grupo de 30 pessoas se reuniu à noite numa congregação para definir os detalhes da criação de um time de futebol para a cidade de Tupã. O nome acabou sendo escolhido como Tupã Futebol Clube. Antônio Caran, o dono do local onde se realizou a reunião, foi nomeado presidente, enquanto Tobias Rodrigues desenhou o uniforme nas cores vermelha, preta e branca. Vergilio Pereira de Araújo encarregou-se de escolher o local do estádio, que nada mais era que um campinho cercado de árvores nobres e plantações de café.

O Tupã tem em sua história partidas memoráveis, como, por exemplo, em 1948, quando a equipe do Santos viajou 10 horas até a cidade e perdeu por 3 a 2. Em 1950, mais uma contundente vitória sobre o time santista por 4 a 2. Em 1954, o time ficou com o vice-campeonato da Copa Anchieta, equivalente à Segunda Divisão da época.

Conhecido como "o mais querido da Alta Paulista", o Tupã tem uniforme que segue o padrão do São Paulo, com listras horizontais preta e vermelha, formando o conjunto tricolor. Durante alguns recentes anos de sua história, o clube alterou seu uniforme, adotando as cores do município (branco, amarelo e azul), bem como seu escudo. As alterações não foram bem-vindas pela torcida, tendo o uniforme retornado à sua configuração inicial anos depois.

O escudo do clube também passou por mudanças, como em 1998, quando o símbolo ganhou um trovão, como referencia o Deus Tupã. Em 2000, um rosto indígena foi colocado sobre o escudo, mas depois o clube retornou ao símbolo original, similar ao do São Paulo.

Começou a disputar competições profissionais em 1949, jogando a Segunda Divisão até 1954. No ano seguinte, não disputou a competição, somente retornando em 1956. Em 1960, disputou a terceira divisão, retornando para a principal divisão de acesso no ano seguinte.

Em 1968, não disputou nenhuma competição, voltado no ano seguinte para a Terceira Divisão, deixando de disputar novamente um campeonato em 1970. Intercalou participações entre a segunda e terceira divisões até 1983, quando pediu licença junto a Federação. No início da década de 1980, teve confrontos memoráveis com a Penapolense.

Voltou a disputar a Terceira Divisão em 1985, permanecendo na divisão até 1993, quando caiu para a quarta divisão. Nessa década, teve bons jogos com o Rio Branco, de Ibitinga, com o Jaboticabal, com o Corinthians de Presidente Prudente e com o Barretos.

Na década de 2000, continuou a disputar a quarta divisão, tendo desistido da competição em 2006, retornando no ano seguinte.

Hino[editar | editar código-fonte]

Da nação indígena surgiu
O Tricolor mais querido!
E jogando um futebol exuberante,
corações ele atingiu.
Muitos craques passaram pelo time,
muitos gols eles fizeram!
Na derrota nunca esmoreceram,
nas vitórias muitas glórias!

REFRÃO: Dá-lhe Tricolor! Dá-lhe Tricolor!
Muita garra, luta e determinação!
Dá-lhe Tricolor! Dá-lhe Tricolor!
Muita garra, luta e determinação!

Acesso a Serie A-3 em 2013[editar | editar código-fonte]

O Tupã não começou bem na competição. A agremiação perdeu a primeira partida em casa para o Grêmio Prudente por 1 a 0, depois foi batido fora pelo Osvaldo Cruz por 2 a 1 e empatou por 2 a 2 com o Assisense diante de sua torcida. Então a diretoria optou por demitir o técnico China, que tinha montado todo o elenco. Tupãzinho, então gerente de futebol, assumiu o comando técnico e elevou o aproveitamento. Com o ex-jogador no comando, o Tupã passou a ser consistente. Além de garantir os três pontos diante de seu torcedor, o time sempre arrancava pontos dos adversários fora de casa, conseguindo avançar no torneio. Logo na estreia de Tupãzinho, goleada sobre o Presidente Prudente por 4 a 0. Depois, o time devolveu a derrota para o Grêmio Prudente pelo mesmo placar. A partir de então, o time engatou uma sequência de vitórias no estádio Alonso Carvalho Braga, onde manda seus jogos. Com 13 pontos, o Tupã terminou na segunda posição do Grupo 02 e avançou para o Grupo 14, onde teve Atibaia, Cotia e Américo como rivais. A campanha em casa seguiu impecável: 2 a 1 sobre o Américo, 1 a 0 sobre o Cotia e 3 a 1 sobre o Atibaia. Fora de casa, arrancou um empate na última rodada por 2 a 2 com o Américo e garantiu a ponta da chave. A terceira fase fez com que o Cotia novamente entrasse no caminho do Tupã. Os demais integrantes do Grupo 17 eram Primavera e Tanabi. Apesar das dificuldades, o Tupã conquistou 11 pontos, vencendo três em casa (2 a 1 sobre o Primavera e Cotia e 3 a 2 sobre o Tanabi) e arrancando dois empates como visitante (0 a 0 com Tanabi e 1 a 1 com o Primavera). A invencibilidade em casa teve fim na quarta fase. Logo na estreia, o Tupã foi surpreendido pela Matonense, que venceu por 2 a 1. A vaga na Série A3 do Campeonato Paulista parecia distante, mas o clube soube recuperar os pontos perdidos. Uma meta foi traçada: fazer pelo menos quatro pontos nas próximas duas partidas como mandante. E o empate com o Paulista por 1 a 1 e a vitória sobre o Atibaia por 1 a 0 trouxeram a confiança de volta à equipe. O clube goleou o Atibaia por 5 a 1 e chegou na penúltima rodada dependendo apenas de suas próprias forças para garantir o acesso. 7.500 torcedores compareceram no estádio e empurraram a equipe para a vitória, por 3 a 1, sobre o Paulistinha. O clube não chegou à final, pois perdeu diante da Matonense, mas o acesso da equipe consagrou Tupãzinho como treinador. Em 2014 e 2015, fez campanhas razoáveis na Série A3, mas acabou voltando para a Segunda Divisão (4º nível) em 2016. ref> [1]</ref>.

