Turismo sexual feminino

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Turismo sexual feminino refere-se ao turismo sexual praticado por mulheres, que se deslocam de seu local de origem com o intuito de se envolverem em relações íntimas com profissionais do sexo. Mulheres que praticam turismo sexual podem procurar aspectos da relação sexual não buscado pelo turistas sexuais masculinos, como o romance e demonstração de intimidade.[1] Mulheres - especialmente as ricas, solteiras e idosas - podem planejar suas férias para fazer sexo ou se envolver em romances com companheiros que lhe façam sentir-se especiais e lhes deem a atenção demandada. A prevalência de turismo sexual feminino é significativamente menor do que o turismo sexual masculino.[2]

O turismo sexual feminino ocorre em diversas regiões do mundo. A demografia do turismo sexual feminino varia conforme o destino, mas, via de regra, as turistas sexuais são mulheres de classe média-alta ou alta de países desenvolvidos que viajam para países subdesenvolvidos ou emergentes em busca de romance ou encontros sexuais fugazes.[3]

As turistas sexuais podem ser classificados em três tipos :

  • Turistas sexuais tradicionais, que têm características e motivos semelhantes aos turistas sexuais masculinos.[3]
  • Turistas sexuais situacionais, cujas viagens não tiveram como escopo o exercício da sexualidade, mas que eventualmente se envolvem em encontros sexuais com homens locais.[1]
  • Turista romântica, assim entendida aquela cuja viagem se destina à vivência de romances que não podem ser experimentados no seu país de origem.[4]

Os homens profissionais do sexo são vitais para a satisfação dessas mulheres, seja física ou emocionalmente. O turismo sexual vem se tornando um fenômeno globalizado, o que traz significantes riscos para a população em geral, na medida em que possibilita o fluxo de enfermidas endêmicas de uma região para outra, especialmente no que concerne às doenças sexualmente trasmissíveis, a exemplo da AIDS. As mulheres envolvidas com o turismo sexual não fazem uso de contraceptivos de barreira na maior parte de suas viagens, o que as torna especialmente suscetíveis ao acometimento por estas moléstias.[5]

Referências

  1. a b Opperman, Martin (1999). «Sex Tourism». Annals of Tourism Research. 26 (2): 251. doi:10.1016/s0160-7383(98)00081-4 
  2. Taylor, Jacqueline (2000). Tourism and 'embodied' Commodities: Sex Tourism in the Caribbean. Londres: Pinter 
  3. a b Reuters (25 de novembro de 2008). «Sex Tourism for Women». Contemporary Sexuality. 42 (1): 9–10 
  4. Pruitt, Deborah; LaFont (1999). «For Love and Money Romance Tourism in Jamaica». Annals of Tourism Research. 22 (2): 422–440 
  5. Ragsdale, Kathleen; DifranceiscoI, Pinkerton (abril de 2006). «Where the boys are: Sexual expectations and behaviour among young women on holiday». Culture, Health and Sexuality. 8 (2): 86–98. doi:10.1080/13691050600569570