Torcidas Organizadas[editar | editar código-fonte]

O Tupã conta com 4 torcidas organizadas: A mais antiga Furia Independente que foi fundada em 2005; a maior torcida organizada do clube é a Garra Tricolor fundada em 2009 , a Inferno Tricolor ou TIT, fundada em 2011 que logo no seu primeiro ano de vida já apoiou o clube no acesso da Segunda Divisão para a A-3 de 2014 e a Torcida Indio Banguelo que é a menor.

Tupã não tem rival, pois o seu "concorrente" da região é o Marília Atlético Clube, clube tradicional mas que os clubes não se enfrentaram muito devido ao Tupã sempre estar em uma divisão a baixo.

Estádio Alonso de Carvalho Braga[editar | editar código-fonte]

Localizado na cidade de Tupã, o "Alonsão" como é conhecido por narradores de rádios e torcedores locais, foi construído em 1942, na época com arquibancadas de madeira. Posteriormente teve a construção de cinco mil lugares em arquibancadas de concreto, ampliadas nos anos 1980 para dez mil lugares. A última ampliação aconteceu no inicio da década de 1990, quando chegou-se aos 14.800 lugares (com arquibancadas metalicas no setor das Gerais). O Alonso Carvalho Braga conta também com cabines para rádios, camarotes, sala para filmagem, sala para convidados, sala com ar-condicionado para reuniões, quatro banheiros, dois bares, roletas com cartão magnético, vestiários amplos, sala da diretoria, sala de fotos e troféus, complexo de alojamentos, iluminação noturna por quatro torres de holofotes com doze refletores cada, placar, campo com gramado natural e com dimensões apropriadas ao futebol. Atualmente a capacidade do estádio abaixou para 10.000 lugares devido às regras estipuladas pelo Corpo de Bombeiros [1].

Clássicos e Rivais[editar | editar código-fonte]


Goleiros
Jogador
' Brasil Alex
' Brasil Juliano
' Brasil Tolluca
Defensores
Jogador Pos.
' Brasil Clayton Z
' Brasil Hélio Z
' Brasil Léo Bahia Z
' Brasil Bartô LD
Meio-campistas
Jogador Pos.
' Brasil Bilica V
' Brasil David V
' Brasil Edílson Azul V
' Brasil Levi V
' Brasil Zé Forte V
' Brasil Leandro Zanoni M
' Brasil Lucas Surcin M
' Brasil Miltinho M
' Brasil Moisés M
' Brasil Naldinho M
' Brasil Paulo Santos M
Atacantes
Jogador
' Brasil Adílson
' Brasil Jácio
' Brasil Jhonny
' Brasil Luizão
' Brasil Robinho
' Brasil Samuel
' Brasil Vinícius
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Paulo Silva T

Jogadores de destaque[editar | editar código-fonte]

Atletas que se destacaram no futebol brasileiro já passaram pelo Tupã Futebol Clube.

  • Tupãzinho (ex-Corinthians e Fluminense)
  • Nelson Borges
  • Ataliba (ex-Corinthians)
  • Sorocaba
  • Daniel Leirião
  • Maradona (goleiro)
  • Pedro Carlos Marconato "Pedrão" (goleiro)
  • Wilson Pimentel (São Paulo e Ferroviária)
  • Zagueiro Helio guerreiro

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Inter-Regionais[editar | editar código-fonte]

Regionais[editar | editar código-fonte]

Municipais[editar | editar código-fonte]

Torneios Amistosos[editar | editar código-fonte]

Campanhas de Destaque[editar | editar código-fonte]

Categoria de Base[editar | editar código-fonte]

  • Medalha de Ouro nos 45º Jogos Regionais do Estado de São Paulo - Tupã - 2001.
  • Medalha de Prata nos 20º Jogos Regionais do Estado de São Paulo - Tupã - 1975.
  • Medalha de Bronze nos 46º Jogos Regionais do Estado de São Paulo - Osvaldo Cruz - 2002.
  • Medalha de Prata dos 65º Jogos Abertos do Interior do Estado de São Paulo - São José do Rio Preto - 2001.
  • Copa São Paulo - Eliminação na fase de Grupos - 2005.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2018
Competição Temporadas Melhor campanha Anos A Aumento R Baixa
São Paulo Série A2 19 Sem dados 1949-1954, 1956-1959, 1961-1966, 1976 e 1982-1983 ?
Série A3 23 Vice-campeão (1987) 1960, 1969, 1971-1975, 1977-1981, 1985-1993, e 2014-2015 ? 2
Segunda Divisão 20 3º colocado (2013) 1994-2005, 2007, 2009-2013, 2016 e 2018 1

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas do Tupã
Últimas dez temporadas do Tupã Futebol Clube
Brasil Nacionais Flag of the United Nations.svg Internacionais São Paulo Estaduais
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
2009 D Não classificado SD 16º
2010 D Não classificado SD 25º
2011 D Não classificado SD 23º
2012 D Não classificado SD 12º
2013 D Não classificado SD
2014 D Não classificado A3 12º
2015 D Não classificado A3 18º
2016 D Não classificado SD 11º
2017 Licenciado
2018 D Não classificado SD 28º


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa do Brasil ou Copa Sul-Americana
     Campeão do Campeonato do Interior
     Rebaixado à divisão inferior.
     Campeão e promovido à divisão superior
     Promovido à divisão superior.

Referências